Nefoedd (Reescrito):Capítulo 5

Vila dos Homens Raposas! (3 Parte Final)

 

 

 

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A vila estava em um estado de comoção.

Há poucos dias atrás não havia a menor esperança de sobrevivência. Agora, como um milagre vindo dos céus, recebem a Benção de uma divindade. Todos moradores olhavam sem acreditar para estátua do guerreiro feroz como se fosse o maior tesouro de suas vidas.

Muitos se prostraram diante a porta da casa do chefe da vila, enquanto gritavam agradecimentos pela benção dada.

Freyr por outro lado, estava espiando pela janela a multidão ao redor da casa, prostrando-se, com a testa pressionada contra a terra.

Freyr não havia planejado nada disso e também não gostava da forma que as coisas estavam acontecendo. Primeiramente ele não um deus, embora tivesse como uma das classes「Deus da Guerra」. Ele era apenas um ser humano que acabou sendo teletransportado para outro mundo. Não desejava ser idolatrado como um Deus e ter um monte de seguidores fanáticos.

Infelizmente, não havia nada que pudesse fazer na situação atual.

― O que era aquela voz?

― É a voz do mundo ― respondeu Giles com a voz trêmula. ― Eu só tinha a ouvido uma vez, quanto era jovem e tinha recebido a Classe「Guerreiro」.

Giles explicou que em Nefoedd, quando uma pessoa aprende certas competências (habilidades) e cumprisse determinados critérios, recebia uma classe. Aparentemente não havia um limite para quantas classes era possível obter. De acordo com Giles, na época que trabalhou como mercenário, ouviu histórias de heróis e grandes homens que tinham mais de cinco classes.

Apesar de tudo isso, não era fácil adquirir novas classes.

Algumas classes exigiam anos de treinamento e domínio em diversas competências. Assim dessa forma muitos focavam em uma só uma classe, treinando toda sua vida para levantar o nível de suas competências ao máximo.

Ao ouvir essa informação, Freyr teve que suprimir suas emoções. Em Arcádia era possível adquirir somente cinco classes.

Se for possível adquirir mais classes, pensou Freyr. O quão mais forte posso me tornar?

Freyr balançou a cabeça e voltou a ouvir a explicação de Giles.

― Normalmente é possível obter uma classe apenas através da voz do mundo. Nunca ouvi falar que era possível obter uma classe através de uma estátua.

Parecia que não havia outro modo de adquirir profissões além de cumprir os critérios e receber pela voz do mundo. O que significava que a estátua de Freyr era algo único naquele mundo.

Então toda vila ou cidade que eu dominar acontecerá o mesmo fenômeno?

Perguntou-se com curiosidade.

Caso a resposta fosse positiva, Freyr teria uma grande arma em suas mãos.

Falando mais sobre classes e habilidades, descobriu que Nefoedd era muito similar ao jogo em alguns aspectos. Um exemplo era como as habilidades desse mundo utilizavam o mesmo sistema de classificação do jogo.

As habilidades no jogo, e em Nefoedd, eram classificadas na seguinte ordem: I (Básico). II (Intermediário). III (Avançado). IV (Mestre). V (Divino).

Giles havia mencionado que só através de um duro treinamento e muitas batalhas havia conseguido classificar sua「Maestria em Lança」do nível I para o nível II. Não era fácil aumentar o nível de uma habilidade nesse mundo.

― Em meu mundo também não era fácil levantar o nível das habilidades, mas não era tão lento assim. Isso vale para todas as raças desse mundo?

― Não. A velocidade que uma pessoa consegue aumentar o nível de sua habilidade muda conforme seu talento e raça. Eu sou um homem raposa da raça besta, nascido com uma força física e reflexos superiores aos humanos. Mas, somos naturalmente inaptos para magia e quando comparado com outras raças, nossa taxa de velocidade para aprender novas habilidades e aumentar nível, é mais lento.

― Entendo. Havia algo assim em meu mundo.

No jogo havia uma grande variedade de raças selecionáveis, cada uma com suas vantagens e restrições. Freyr havia escolhido a raça humana devido ao status balanceado e a facilidade de obter novas classes e habilidades.

― Me fale sobre essa floresta.

Giles falou que a Vila dos Homens Raposas está localizada na região leste da Grande Floresta de Orman. Havia outras vilas e tribos espalhadas pela floresta, mas todos estavam a beira da aniquilação por causa do ataque de uma horda de orc e goblins.

― Antes havia um equilíbrio de poder, mas uma grande tribo de orc das montanhas migrou para essa região, dominando as tribos orc locais criando uma grande horda… Muitas vilas da raça besta caíram… ― havia dor em sua voz. ― E o destino de nossa vila não será muito diferente sem sua proteção.

― Então eles são os senhores dessa floresta?

Giles balançou a cabeça negativamente.

― Cada região da floresta tem seus próprios senhores. O sul e dominado por clãs da raça besta; o oeste e dominado por senhores da guerra Hobgoblins sempre atacando territórios humanos que fazem fronteira com a região oeste da floresta, ou guerreando contra os altos elfos que dominam a região central; e no norte há vários clãs de elfos da floresta que estão sempre em conflitos com os clãs de orc das montanhas e seus servos…

― Então esses altos elfos são a raça mais forte da floresta?

Giles ficou em silencio, hesitando em dizer alguma coisa.

― Não tenha medo, homem! Fale tudo que sabe, por que qualquer informação pode acabar sendo vital.

Depois de um longo suspiro, Giles contou uma história perturbadora. De acordo com ele, desde uma parte das Cordilheiras Belâli até toda a Grande Floresta de Orman, era território de uma poderosa Demonesa.

Os humanos dos reinos civilizados chamavam seu território de “terras da morte”.

― Ela é um demônio?

― É o que dizem senhor ― respondeu Giles visivelmente amedrontado. ― Segundo as histórias que ouvi a seu respeito, ela é uma “Senhora Demônio”, que está viva desde a era dos primeiros homens. Honestamente, não sei muito sobre ela além das lendas contadas.

― Qual o nome dessa demonesa?

― Me desculpe senhor ― disse Giles envergonhado. ― Não sei seu nome, apenas sei que a chamam de “Princesa Açougueira de Nurs”. Dizem que ela ganhou esse título centenas de anos atrás, após exterminar uma cidade inteira.

Nada bom, pensou Freyr. Se ela tem o poder de exterminar uma cidade, quer dizer que ela não é fraca.

Quanto Freyr pensou que não poderia ficar pior, descobriu que as Terras da Morte faz território com três grandes potências.

A região oeste da floresta faz fronteira com território da Aliança-Sacro Humana composta por sete grandes reinos humanos.

No norte, depois das cordilheiras, fica as Nações Demoníacas, composta por reinos de semihumanos e outras raças inumanas. Devido a fatores políticos, religiosos e territoriais, estavam sempre em guerra com os reinos da Aliança-Sacro Humana.

Fazendo fronteira com a região sul da floresta fica a Liga Comercial composta por principados regidos pelo comercio. Havia inúmeros reinos ao leste, depois das Planícies Doruk aonde Godheim estava localizado, mas Giles não tinha informações sobre eles.

Freyr e Giles continuaram conversando até o sol se por, e o mundo ser coberto por um manto de escuridão. Em um único dia havia ganhado bastante informação sobre a região ao redor. Apesar de não ter obtido informações detalhadas dos países vizinhos, tinha uma compreensão melhor do mundo de Nefoedd.

Tendo ganhado a lealdade dos moradores da Vila dos Homens Raposas. Freyr estava planejando transformar a vila em uma base de operações dentro da região leste da Grande Floresta de Orman.

O problema é a senhora dessas terras, pensou ele. Em uma situação normal, não me comportaria como um bárbaro conquistador. No entanto, estou em terras estranhas e não sei como voltar para casa. Nesse caso não tenho muita escolha, além de estabelecer meu próprio poder nessas terras.

Freyr lembrou-se de uma história que leu. De uma pessoa sendo invocada para outro mundo, um mundo hostil e cheio de perigos. De algum modo, o personagem principal sempre conseguia convencer seus inimigos e acabavam virando amigos…

…Pura fantasia, pensou ele. Não existe tal mundo conveniente.

Freyr era um pacifista, mas não era ingênuo. Sabia que algumas coisas só poderiam ser solucionadas através da força. Sua situação atual era a mesma coisa. Não poderia esperar nada de bom de alguém que carregava o título de “princesa açougueira”.

Giles e Freyr caminharam em direção a estátua do guerreiro feroz.

― Meu senhor… ― chamou Giles tirando Freyr de seu devaneio. ― Isso não pode ser muito.. Mas é o nosso sincero agradecimento. Por favor, aceite.

Giles entregou uma sacola cheia de pedras mágicas.

― Há cem Pedras Mágicas ― disse Giles com uma expressão tensa. ― Algumas delas, tem atributo elemental.

Freyr examinou com cuidado uma das pedras mágicas.

A pedra mágica era do tamanho de um punho de um bebê. A primeira vista parecia apenas um pedaço de quartzo, mas logo notaria a tonalidade vibrante da pedra mágica, como se uma luz pulsasse dentro da pedra.

Em Arcádia não havia tal coisa, não sabia se era precioso ou não nesse mundo. Pelo nome, “pedra mágica”, tinha uma noção do que se tratava.

…Vou pedir para Dana analisar essas pedras mágicas, pensou ele. Talvez possa ser útil para Godheim.

― Vou aceitar ― Freyr pegou a bolsa, com um pensamento, desapareceu de sua mão sendo depositado em seu inventário.― Mandarei minhas forças para exterminar a vila orc. Voltarei novamente para discutir os detalhes.

Freyr expandiu suas asas douradas, irradiando uma luz dourada, iluminando os arredores. Em um segundo, disparou para o céu noturno cheio de estrelas brilhantes. Os moradores vendo essa fascinante cena, deu a impressão que Freyr estava voando em direção as estrelas, se tornando uma nova estrela brilhante no céu noturno.

Giles soltou um suspiro aliviado. Sua filha, Yasmin juntou-se a ele, olhando o mar de estrelas do céu noturno.

― O que será de nosso povo pai?

Todos moradores olharam para ele.

― Honestamente, não faço a menor ideia ― respondeu. ― Mas, de uma coisa eu tenho certeza; ele é um homem justo.

Era o que Giles sinceramente acreditava. Sabia bem que Freyr era forte o suficiente para destruir toda vila sem o menor esforço. Não somente a vila, suspeitava que se ele quiser, poderia destruir toda a Grande Floresta de Orman.

― Ele poderia nos forças a servi-lo como escravos, mas não o fez. Sinto que enquanto nos o seguimos, teremos toda gloria e riqueza do mundo.

Yasmin não falou nada. Ninguém falou uma palavra se quer, ficaram observando as estrelas, imaginando que tipo de gloria o futuro lhes reservava.

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9 comentários em “Nefoedd (Reescrito):Capítulo 5

  1. Eu estava sem inspiração para escrever World of Chaos. Por esse motivo não postei novos capítulos. Mas, já está na hora de voltar escrever World of Chaos. Amanhã vou reler e qualquer coisa, se eu for postar capítulo novo eu deixo um aviso no chat.

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