Nefoedd (Reescrito): Capítulo 9

 

Mudança na Vila dos Homens Raposas! (2 Parte Final)

 

 

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A paliçada ao redor da vila dos homens raposas havia sido desmontada, e agora estava sendo substituída por uma muralha de blocos de rocha solido. Haviam se passado duas semanas desde que o chefe da vila havia jurado lealdade a Freyr, iniciando uma serie de mudanças na vila – começando pela expansão da vila com objetivo de torna-la uma fortaleza.

A muralha de pedra que estava sendo construída tinha aproximadamente dez metros de altura e cinco de largura, com uma passarela no topo para as sentinelas fazerem rondas. Seu formado era circular, interconectado com quatros torres de vigia, posicionadas no norte, sul, leste e oeste da vila.

Dentro da muralha em construção, outra equipe de moradores e golens estavam ocupados na construção das novas casas e edifícios, seguindo de acordo com as plantas da fortaleza desenhadas no papel – plantas obviamente fornecidas por Freyr.

No alto do céu, Freyr observava o esforço dos moradores da vila em conjunto com os golens trabalhando no desenvolvimento da vila.

― Isso é realmente surpreendente! ― exclamou Freyr. ― A construção da muralha que deveria levar várias semanas, praticamente foi concluída em duas semanas graças ao trabalho dos golens!

Os golens possuem uma força que superava os homens raposas, e não precisavam parar para dormir ou comer. Uma vez dado a ordem, iram executá-lo até terminar seu trabalho. Mas em contrapartida, devida a baixa inteligência e destreza, eram incapazes de fazer trabalhos que exigem precisão.

Graças ao auxilio dos golens na obra, permitiu que a construção da muralha e das casas prosseguir rapidamente.

― Eu fornecia a planta e os golens, mas sem os entusiasmo e dedicação dos homens raposas isso teria levado mais tempo. E também graças aos recursos da floresta, permitindo a construção da fortaleza sem ter que utilizar os recursos de Godheim!

Recursos não será um problema – havia uma infinidade de recurso na Grande Floresta de Orman, principalmente madeira e pedras –, mas os recursos armazenados em Godheim, maior parte materiais existente só em Arcádia, eram limitados, pois não havia como reabastece-los.

Freyr estava com os ânimos nas alturas. Nada o deixava mais alegre do que participar da criação de algo, isso lhe proporcionava um sentimento gratificante.

― Esse estilo arquitetônico para as casas ficou muito bem!

Ele contemplava as novas casas erguidas dentro das muralhas em construção.

Diferentes das antigas casas, feitas principalmente de madeira e com teto de palha, as novas casas tinham a base erguida com tijolos – criados magicamente pelas Bruxas do Templo da Ganância –, e possuíam dois andares com varandas e tetos triangulares com chaminés.

A diferença entre as antigas e novas casas eram como a diferença entre a terra e o céu.

― A construção das casas está quase finalizada. Há mais do que o suficiente para os atuais moradores, com casas extras para futuros moradores de outras vilas. Pousadas e outros edifícios essenciais para o futuro crescimento da fortaleza já foram concluídas… Assim como no desenho da planta da fortaleza, todas construções foram organizadas em fileiras que se irradiam a partir do centro da vila, aonde foi erguido um templo… Apesar de que essas Bruxas exageraram um pouco na construção do templo…

O templo foi erguido no coração da vila para conter a estátua do guerreiro feroz. Construído através da magia das Bruxas do Templo da Ganância, utilizando os materiais existentes apenas no jogo, tornando uma construção imponente e única.

Um monumento que exaltava o poder e glória do Lorde Supremo de Godheim.

Embora alguns pudessem achar o templo fosse espalhafatoso demais. Era algo essencial para manter a ordem na vila. O templo não havia sido erguido no coração da vila por um mero capricho, mas sim para um proposito especifico – um lembrete para quem deve suas lealdades.

― O Templo no coração da vila serve para centralizar o poder e mostrar a grandiosidade de seu senhor. No futuro será um centro de educação cívica e moral, ensinando-os amar seu país e como se comportar… O primeiro pilar que será estabelecido para formar uma grandiosa civilização…

Freyr tinha uma expressão sonhadora.

Todos homens tem suas ambições. Para alguns é o dinheiro e mulheres; para outros formar um lar ou se tornar alguém importante na vida… Para mim, na terra, sempre foi criar algo que levasse meu nome na história… Mas agora, quando penso na possibilidade de fundar uma civilização que talvez mude o destino do mundo para sempre… Isso sim é uma ótima ambição qual vale apena dedicar minha vida!

Desde que ele foi transportado para esse mundo, tudo que conseguia pensar era em um plano para sobreviver e proteger Godheim. Não havia outro proposito ou ambição, e isso o fazia sentir-se vazio de certa forma.

Mas agora, em um momento de inspiração, ele havia encontrado um proposito maior.

Os cantos dos lábios se torceram em largo sorriso.

― Talvez esse seja meu destino…

O que estava sendo construído abaixo dos pês dele, não era mais somente uma fortaleza. Para Freyr era o primeiro pilar da fundação de toda uma civilização… Um momento histórico que estaria gravado nos futuros livros de histórias.

― Mas antes de sonhar com algo tão grandioso, preciso focar no presente e lidar com os problemas atuais.

Freyr havia pensado em muitos assuntos, criava planos em longo prazo para cada assunto. Transformar a vila dos homens raposas em uma fortaleza e a construção da estrada era apenas o primeiro passo – o primeiro passo de um longo planejamento.

De alguma forma minhas habilidades passivas, ou talvez minhas estatísticas elevada de inteligência e sabedoria, ou os dois fatores juntos me tornaram uma pessoa tão astuta.

Quando ele era um humano normal, era uma pessoa astuta, de pensamentos rápidos e talento nato para liderar, caso contrário não teria sido Mestre da Guilda Deuses da Espada. Contudo, Freyr estava ciente que sua inteligência atual estava em uma liga totalmente diferente, chegando ponto de ser considerado desumano.

Um plano sobre outro plano. E, outro plano sobre a porcaria de outro plano, ultimamente minha cabeça está cheio de planos… É muito irritante, desde que cheguei nesse mundo não consigo relaxar sem ter que me preocupar com contramedidas no caso de uma situação inesperada.

A partir do momento que Freyr iniciou o plano de conquista da região leste da floresta. Havia preparado contramedidas para situações inesperadas. Suas ações uma hora acabaria chamando atenção da senhora das terras da morte.

Na verdade ela era sua maior fonte de preocupação atual.

Freyr havia chamado atenção demais com seus constructos conquistando a parte leste da floresta. Naquela altura o inimigo deveria estar bem ciente de sua presença e atacaria, mas não foi isso que aconteceu. Ao invés disso estava recolhendo informações, vendo a movimentação de suas tropas de constructo, analisando seu poder calmamente – sinais de um inimigo inteligente, Freyr não gostava nem um pouco.

Ela não irá ignorar minhas ações por muito tempo, pensou Freyr. Ela não pode. Por que sou uma ameaça. Uma ameaça que cresce a cada dia. Ela virá até mim, e nesse momento será sua destruição. Vou destruí-la, por que uma montanha não pode ter dois tigres. Logo as terras da morte terá um novo senhor.

Freyr mudou seu olhar para a área ao redor. De cima tinha uma boa visão do progresso da construção da estrada, ligando a vila com o grande rio Maren. Planejava futuramente construir uma ponte para ligar a região leste com a região central, facilitando a locomoção pela floresta.

De acordo com o chefe da vila, e impossível chegar à região central e oeste através das regiões leste e sul por causa do grande rio Maren. E possível acessar a região central através da região norte, aonde há ponte… Como planejo conquistar toda Grande Floresta de Orman, a construção da ponte é essencial para a rápida locomoção de tropas e recursos pela floresta.

Embora seu proposito inicial seja militar, no futuro as estrada e pontes seriam uma importante via comercial.

De repente uma comoção de vozes chamou sua atenção. Homens raposas gritavam vivas pela finalização da muralha.

No mesmo instante ouviu uma voz arcaica e antiga falar:

 

→As construções necessárias para promoção foram realizadas com sucesso! A Vila dos Homens Raposas foi promovido para uma Fortaleza!

→Novas classes estão disponíveis para os moradores da Fortaleza.

 

Seu peito estava repleto de orgulho, ao contemplar as muralhas finalizadas.

Ficou imerso naquele doce sentimento gratificante por vários minutos, ate ele falar:

― Reya, Elis, desçam até o templo e aguardem a chegada da jovem Yasmin. Faça o que combinamos anteriormente, deixe-a apresentável para cerimônia. Quando todos preparativos estiverem completos, retornarei.

Atrás de Freyr o ar tremulou e as empregas gêmeas surgiram curvando suas cabeças respeitosamente.

― Como desejar, mestre!

As asas que se estendiam de suas botas, golpearam o ar e como graciosas fadas, desceram até o templo.

Freyr suspirou. Ficou lá, parado no meio do céu, preparando-se mentalmente para o evento que ocorreria assim que todos moradores se reunirem no templo.

― Agora vamos exterminar o que restou da tribo orc! ― disse Freyr, disparando como um feixe de luz em direção ao covil do que restou da tribo orc.

 

 

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Assim que subiu o primeiro degrau em direção a entrada do templo, a tensão fez com que todo seu corpo enrijecer. Cada passo que dava em direção a entrada do templo adicionava uma pressão invisível sobre seu corpo, tornando seus pés instáveis.

Por que ele me convocou? Pensou Yasmin sentindo um frio na barriga. Talvez, será possível que ele deseja…

Por não saber a razão por ser convocada. O frio em sua barriga se tornou cada vez maior, fazendo com que deseja-se fugir. Contudo, não fugiria. Não abandonaria seu povo. Independente das intenções de Freyr em sua direção.

Enquanto estava imersa em seus temores, uma mão desceu sobre seus ombros.

― Não precisa ficar tão tensa, filha ― Giles falou suavemente, tentando acalma-la. ― Você está com a expressão de um homem condenado indo em direção ao cadafalso. Sorria, ande com passos firmes! Você é filha do senhor da Fortaleza!

Diferente de Yasmin, seu pai estava de bom humor. Ele estava vestindo um belo conjunto de armadura de couro coberto com peças sobrepostas de metal, como as escamas de um peixe. E no braço direito uma braçadeira vermelha com uma torre branca. O vento soprava, balançando galantemente sua capa vermelha presa por um broche de ouro esculpido em forma de uma torre.

Ele segurava uma bela lança que irradiava uma sensação perfurante.

Bastava um olhar dela para saber que se tratava de equipamentos mágicos.

Para não falar da floresta, mesmos nos grandes reinos e impérios, e equipamentos mágicos eram extremamente raros e valiam uma pequena fortuna. Não era algo que um simples chefe de uma vila pudesse obter.

Só havia uma maneira de ele ter obtido um equipamento mágico, e Yasmin sabia com quem ele havia obtido os equipamentos mágicos.

― Pai, você me vendeu! ― acusou amuada. ― Me vendeu por um conjunto de equipamentos mágicos!

― Não estou te vendendo, filha ― Giles respondeu calmamente. ― Ele havia te convocado antes de me presentear com essa bela armadura mágica ― bateu levemente no peitoral da armadura e falou com olhos cheios de paixão: ― Ah, filha essa armadura é tão incrível! Só por estar usando-a me sinto forte que nem um touro! E com essa lança sinto que posso perfurar e cortar através de rochas!

Yasmin suspirou emocionalmente.

É inútil falar com ele nesse estado, pensou ela. Sei que meu pai não me vendeu. O lorde Freyr havia me convocado, como poderia ele não obedece-lo? Se ele ordenasse para pularmos no rio Maren, pularíamos sem dúvida alguma.

Yasmin mordeu seus lábios.

Estava frustrada por ser tão fraca. Frustrada por ter sua vida nas mãos de outra pessoa. No entanto, a única coisa que poderia fazer era baixar a cabeça e obedecer.

Na Grande Floresta de Orman vale a lei do mais forte.

E os poderes de Freyr estavam além da compreensão de uma simples garota de uma pequena vila.

Quando chegou ao último degrau, respirou fundo ao contemplar as portas aberta do templo, flanqueado por duas belas estátuas de valquírias empunhando lanças. Reunindo coragem sabe-se lá de onde, Yasmin seguiu em frente passando por pilares e janelas com mosaico formando várias imagens fantásticas.

Toda capela irradiava uma sensação de santidade.

― Pai… Tudo isso… A cidade… A capela… Tudo é um sonho, mas… Qual é o preço por esse sonho?― perguntou Yasmin. ― O que ele deseja de nosso povo?

― O preço foi pago no dia que me ajoelhei. No dia que jurei lealdade. Não ouso tentar imaginar, quais os planos dele para nosso humilde povo. Contudo, posso dizer que ele não tem más intenções. Ele deseja apenas uma coisa: lealdade.

Seguiram em frente sem falar mais nada.

No final do salão do templo, após uma pequena escadaria, havia um altar de mármore. Atrás do altar estava a estátua do guerreiro feroz. De frente ao altar, havia duas belas garotas gêmeas – com exceção dos seios – vestindo uniformes de empregada com partes da armadura de um cavaleiro.

Eram extremamente lindas, ao ponto de fazê-la as encarar boquiaberta.

Seus olhos, duas lagoas prateada, estudando-a dos pés à cabeça.

― Reya, não acredito que ela seja digna de tamanha honra.

― Elis, concordo ― respondeu Reya, virando-se para sua irmã. ― Contudo, é uma ordem do mestre. Não cabe a nos decidir se ela é ou não digna.

― Reya, concordo ― respondeu Elis, também se virando para sua irmã. ― As ordens do mestre são absolutas.

Com uma perfeita sincronia as duas giraram sobre os calcanhares, voltando com graça para sua posição original.

― Senhor Giles ― Reya chamou com um rosto sem expressão. ― Guie seu povo para entrada do templo. Logo iniciaremos a cerimônia.

Giles meneou com a cabeça e retirou-se do salão do altar do templo, cada passo acompanhado pelo tilintar de sua armadura.

Yasmin tinha uma expressão confusa. Não sabia nada sobre o que estava acontecendo, ou que era a tal “cerimônia”. Apenas havia sido convocada, mas convocada para o quê?

― Vamos, não temos tempo a perder.

Reya e Elis não falaram mais nada, andando em frente com passos rítmicos e graciosos, girando nas pontas dos pés como estivessem dançando balé.

De forma desajeitada, por mais que não soubesse o que estava acontecendo, Yasmin seguiu as empregadas.

Mal sabia que naquele dia sua vida mudaria para sempre.

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4 comentários em “Nefoedd (Reescrito): Capítulo 9

  1. Vlw pelo cap xD Me lembrei do Arco 2 de Hdum… quando Lyam começa a melhorar seu ducado u.u Mas… O povo não aceito muito facil? Sl… Achei pelo menos uma conversa com o lider deles… ._. Sabe… Pra dizer que pretendia fazer a vila uma cidade de comercio, mas Magus Freyr pretende fazer o cidade como um porto para o resto do mundo? como no Hobbit a Cidade do Lago era para a Montanha Solitária (não lembro o nome da montanha e.e) E… Rem e Ram ali? e.e só falto falar One-sama One-sama e.e kkkk u.u

    Curtido por 1 pessoa

    1. Por hora os planos de Freyr planeja fazer apenas um comercio dentro da Grande Floresta de Orman, no futuro, talvez se torne um porto para o resto do mundo já que haverá muitas atualizações e upgrades.
      Sobre Reya e Mirri pensei em fazer da raça delas um demônio, mas bem….Ficaria muito na cara de onde eu me inspirei para cria-las kkk Na verdade está bem na cara.

      Curtido por 1 pessoa

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