Nefoedd (Reescrito): Capítulo 4

Vila dos Homens Raposa! (2 Parte)

 

 

 

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― Quem é o líder dessa vila?

Yasmin voltou aos seus sentidos após ouvir as palavras cheias de poder de Freyr. Inconscientemente estremeceu, voltando seu olhar para seu pai, assim como todos outros moradores da vila.

Giles era o guerreiro mais forte da aldeia. Um homem corajoso, que não temia se atirar na linha de frente em uma batalha. No entanto, naquele momento, era como se toda força tivesse abandonado seu corpo.

Por ser um veterano de várias batalhas podia notar a aura perigosa que ele carregava. Não era simplesmente a aura de um veterano de inúmeras batalhas. O ar ao redor dele estava mais para uma pessoa que viveu centena de milhares de batalhas. Giles ao olhar para Freyr podia ouvir o clamor de batalha; o som de berrantes de guerra; o som da marcha de milhares de soldados; som de dois exércitos se enfrentando provocando um som ensurdecedor…

Quanto Giles olhava para Freyr, uma pensamento surgiu em sua mente…

Um pensamento absurdo… Mas…

…Um Deus da Guerra foi o sentimento que Freyr passava a ele.

Pode ser que nossa batalha foi tão gloriosa, que invocou o próprio Deus Aeron no reino mortal?

(Magusgod: Para curiosidade. Aeron no mito galês é um Deus da guerra.)

Aeron era o Deus da Guerra, cultuado pelas diversas tribos da raça besta. Nos reinos civilizados – humanos-, Aeron era considerado uma divindade obscura, demoníaca.

Todos guerreiros presentes pareciam estar pensando a mesma coisa: Aeron havia descido para o reino mortal com seus cavaleiros.

― Quem é o líder dessa vila? ― Freyr voltou a perguntar.

Freya deu um passo a frente, com uma expressão visivelmente enfurecida. O ar ondulou ao seu redor, seu cabelo chicoteou para cima com súbita rajada de ar berserker. Cada passo em frente, era como joga uma pressão invisível sobre os moradores presentes.

― Vocês…

Essa simples palavra começou com um baixo sussurro, mas cada letra foi preenchido com uma fúria irracional, se tornando um rugido ensurdecedor, como um trovão perfurando os tímpanos de todas pessoas presentes.

― Como ousam ignorar as palavras de nosso Lorde Supremo?! ― esbravejou. ― Esse pecado não pode ser pago mesmo que todos morram mil vezes!

Olhos de Freya se tornaram duas chamas raivosas. Os ventos se tornaram mais forte, como ventos de uma tempestade, balançando as copas de árvores e arrancando o telhado das casas. Sua grande intenção de matar era como um redemoinho de brutalidade sem fim, fazendo os moradores mais fracos perderem a consciência enquanto espumavam pela boca.

Para os guerreiros, a beldade de cabelos dourados, era como a encarnação da Deusa da Destruição. Mesmo assim, ironicamente, sua beleza era realçada pela aura de destruição ao seu redor.

― Basta!

Disse Freyr calmamente.

Essas palavras comparadas com as de Freya, não carregavam o menor traço de poder. Mas, os ventos morreram, a aura de destruição e a grande intenção de matar desapareceram como se não tivesse acontecido nada.

Freya se virou e se ajoelhou diante seu mestre.

― Me perdoe, Lorde Supremo! ― disse ela num tom servil. ― Não pude suportar tamanho desrespeito com você. Simplesmente é imperdoável.

Freyr soltou um longo suspiro e retirou seu elmo, revelando seu rosto para as pessoas presentes. Seus olhos azul-escuro, como um mar profundo, era estranhamente cheio de bondade e carinho. Não combinando com todo ar de “Deus da Guerra”, que ele irradiava.

― Passou por sua mente a possibilidade de que eles não compreendem nosso idioma? ― perguntou Freyr num tom afável.

― Não ― Freya meneou a cabeça negativamente. ― No entanto, Lorde Supremo. Um pecado é um pecado. Alegar ignorância não é uma desculpa pelo tratamento desrespeitoso. Ao estarem diante sua divina presença, como não podem se curvar, pressionando suas testas contra a terra até sangrar? Isso é o mínimo para demonstrar gratidão por estarem presentes diante o Senhor de Godheim!

O rosto de Freyr não alterou sua expressão, mesmo após ouvir as palavras absurdas de Freya. Sinceramente, não conseguia compreender atitude furiosa de Freya em direção aos moradores. Mas manteve a mesma expressão, encarando Freya sem tirar seus olhos dos dela.

― Freya, você é Comandante da Guarda Imortal ― disse ele com paciência. ― Como tal, deveria manter seu decoro, sem deixar suas emoções atrapalharem seu julgamento. Peço que reflita suas ações hoje e concerte seu comportamento.

― Se esse é seu desejo, eu irei cumpri-lo!

Apesar das palavras dura de Freyr. Fazia isso pelo bem de Freya. No futuro tal comportamento poderá trazer muitos problemas para ela. Não havia guerreira mais poderosa do que Freya em toda Godheim, mas seria o mesmo nesse mundo diferente?

Freyr antes de vir pessoalmente para vila dos homens raposas. Havia feito investigações sobre essa parte da floresta. Não havia encontrado nada que pudesse ser uma ameaça para si. No entanto não queria dizer que não houvesse pessoas fortes nesse mundo.

Por hora Freyr precisava de mais informações. Por esse motivo entrou em contato com a vila dos homens raposas. Só não esperava que trazer Freya consigo teria sido um erro. Nessa situação, não seria estranhos os moradores se tornarem hostis em direção a ele.

Quanto estava ponderando o que fazer a seguir. Uma voz masculina, uma mistura de medo e fascínio, falou:

― Eu sou Giles, chefe da vila dos Homens Raposas ― se apresentou num tom mais respeitoso possível. ― Como eu deveria tratar, Vossa Senhoria?

Freyr ficou surpreso ao ouvir o homem raposa de músculos bem treinados falar. Não estava surpreso com sua aparência. Estava surpreso por Giles estar falando no mesmo idioma de seu país natal.

Freyr reprimiu seu profundo choque, forçando-o retornar para o estado mental anterior.

― Sou Freyr Pendragon, Senhor de Godheim ― disse ele estudando a fisionomia de todos presentes. ― Espero que me perdoe por ser rude ao entrar em sua vila sem nenhum aviso.

Giles tentava manter uma face composta, mas por dentro estava tremendo. Podia sentir os olhos cheios de hostilidade da deusa de cabelos dourados, perfurando seu corpo. Sabia que uma única palavra errada e aquela pessoa o mataria em um instante.

― Pai, por que não convidamos para dentro? ― sugeriu Yasmin.

Giles soltou um suspiro aliviado.

Convidou Freyr para sua casa como um sinal de hospitalidade.

Freyr aceitou a oferta do chefe da vila. Para evitar outro incidente, ordenou Freya que patrulhasse ao redor da vila.

 

 

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Com as mãos trêmulas, Yasmin servia um caneco rústico de chá de ervas de rezene, para o convidado. Sua casa era considerada a mais “luxuosa”, quando comparado com as casas dos outros moradores da vila.

Além do medo, agora estava envergonhada.

― Obrigado.

Com um sorriso cordial, agradeceu Yasmin.

Yasmin por um momento havia esquecido respirar, fascinada pelo deslumbrante sorriso de Freyr. Mesmo com quase dezessete anos de idade, ela nunca se importou com assuntos românticos, focando em apenas em seu trabalho como curandeira da vila.

Contudo, nesse momento não pode deixar de ser afetada pelo sorriso cheio de charme de Freyr.

Ele parecia com outra pessoa, como se a aura de Deus da Guerra tivesse sido uma mera ilusão da mente de todos moradores.

Quanto estava preste a se retirar, Freyr moveu sua mão como um raio. Segurando o queixo da jovem, olhando profundamente dentro de seus olhos.

Giles assistiu tudo acontecer em um instante. Um segundo atrás, Freyr estava sentado na cadeira ao redor da mesa. No outro instante, movendo-se tão rápido que nem seus olhos conseguiu acompanhar, estava em pé segurando sua filha.

Giles estava completamente em choque. Mesmo praticando artes marciais dia e noite, seria impossível mover-se tão rapidamente. Era uma velocidade impossível de ser alcançado por mortais.

…Pode ser que seja realmente encarnação de Aeron?

Esses foram os pensamentos de Giles.

Yasmin estremeceu ao sentir o toque gelado da manopla. Sua mente estava uma confusão, maçãs do seu rosto se tornaram puro vermelho. Yasmin era a mulher raposa mais bela da aldeia. Ela havia se acostumado receber olhares cheios de desejo. Mas, aquele olhar era diferente…

…Seus olhos pareciam penetrar sua alma, vendo todos seus segredos.

― Você é diferente dos demais moradores ― disse ele liberando Yasmin. ― Me perdoe, acabei me comportando de maneira rude.

Com o rosto avermelhado, olhava para a ponta de seus pés.

― …Não foi nada ― conseguiu responder.

Ao mesmo tempo se virou, retirando-se da sala.

Freyr voltou-se a se sentar.

A cadeira fez um barulho alto, devido ao grande peso da armadura.

Giles honestamente estava surpreso. Uma armadura completa de aço pesava entre 30 a 50 kg. Contudo, seus instintos diziam que uma armadura como aquela devia pesar muito mais do que uma armadura comum.

― Vossa Senhoria ― chamou Giles, engolindo a saliva para suavizar o aperto que sentia na garganta. ― Pode me dizer o motivo de visitar nossa humilde vila?

Freyr desejava informações sobre a região. Por esse motivo estava observando a vila. Ponderou como se aproximar dos homens raposas e adquirir informações, sem correr riscos de chamar atenção desnecessária. Mas, quanto pensava na majestosa Godheim se elevando nas planícies, era ridículo o pensamento de não querer chamar atenção.

Durante o dia ou noite, como um farol, a luz de Godheim era visível a vários quilômetros de distância, em todas direções. Se houvesse um governante na região, não seria uma surpresa se em poucos dias tivesse um exército aos pés de Godheim.

Freyr queria evitar a todo custo esse cenário.

…Mas, era impossível.

Sabia que cedo ou tarde entraria em conflito com as forças desse mundo. Freyr, sinceramente desejava um cenário que pudesse evitar uma guerra. No entanto, Freyr não era tão ingênuo a ponto de não acreditar que as riquezas de Godheim não atrairia a ganância dos homens.

E Freyr nunca permitiria que Godheim, cristalização do esforço e suor dele e seus companheiros, fossem profanados.

Nesse caso só há uma conclusão lógica, pensou ele. Eliminar todas possíveis ameaças.

No mundo anterior, Freyr, era um cara que repudiava qualquer tipo de violência. No entanto, sabia que havia coisas que não era possível resolver com uma conversa. Aprendeu essa lição ao jogar pela primeira vez Arcádia e ser alvo de outros jogadores.

Quanto era um jogador solo, a informação de que tinha adquirido um item raro vazou. Não demorou muito para virar alvo de vários jogadores gananciosos.

De uma forma ou outra, ele aprendeu sua lição. Após esse evento, juntou companheiros que haviam sofrido a mesma situação, fundando assim a infame guilda Deuses da Espada.

Sabendo que haverá um conflito certo ou tarde, a conclusão lógica para Freyr era antecipar e eliminar todas possíveis ameaças. Mas, antes de tudo precisa de informação sobre a região. Mover-se cegamente, acreditando que é invencível era um ato que somente um tolo cometeria.

A vila dos homens raposas era a vila mais próxima que encontraram. De preferencia gostaria de criar laços amigáveis. Se não for possível um relacionamento amigável, Freyr não hesitaria em esmagar toda vila.

― Venho observando sua vila por dois dias ― disse ele ao beber chá de ervas de rezene. ― Assisti a batalha anterior, e vi bastante potencial de luta nos homens raposas. Contudo, não acredito que sobreviveram a uma nova investida orc.

Giles gostaria de refutar as palavras de Freyr, bater no peito e gritar como os homens raposas eram fortes, mas não podia. A cada investida seus números se tornavam maiores. Seria apenas uma questão de tempo até a vila cair.

― Vou ser sincero com você, Giles ― disse Freyr com um olhar profundo. ― Não sou um habitante dessa região. Devido a um fenômeno de natureza… Mágica, minha cidade foi teletransportada para esse local. Não sabemos nada sobre essas terras, se você cooperar comigo, posso prometer a segurança de sua vila. E os benefícios daqueles que me servem.

Giles foi atordoado por um momento. Se fosse antes, ele com certeza gostaria de negociar com o outro lado e ponderar os benefícios de cooperar com Freyr. Mas a situação atual não o permite ter escolha. Na verdade, Freyr, podia ser a tabua de salvação de sua vila.

Giles se levantou e prostrou-se diante Freyr, com a testa firmemente pressionada contra o piso de madeira do quarto.

― Se Vossa Senhoria puder salvar nosso povo. Juro, em nome da Deusa dos Juramentos, Yemin. Que eu, Giles, e todos homens raposas, juramos nossa lealdade, como nosso único senhor para toda vida.

Naquele momento, o corpo de Giles irradiou um brilho vermelho metálico.

Uma voz arcaica e profunda soou em sua mente:

 

→Chefe da Vila dos Homens Raposas jurou lealdade ao Deus da Guerra . Você deseja →aceitar sua lealdade?

Sim/Não?

 

Freyr estava atordoado com o súbito fenômeno estranho. Por um momento pensou em recusar, uma vez que não sabia o que aconteceria se aceitar. No entanto, talvez nunca mais apareça uma oportunidade dessas, e sua curiosidade desejava saber o que aconteceria.

Freyr acalmou sua respiração e respondeu com uma voz profunda:

― Sim!

Na vila fortificada, todos moradores foram envoltos por uma luz avermelhada. A terra começou a tremer, na praça central da vila a terra se elevou e surgiu uma majestosa estátua de um guerreiro. Apontando sua espada contra os céus, com uma expressão feroz, clamando por uma batalha.

Moradores olhavam com espanto e temor a majestosa estátua feroz do guerreiro.

A voz arcaica e profunda soou na mente de todos:

 

→A partir de agora a Vila dos Homens Raposas estará sob o domínio do Deus da Guerra.
→Crianças nascidas na Vila dos Homens Raposas vão ter 20% de chances de adquirir a Benção do Deus da Guerra!
→Giles por ser o primeiro a jurar lealdade ao Deus da Guerra. Será premiado com o aumento permanente em suas estatísticas de poder em 30%!
→As seguintes Classes estão disponíveis para os moradores da Vila dos Homens Raposas: 「Agricultor」「Artesão」「Caçador」「Guerreiro」「Lanceiro」「Monge」!
→Moradores que possui Classes de Combate ao orar para Estátua da Guerra recebe levantamento de 5% em todas estatísticas de poder por uma hora.

 

Qualquer membro da vila que tocasse a estátua do guerreiro feroz. Se tivesse as qualificações necessárias poderia obter uma das classes acima.

―…

Freyr desistiu de tentar compreender a situação atual.

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6 comentários em “Nefoedd (Reescrito): Capítulo 4

  1. Ta muito massa essa versão magus u.u vi que tem algumas coisas mudadas como os orcs, se não me engano era uma tribo de leões que tava lutando contra os homens raposas e a Yasmin era rejeitada pelo povo u.u ta massa essa nova versão vlw por sempre melhorar ^^

    Curtido por 1 pessoa

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