Crônicas de Helgard: Capítulo 7

Fim do tutorial!

 

 

― …Agora essas letras estão começando a fazer sentido.

 

No fim do salão havia um grande painel que cobre toda parede. No painel estava meticulosamente esculpido centenas de imagens e letras de uma civilização antiga.

 

Karl estudava atentamente cada letra do painel. Juntando cada palavra que sabia vagamente o significado. E como se fosse peças de um quebra-cabeça, as letras se juntaram e formou palavras, depois frases e textos narrando a história de uma outro civilização mágica avançada.

 

― Eis que abrimos os portões da sabedoria e lá encontramos nosso Deus. Sentado no trono da ciência e da magia, envolto das chamas da verdade e da gloria. Quando lhe perguntamos teu nome, ele respondeu: ”Eu tenho novecentos e noventa e nove nomes”. Ele nos disse um por um de seus novecentos e noventa e nove nomes e como um pai amoroso que estende os braços para um filho querido, foi nos dados a chave dos portões da sabedoria e seu nome era biblioteca demoníaca “Akasha”…

 

Karl continuou lendo avidamente a história dos helgardiano. Houve um estalo em sua cabeça, seguido por uma forte dor de cabeça. Cada letra e termo helgardiano se tornou tão natural, que era como se ele sempre tivesse falado aquele idioma.

 

O dispositivo vibrou e projetou uma imagem bidimensional.

 

Você aprendeu o idioma【Helgardiano】!

 

― …Eu vejo….Com a Perícia【Compreensão Idioma】é mais fácil aprender um novo idioma.

 

― Atualmente o idioma Helgardiano é considerado uma língua morta ― explicou o doutor num tom acadêmico. ― Sendo chamado popularmente de idioma antigo pelos povos atuais. Aqueles poucos que sabem falar o idioma antigo não ultrapassa uma centena de pessoas. Pessoas que sabem o idioma antigo são tratas com muita estima por serem capazes de traduzir inscrições antigas.

 

― Agradeço pelo esclarecimento, mestre ― disse Karl. ― Uma dúvida surgiu em minha mente. Se o idioma helgardiano e considerado uma língua morta. Qual é o idioma falado lá fora?

 

― Depende da região e da raça dominante. Para esclarecer melhor vou lhe dar um resumo da região ao redor. Essa sala fica no subterrâneo das ruínas de uma cidade helgardiana localizado na floresta da morte. Devo acrescentar, para seu bem, que a floresta da morte é uma das áreas proibidas do continente. Qualquer um que tente adentrar a floresta da morte, morre em poucos minutos…Se tiver sorte, muitos não duram nem dez segundos.

 

Então eu morrerei assim que ele me jogar para superfície? Pensou.

 

Para Karl não seria nada engraçado ganhar uma nova vida e morrer dez segundos depois que pisar na superfície.

 

― A floresta da morte é conhecido por esse nome. Por ser envolvido por um denso miasma venenoso ― continuou o doutor. ― Não faça essa cara de quem já estava vendo a própria cova. Não lhe concederia uma nova vida para morrer miseravelmente dez segundos depois! Você acha que sou esse tipo de pessoa que gosta de atormentar terceiros?

 

― Acho, mestre ― a resposta veio tão rápida e incisiva que poderia notar o tom sem qualquer pingo de hesitação. ― Se quiser posso citar vários exemplos.

 

― Não é necessário ― respondeu friamente. ― Voltando a explicação. Seu corpo foi criado para aguentar os ambientes mais extremos. De acordo com meus cálculos, seu corpo e capaz de aguentar aproximadamente 1 hora do ambiente venenoso da floresta da morte. Tempo suficiente para deixar a floresta de forma segura.

 

Karl assentiu silenciosamente e fez uma nova pergunta:

 

― Acredito que essa floresta é lar de muitos monstros de alto nível, estou certo?

 

― Corretíssimo! Há nessa floresta monstros, que só te falarem seus nomes, faz homens adultos tremerem como garotinhas e guerreiros corajosos se esconderem embaixo de suas camas. Não vou entrar em detalhe, mas, tenho um acordo com eles e nenhum mal será feito contigo. Contudo, uma vez que deixe a floresta da morte nunca mais retorne. Não importa qual for o motivo. Por que meu acordo com eles se limita a você deixar a floresta e nunca mais retornar. Se retornar eles irão te fazer em tantos pedaços que você nem pode se quer imaginar.

 

Karl desejava perguntar o nome desses monstros. Mas temia que se ouvisse uma vez o nome desses monstros, nunca mais poderia dormir tranquilamente durante a noite.

 

Karl não perguntou nada.

 

Mal sabia o quão sábio havia sido sua decisão.

 

…Pois um desses monstros que faz homens corajosos se molharem ao ouvir seu nome, estava naquele exato momento explicando sobre as regiões ao redor para ele.

 

― Acabamos fugindo muito do tópico da conversa. Onde paramos? Ah, sim, claro, claro, a floresta da morte e seus arredores! ― disse o doutor teatralmente. ― Além do título de “floresta da morte”, é também conhecida como “Floresta do Confins do mundo”. Marcando o fim do mundo humano conhecido. A floresta ocupa uma área tão grande que pode facilmente ser duas a três vezes maior do que o continente europeu.

 

― É tão vasto assim?

 

― Sim, por exemplo: mesmo que a floresta da morte não fosse venenosa e não tivesse monstros e com uma auto estrada em linha reta. Mesmo com o carro mais veloz da terra, levaria no mínimo três anos para atravessar toda sua extensão.

 

Karl ficou chocado com as palavras do doutor.

 

― Depois da floresta da morte começa as pradarias infinitas ― continuou com desdém. ― Pradarias que no conceito humano “são infinitas”, por que ocupa uma área tão grande que se for fazer uma comparação seria duas vezes a distância entre a terra e a lua.

 

karl sentiu-se tonto.

 

― Mestre…..Se eu estiver correto, as proporções imensuráveis no conceito humano mencionado antes, esse planeta deve ser muito maior do que a terra….

 

― Muito maior do que a terra? ― zombou o doutor. ― Se for comparar a terra com Helgard, seria como comparar uma formiga com um elefante. Para ser mais exato, Helgard tem aproximadamente metade do tamanho do sol.

 

― ….. ― Karl estava sem palavras.

 

Após mudar o tópico da conversa por várias vezes o doutor finalmente explicou sobre as regiões ao redor e os idiomas falado.

 

― Por vários quilômetros a frente e dominado por tribos bárbaras. Nessas regiões e falado uma mistura de vários dialetos, simplesmente chamado de idioma bárbaro. Não precisa se preocupar em aprender esse idioma. Por reencarnar nessa região, você adquiriu o idioma bárbaro como um idioma básico.

 

O doutor explicou para karl. Que depois dessa região é localizado inúmeros países civilizados que falam o idioma comum. Diferente do “povo bárbaro”, eles tem certo nível de civilização e tecnologia.

 

― Bom, veja o povo bárbaro como os vikings dos tempos antigos da terra. Uma vez por ano algumas tribos se reúnem e formam uma horda e invade alguns países a procura de saque e escravos. Para a sorte dos países civilizados eles passam mais tempo brigando entre si do que qualquer outra coisa. Mas, por exemplo: se um grande guerreiro reunisse todos bárbaros sob um único estandarte….Os países civilizados cairia.

 

Karl percebeu pelo tom de voz do doutor, que ele parecia apreciar a ideia dos países civilizados caindo no caos.

 

― Não me interprete mal ― disse o doutor com uma tose seca. ― Não estou sugerindo que você seja esse grande guerreiro. Apenas disse um fato que acontecerá mais cedo ou mais tarde. O que você vai fazer ao sair daqui, você mesmo que decidirá.

 

Quanto Karl perguntou que lado ele escolheria, o doutor havia respondido: ”ficaria do lado que tem as mulheres mais bonitas”.

 

Karl não tinha uma resposta para tais palavras irresponsáveis.

 

Os dois conversaram sobre vários assuntos desde níveis de itens até sobre a magia arcana de Helgard. Depois de tudo esclarecido o doutor o teletransportou para as ruínas em meio a floresta da morte.

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