Nefoedd (Reescrito): Capítulo 18

Reino de Asgard!

 

 

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De pé ao lado da janela de seu escritório. Freyr contemplava os elegantes edifícios de Godheim reluzindo majestosamente sob as luzes do sol no meio do céu azul celeste. Vários papéis de questões administrativas estavam empilhados sobre a mesma da escrivaninha.

 

Freyr, não tinha coragem de voltar a sua mesa e encarar toda papelada. Para ele aqueles papéis não eram diferentes de um monte de chefões finais problemáticos.

 

Se possível ele teria fugido, mas ele era o Líder Supremo de Godheim, como tal nobre pessoa poderia fugir do trabalho?

 

Preciso encontrar subordinados que possam ocupar cargos administrativos, pensou ele. Apesar de se orgulhar em ser versado em vários assuntos, administração não era uma delas. Nunca foi. Apesar de ser mestre da guilda tudo que fazia era organizar encontros e raids para os membros da guilda dos deuses da espada. Sempre deixava todo aspecto administrativo para seus amigos.

 

Principalmente para sua amiga Saber-Lala, que no mundo real era uma bacharel em administração.

 

Mas agora todas questões administrativa de Godheim repousava em seus ombros. Pensou em deixar um dos guardiões do templo assumir a tarefa, mas cada um deles já tinha responsabilidade com seus próprios templos. Valhala ficava no centro de Godheim rodeado pelos templos e suas vastas áreas. De acordo com seus cálculos cada Guardião comandava de 50 até 300 subordinados. Então para eles, administrar e fazer manutenção de seus territórios já era um grande farto.

 

Se cada templo fosse comparado como um ramo de uma grande empresa, então Freyr seria como um diretor geral de uma grande empresa.

 

Desnecessário era dizer a pressão que ele recebia.

 

Freyr soltou um longo suspiro.

 

Saiu da janela e caminhou até um quadro elegante aonde havia um vasto mapa detalhado de parte das terras de Nefoedd.

 

Olhou com carinho o mapa qual foi lhe dado como presente de Silvya.

 

No mapa a cordilheira Belâli começava nas terras altas entre o norte e leste até o centro do território mapeado. As Terras da Morte era localizado bem no final das cordilheiras, tendo uma fronteira natural com as terras altas, separando-os das Nações Demoníacas do Norte, governado por poderosos Senhores Demônios – embora não fossem realmente demônios.

 

De acordo com a princesa Silvyaluna grande parte dos atuais mestres das nações demoníacas era poderosos demihumanos ou de raças inumanas como Silvyaluna.

 

Essas nações sempre estavam em guerra com os reinos do ocidente da Aliança-Sacro Humana governada pelos Reis Heróis.

 

Ao sul das Planícies Doruk – longe de todo conflito – ficava os florescentes e ricos principados da Liga Comercial.

 

A Liga Comercial era formada por cinco principados governados pelos “príncipes comerciantes” os mais ricos de todo Nefoedd.

 

O principado de Weimar era o que ficava mais próximo das terras da morte.

 

Seu olhar vagou para o leste vendo as vastas terras orientais, governados pelos Senhores Dragões. De acordo com Silvya eram um povo cheio de tradições e uma grande potência militar.

 

Sua bela e amada Godheim estava cercada por vários perigos. Com seu poder e dos NPCs Guardiões dos Templos poderia enfrentar um exército de milhares… Mas poderia ele enfrenta um exército de centenas de milhares? Poderia enfrentar o mundo inteiro?

 

― …Mas está certo ficar sentado e esperar que a calamidade caía sobre nós? ― perguntou-se para si mesmo, franzindo a testa. ― Aqueles no poder vão nos ver como uma ameaça a sua autoridade. Outros vão nos ver como uma gorda sacola cheia de riquezas para saquear. Esse mundo tem sua própria ordem natural. Sua própria cadeia alimentar estabelecida. Será uma questão de tempo até voltarem seus olhos para Godheim. Nesse caso não é melhor prevenir do que remediar?

 

Não sabia como seria as coisas a partir de agora. Mas de uma coisa ele tinha certeza: ele despedaçaria o mundo se isso significar a segurança de Godheim.

 

Senhores Demônios; Reis Heróis; Senhores Dragões; Príncipes Comerciantes; até mesmo os Deuses. Sejam eles camponeses ou reis. Ele vai esmagar tudo aquilo que ameace a paz e segurança de Godheim.

 

Essa era a convicção de Freyr.

 

Freyr saiu de frente do mapa e sentou-se na cadeira, voltando a encarar a papelada sobre a mesa da escrivaninha. Respirou fundo antes de mergulhar no trabalho, verificando cuidadosamente cada documento. Felizmente em sua maior parte eram assuntos menores que pode ser resolvido facilmente, enquanto outros lhe renderam dores de cabeça.

 

Quando terminou com toda papelada o sol já estava se pondo, tingindo o céu com cores alaranjadas e vermelhas. Como estava sozinho em seu escritório, relaxou sua postura régia, deitando sua cabeça na mesa da escrivaninha.

 

Freyr suspirou novamente.

 

Havia se passado seis meses que estavam nas terras mágicas de Nefoedd. Meses atrás havia entrado em um relacionamento amoroso com Silvya. Era a única coisa boa que havia acontecido, além de firmar seu controle sobre a parte leste da Grande Floresta de Orman e construiu toda uma infraestrutura como estradas e fortes menores para facilitar a proteção e mobilização de tropas pela floresta.

 

Freyr havia verificado toda extensão da floresta com ajuda dos NPCs subordinados, descobrindo que a floresta era muito maior do que ele originalmente acreditava. Ter domínio sobre todas as regiões da floresta levaria muito tempo e planejamento meticuloso.

 

A conquista seria mais rápida se ocupassem o centro da floresta. Porém, o centro da floresta era habitado pelos Altos Elfos da Cidade das Árvores Skinandi. Silvya havia dito que por ser um povo orgulhoso, não dobrariam o joelho para ele. Para ninguém. Preferem a morte a servidão. Silvya que “governou” aquelas terras por eras havia simplesmente ignorado eles e as raças que viviam na Grande Floresta de Orman.

 

Quando Freyr havia questionado se ela não tinha negligenciado seus deveres, ela havia simplesmente respondido: ”Quem se importa com os insetos que habitam seu quintal?”.

 

Às vezes ele esquecia que sua amada Silvya era uma… Bem, uma vampira.

 

― Não posso ignora-los, mas também não posso usar a mesma abordagem utilizada nas tribos do leste da floresta. Vou deixar esse assunto de lado por hora. Preciso criar fortalezas nas planícies Doruk para desencorajar tentativas de invasões. Contudo as terras da morte não são oficialmente meu território, sem dizer que não tenho recursos humanos suficientes para guarnecer mais fortalezas… Sem falar nos suprimentos…

 

A Fortaleza de Tron-Andanna criada na parte leste da Grande Floresta de Orman. Era administrada pelo povo dos Homens Raposas que havia jurado lealdade à Freyr. Não precisava se preocupar em fornecer suprimentos. Eles poderiam retirar seus alimentos da própria floresta.

 

No entanto seria diferente se Freyr quisesse construir Fortalezas nas planícies Doruk. Poderia usar constructo para guarnecer as fortalezas, mas seria necessário uma vasta quantidade de minérios – quantidades que ele não possui no momento –, tornando por hora uma ideia inviável.

 

Se ele fosse guarnecer as fortalezas com o povo da floresta, precisaria fornecer armas e suprimentos – o que ele mal tinha o suficiente para sustentar os habitantes de Godheim.

 

Para Freyr esse cenário era um pesadelo do qual não sabia como tratar.

 

Uma suave e rítmica batida na porta tirou Freyr de seus pensamentos.

 

― Mestre, Vossa Alteza Silvyaluna deseja uma audiência! ― Reya anunciou atrás da porta.

 

No mesmo instante Freyr voltou a sua postura régia.

 

― Deixe-a entrar.

 

Reya abriu a porta. E Silvya entrou no escritório com passos elegantes e suaves, parando diante a escrivaninha, encarando Freyr com um olhar solene.

 

Seus lábios vermelhos curvaram-se para cima em um charmoso sorriso.

 

― Ocupado?

 

― Não ― respondeu ele com um sorriso caloroso.

 

Acenou com a mão para ela se aproximar. Sem hesitação Silvya foi até seu lado, estendendo sua branca e suave mão para ele. Freyr pegou a mão gélida de Silvya, como pegasse o tesouro mais valioso do mundo, beijando-a com delicadeza.

 

Depois ele a puxou para seus braços, fazendo-a sentar em seu colo.

 

Freyr envolveu a cintura de Silvya com suas mãos. Enquanto beijava o esbelto pescoço dela, sentido uma agradável fragrância que embriagava seus sentidos.

 

― Freyr… Pare… Eu não vim para isso… ― ela protestou fingindo estar irritada com o ataque de Freyr. ― Precisamos conversar. Sério.

 

De forma relutante Freyr parou de beijar o pescoço de Silvya, mas continuou com seus braços ao redor de sua cintura.

 

Silvya ficou calada, procurando o melhor jeito em falar sobre o assunto que a trouxe no escritório de seu amado.

 

Seus olhos vagaram pela sala até parar sobre a pilha de documentos sobre a mesa.

 

― Vejo que tem problemas com administração do território… ― Silvya pegou os documento sobre a mesa verificando um após outro. ― …Pelos deuses! Freyr! Por acaso Já ouviu falar em controle de gastos? Quer matar seu povo de fome?!

 

Após ver todos os documentos e os dados, na melhor das hipóteses, Godheim ficará sem suprimentos em seis meses.

 

― Sou um guerreiro, não um administrador ― respondeu sem jeito. ― Sou versado em estratégias de batalha, campos de guerras… Essas são minhas especialidades.

 

Silvya estava se perguntando como alguém que foi arquiteto daquela maravilhosa cidade divina, poderia ser um desastre na área administrativa.

 

Simplesmente não fazia o menor sentido.

 

― Freyr, você precisa urgentemente nomear alguém para ser sua Mão Direita.

 

― Mão Direita?

 

― Uma pessoa que vai auxilia-lo na administração de Godheim e em outros assuntos importantes.

 

Ouvindo a explicação de Silvya chegou ao entendimento de que o cargo Mão Direita era equivalente ao cargo de primeiro ministro de um país na terra. Além da mão direita, Silvya falou de outros cargos importantes como; Espião-Mestre e Embaixador.

 

― É importante ter uma Mão Direita para auxiliar nos deveres de seu território. Um Espião-Mestre para ter uma rede de informação, espiões para ficar de olho nos países inimigos e amigos, e assassina para lidar com pessoas problemáticas. E o cargo de Embaixador para tratar de assuntos que requer diplomacia, politica… De toda forma, Freyr, você não precisa se encarregar sobre todos os assuntos, divida o trabalho com pessoas competentes que você confia.

 

Ouvir as palavras de Freyr foi como ouvir a voz da salvação. Freyr estava tão obcecado em resolver o problema mais rápido possível, que havia esquecido algo tão básico. Em toda história da humanidade, os monarcas haviam governado com ajuda de subordinados.

 

Freyr só precisava fazer a mesma coisa…

 

…Contudo lhe faltava mão de obra capaz.

 

― Não existe ninguém em Godheim capaz de assumir esses cargos.

 

― Freya? ― Silvya sugeriu.

 

Freyr riu e balançou a cabeça negativamente.

 

― Freya é uma Valquíria de puro sangue. Ordene para ela esmagar um inimigo e ela cumprira essa ordem com maestria.

 

― Realmente você tem grande problema em suas mãos, meu querido ― ela soltou um longo suspiro. ― Nesse caso eu o ajudarei até encontrar alguém adequado para assumir o cargo.

 

― Nesse caso não é melhor ser rainha de Godheim? ― Freyr sussurrou docemente no ouvido de sua amante. ― Você sabe que eu…..

 

― Já conversamos sobre esse assunto, Freyr! ― disse ela num tom duro interrompendo-o. ― Serei sua amante, concubina, aquecerei sua cama sempre que desejar, mas não podemos nos unir oficialmente. É um ato tolo que vai criar discórdia entre seus súditos.

 

― Estou ciente das consequências, Silvya… Mas…

 

Ela se levantou de repente e andou até a janela do escritório, ficando de costas para Freyr.

 

― Eu me apaixonei por um homem forte, sábio, gentil, mas ao mesmo tempo frio… Capaz de fazer o que for necessário por seu povo.

 

O ambiente no escritório ficou em silêncio.

 

― Não tenho dúvidas que me ame, assim como eu o amo ― Silvya falou num tom baixo, quase em um sussurro. ― Mas não deixe seus sentimentos por mim te cegar. Você será o glorioso sol que irá brilhar sobre toda Nefoedd. Um rei que irá governar o mundo. Esse é seu papel meu amor, enquanto meu papel é te ajudar nas sombras projetadas por sua luz.

 

Freyr levantou-se e andou até Silvya, abraçando-a por trás.

 

― Seu lugar é ao meu lado! ― declarou. ― Num trono de ouro e usando uma coroa forjada com os materiais mais preciosos! Vou cobrir vocês com as melhores roupas do mundo! Se desejar as estrelas do céu: eu te darei as estrelas do céu. Se desejar o mar: eu te darei o mar. Se desejar todas riquezas do mundo: eu te darei todas riquezas do mundo!

 

Silvya virou-se para frente, olhando nos olhos azul-escuro de Freyr.

 

― Tudo que eu desejar?

 

Freyr respondeu sem hesitar.

 

― Sim.

 

― Eu só tenho dois pedidos meu querido ― Silvya desenhou um sorriso frio. ― Me faça sua vassala e concubina e nunca mais toque no assunto de me fazer sua esposa oficial. Essa é minha decisão final, Freyr.

 

Freyr suspirou melancolicamente.

 

Os dois já haviam discutido esse assunto inúmeras vezes. Pelo lado racional ele sabia que ter Silvya como sua esposa causaria discórdia entre seus NPCs subordinados. Para eles os habitantes desse mundo eram inferiores aos de Godheim. Não aceitaram que uma pessoa inferior fosse a esposa de seu estimado mestre.

 

Havia outro motivo por qual ela não aceitava ser sua esposa oficial: sua reputação em Nefoedd.

 

Quando Freyr se revelar ao mundo, e ainda com a infame princesa açougueira de Nurs como sua esposa, iria apenas manchar sua imagem e fazer inimigos desnecessários.

 

Freyr não se importava com nada disso, mas pela personalidade de Silvya, sabia que ela não faria nada que o prejudica-se.

 

―Tudo bem ― deixou os ombros cair desanimado.― Vou convocar meus subordinados e realizar a cerimônia de juramento de lealdade.

 

― Ótimo! ― Silvya o beijou suavemente, provando seus lábios e entrelaçando suas línguas. Seus lábios se separaram e ela se afastou alguns passos dele, sorrindo docemente. ― Tenho um presente para ti, meu querido!

 

Movendo as mãos rapidamente, abriu um bolsão dimensional aonde guardava seus tesouros. De lá retirou um pergaminho antigo e entregou à Freyr.

 

― Isso é?

 

― É um documento de posse dizendo que sou proprietária dessas terras. Meu presente a ti. Com esse documento você será o novo senhor das Terras da Morte.

 

Freyr foi surpreendido pelas ações de Silvya. Não esperava que ela lhe desse sem hesitação as posses de seu território.

 

Ele abriu o pergaminho e no mesmo instante cada palavra brilhou intensamente. Seguido pela brancura, todo pergaminho se desfez em partículas de luz. Naquele momento uma voz arcaica soou na mente de todos habitantes das Terras da Morte.

 

Terras da Morte foram anexadas ao Domínio do Deus da Guerra!

A partir de agora os habitantes das Terras da Morte devem jurar sua lealdade ao seu novo senhor. Caso contrário, serão marcados como rebeldes e estarão sujeitos a punições.

Crianças nascidas nas Terras da Morte vão ter 30% de chances de adquirir a Benção do Deus da Guerra!

Deseja alterar o nome do território?

Sim/Não?

 

Freyr não precisou pensar muito.

 

― Sim! Alterar nome para Reino de Asgard!

 

 

Antigo Território Terras da Morte foi alterado para Reino de Asgard!

Você adquiriu a Profissão Nobre:「Rei」!

Vários Cargos e Títulos Nobres estão disponíveis no Sistema de Administração!

 

Na tela semitransparente apareceram vários cargos e títulos nobres para distribuir para quem desejar. Para sua surpresa surgiu um mapa de seu território mostrando área qual podia mexer. E área vermelhas, com exceção da parte leste da floresta que estava azul todo restante era marcado como vermelho, uma área rebelde.

 

― Parabéns, Vossa Majestade! ― Silvya disse com um imenso sorriso bem humorado, curvou-se cerimoniosamente segurando ambas as pontas do vestido. ― Me sinto honrada por ser a primeira a poder te chamar dessa forma. Como sua amada, devo avisar que Rei Freyr Pendragon é um nome muito curto. Normalmente reis tem quarto a cinco nomes. Por que não adicionar um novo nome?

 

Uma tela semitransparente com seu nome surgiu podendo editar da forma que desejar. Freyr pensou em vários nomes, mas nenhum que traria grande impacto.

 

― Tem alguma ideia?

 

Em resposta, Silvya curvou os lábios em um largo sorriso, sussurrou nos ouvidos dele um nome que se tornaria uma lenda no mundo.

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8 comentários em “Nefoedd (Reescrito): Capítulo 18

  1. hahahhahaha aaaaa hahahahha “IMPERADOR SUPREMO DO UNIVERSO” quando vc vai usar o serviço do banco eles pedem uma forma de chamar vc… “sr, dr,” e tem uma opção pra vc colocar do que quer ser chamado… dai o cara colocou isso e.e

    Curtido por 1 pessoa

  2. Não sei se contaria como um nome mais já que ele tem disposição para enfrentar deus e o mundo para garantir a proteção daqueles que são queridos, e como ele faz a diferença no campo de batalha que tal Rei Heroi Pendragon ?

    Curtido por 1 pessoa

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