Histórias de um cavaleiro: Capítulo 3

Magusgod: É aqui está mais um capítulo de histórias de um cavaleiro com 3487 palavras. Era para eu ter postado esse capítulo ontem, mais por causa de forças maiores – a bendita chuva derrubando árvores e acabando com energia de todo bairro -, não foi possível postar o capítulo.

De toda forma, para quem está curtindo histórias de um cavaleiro, tenham um boa leitura! 🙂

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A Caçada! (1 Parte)

 

 

> I <

 

 

 

Ano 1660 do Calendário Imperial. 12º Mês (Verão), Dia 27 Localização: Castelo da Família MacCallum, Último Andar da 3º Torre.

 

 

 

Muto antes que os primeiros raios pálidos de luz invadisse o quarto através das janelas da torre. Adam já havia acordado. Sentado na beira da cama, esfregou os olhos e esticou as pernas.

Seu olhar vagou pelo quarto circular.

O assoalho era feito de madeira coberto por peles de animais selvagens. As paredes do quarto era decorado com tapeçarias que ajudam a eliminar o frio cortante dos dias gelados de inverno. Na parede próximo da varanda havia uma lareira, não muito longe ficava uma escrivaninha com pedaços de pergaminho rabiscado e uma pena e tinteiro. Na lateral esquerda do quarto ficava uma estante repleto de livros.

Um baú com suas roupas e pertences, ficava próximo de sua cama.

(Magusgod: para curiosidade, antigamente, pelos meados do tempo medieval, as pessoas usavam baús para guardar seus pertences e roupas.)

Tudo naquele quarto era um luxo condizente com seu status de nobre – contudo, quando comparado com nobres nas áreas centrais do império, seria considerado acomodações pobre.

Adam espreguiçou-se mais uma vez e foi até as janelas que levava à varanda. Afastou as venezianas, contemplando o sol nascendo a partir da cadeia de montanhas Navac – uma mistura de chamas rosadas e amareladas iluminando todo vale abaixo.

Adam estreitou seus olhos até acostumar-se com a luz do dia. Abriu as janelas e andou até o parapeito da varanda da torre. Sendo saudado por uma súbita lufada de ar fresco vindo das montanhas. O ar estava frio. Os pelos de seu braço se arrepiou e os pedaços de pergaminho rabiscado voou por todo quarto.

Do alto da torre tinha uma visão panorâmica.

Ao longo do vale, além das muralhas do castelo, via fumaça das chaminés das choupanas do vilarejo que cercava o castelo na base da colina rochosa.

Camponeses deixavam suas casas para realizar suas tarefas diárias.

Ele respirou fundo apreciando o ar fresco e retornou para dentro do quarto. Pegou um balde de madeira vazio no canto do quarto, colocou sua mão direita sobre o balde e circulou a energia da natureza pelos canais por seu braço em direção a palma da mão. Com um simples pensamento utilizou uma técnica de transformação elemental básica. Liberação da Água: Esfera D´água.

Diante da palma de sua mão, no meio do ar, surgiu uma esfera d´água, preenchendo o balde.

(Magusgod: A partir de agora vou substituir o termo usado no capítulo anterior “Técnica da Natureza vento”, Para Técnica de Liberação do Vento (Fogo, Água, Trovão, Terra, Yin e Yang) . Um agradecimento especial ao leitor Osiv pela sugestão 🙂 )

―E pensar que uma simples Técnica de Transformação Elemental básica pudesse facilitar muito a vida ―disse Adam com prazer. ―Apesar de não ter muita utilidade em um combate, é útil no dia-a-dia. Ainda mais em uma situação que você acabe presso em uma área sem água.

Em sua vida passada, quando era um soldado, havia realizado diversas missões. Em uma campanha militar acabou ficando presso em uma cidade aonde todos poços e reservatório de água haviam sido envenenados pelos soldados inimigos.

Um humano pode aguentar até um mês sem comida, mas não aguentaria nem cinco dias sem beber água.

Prefiro ficar dias sem comer do que ficar sem água, pensou ele. Pensei que morreria naquele dia.

Imerso em pensamentos, lavou o rosto, a água gélida escorreu por seu pescoço. Depois foi até o baú, retirou suas roupas. Vestiu uma camiseta de linho branca sob uma cota de malha de aço temperado com a energia da natureza, de argolas bem justas, feito especialmente para alguém de seu tamanho. Era resistente o suficiente para protegê-lo de flechas e da lâmina de uma espada, mas não duraria muito tempo contra ataques elementais do fogo ou trovão.

Sob a cota de malha, vestiu um tabardo de veludo preto bordado com o brasão da Família MacCallum: um falcão branco sob um fundo azul. E, preso a seu pescoço por um broche de prata, colocou uma capa azul royal, chegando até suas panturrilhas, bordado com um majestoso falcão branco.

Vestiu um par de calças resistente e calçou botas de cano alto. Por último colocou o cinturão em sua cintura, presso com uma espada curta embainhada.
Adam ajeitou o cabelo de frente ao espelho.

Não importa quantas vezes eu veja meu reflexo ainda não me acostumei com essa aparência, pensou ele avaliando seu rosto de traços infantis; cabelo loiro cinzento; sobrancelhas finas e bem arqueada emoldurando olhos dourados; nariz alto; a boca fina formando um sorriso frio.

―Dez anos de idade ein….― murmurou, vendo o reflexo de uma criança de dez anos vestido como estivesse pronto para uma guerra. ―Tecnicamente falando, seria extremamente cansativo para uma criança da minha idade andar por ai com vestes pesadas. Mas, para uma pessoa como eu que vem treinando desde os cincos anos de idade, e absorvendo a energia da natureza, minhas capacidade físicas não seria diferente de uma pessoa adulta ―acariciou o punho da espada feito de ébano esculpido com a forma de raízes segurando um fragmento de uma gema do evento. Seu presente de aniversário quando completou dez anos de idade. ―De toda forma, que tipo de mundo é esse que uma mãe da uma espada afiada de presente para uma criança?

Adam suspirou.

Ele reclamaria com Amalia, mas esse mundo não era a terra e ele não era uma criança comum. Ele era Adam Elliot MacCallum, filho da Condessa Amalia MacCallum, senhora de Ainny e uma das Quatro Valquíria Sagrada do Império. Por essa razão teria que ser forte e no minimo alcançar o mesmo nível de prestígio que sua mãe.

O Império era uma Meritocracia – um sistema de gestão que considera o mérito como a razão principal para se atingir posições superiores. Enfatiza talento, educação formal e competência, no lugar de diferenças existentes tais como classe social, etnia ou sexo. As posições hierárquicas no Império é conquistado com base no merecimento, por essa razão teria que mostrar seu valor ao Império se quisesse subir na hierarquia.

Estou surpreso por encontrar uma sistema de gestão mais eficiente nesse mundo, do que na terra, governada por um sistema de gestão incompetente. Aonde o poder está, teoricamente, nas mãos dos representantes eleitos.

Para Adam uma pessoa que era apaixonada pelo poder, esse mundo não poderia ser mais perfeito. Apesar que na teoria não seria tão fácil subir para os escalões superiores, confiava em seus talentos.

―A melhor forma de ganhar méritos e mostrar meu valor ao Império, é na carreira militar. Em termos de poder pessoal, experiência em campo de batalha, inteligência e talento sou acima de uma pessoa comum. Vou entrar em uma Academia de formação de Cavaleiros e me tornar um cavaleiro imperial, adquirir méritos gradualmente até chegar até onde for possível…….

Adam sorria de forma satisfeita enquanto planejava seu futuro.

Sua mente divagou em vários assuntos. Ultimamente estava preocupado por não ter conseguido abrir um dos sete portões em seu corpo.

Graças ao Mantra Celestial, Os Sete Caminhos Ocultos dos Devas. Mesmo sem estar no estado de meditação seu corpo absorvia automaticamente a energia da natureza ao redor, temperando constantemente corpo e alma. Claro, por não estar meditando a velocidade de absorção da energia da natureza é extremamente reduzido. Mesmo assim, se for comparar com a velocidade de absorção de outros Mantras de Meditação, sua velocidade era ligeiramente superior.

―….Mesmo assim, após absorver uma vasta quantidade de energia da natureza por cinco anos, fui incapaz de abrir um portão. A senhora minha mãe, falou que pela quantidade de energia da natureza que absorvi era o suficiente para abrir um portão ― suspirou, andou até a porta do quarto. ―Vejo que não será tão simples subir na cadeia alimentar desse mundo.

 

 

 

> II <

 
Desceu a escadaria em espiral da torre e foi até o salão de refeições, aonde os empregados já serviam o desjejum para sua mãe e seus cavaleiros sentados ao redor de uma grande mesa retangular de carvalho. Sentado na parte inferior da mesa estava o Mestre de Caça, Jared, responsável pelos caçadores de Ainny. Mestre de Armas, Lawson, responsável pelo treinamento dos soldados.

Um senhor magro de cabelos branco, vestindo uma túnica azul, andando de um lado para o outro, auxiliando os servos. Era o Castelão, Dorian, responsável pela equipe de trabalho doméstico do castelo e outras funções administrativa.

Por carregar o título de Valquíria Sagrada – título dado apenas a guerreira mais poderosa de uma região -, tinha a responsabilidade de proteger a região oeste do Império. Frequentemente viajava com seus cavaleiros, eliminando covil de monstros, caçando bandidos, lutando contra invasores, e outras inúmeras responsabilidades.

Por essa razão deixava as terras de Ainny com muita frequência. Ficando meses até anos fora.

Em sua ausência o Castelão Dorian administrava as terras de Ainny – e também responsável por educa-lo, ensinando-o boas maneiras e as leis imperiais.

Felizmente, ele já havia aprendido tudo que precisava sobre bons modos e leis – as aulas do Castelão eram mortalmente entendiantes.

Adam cumprimentou todos, sentando-se na cadeira mais próximo de sua mãe.

―….Há rumores de gigante sendo visto movendo-se suspeitosamente na fronteira norte ― disse um dos cavaleiros servindo-se de um grande naco de queijo.

―Não é o que eles fazem todos anos? ― zombou outro cavaleiro, bebendo em um único gole uma caneca de cerveja. ―Eles sempre deixam suas malditas terras congeladas para roubar nosso gado e levar nossas mulheres!

Todos cavaleiros presente grunhiu “verdade”, enquanto meneavam positivamente com a cabeça. Não era incomum raças inumanas atravessarem as fronteiras apenas para roubar gado e saquear propriedades humanas. Na verdade muitas vezes era o contrário, humanos gananciosos invadiam suas terras para saquear suas aldeias e vender seus habitantes como escravos.

O Império Vanaheim fazia fronteira com duas grandes nações inumanas – com exceção do oeste que faz fronteira com a vasta cadeia de montanhas Navac que atravessa todo continente verticalmente, como se delimitasse o fim da civilização humana.

A parte norte do Império faz fronteira com o Reino dos Gigantes, Utgard. Terra do inverno eterno banhadas pelas águas do mar congelado. Maioria do seu povo nascia com afinidade com elemento terra. Enquanto uma pequena parte, os nobres gigantes, nasciam com a rara capacidade de manipular o gelo.

São famosos por construir suas fortalezas no topo de montanhas e em lugares igualmente difíceis de fazer um cerco.

Utgardianos eram ridiculamente fortes e os melhores manipuladores da terra do continente. Apenas com grupo de cavaleiros experientes e mestres espadachins manipuladores do elemento trovão podem lutar contra um gigante Utgardiano.

A parte sul do Império faz fronteira com o Império Élfico Sagaheim. Terra do eterno verde. Seu povo nascia com a capacidade especial de manipular árvores e falar com os animais. Famosos por construírem as mais belas cidades de todo continente. Eram um povo de uma beleza sobrenatural, vivendo em suas belas cidades brilhando com luz feérica.

Por serem um dos povos mais antigos do continente, eram muito hábeis na manipulação da energia da natureza, criando verdadeiros milagres.

A parte leste do Império faz fronteira com vários reinos humanos e inumanos que estão sempre em guerra pelos mais variados motivos. Desde motivos religiosos até intolerância racial.

A conversa continuou, mudando o tópico da conversa a cada minuto. Desde bobagens até assuntos sérios. Adam ouvia cada palavra atentamente, adquirindo novos conhecimentos do mundo que o cercava.

―…Há rumores preocupantes sobre dragão avistado sobrevoando as cordilheiras Navac ― disse Sir Frederick com um rosto sombrio. Ele era um homem grandalhão vestindo armadura completa, com uma vasta barba grisalha. Era o mais leal cavaleiro da senhora de Ainny. ―Ogros estão descendo as montanhas, goblins e até mesmo Hobgoblins se tornaram mais ousados, atacando as aldeias próximas das montanhas com mais frequência.

―Estou ciente ― respondeu a Condessa Amalia com uma voz firme. ―Algo está acontecendo nas montanhas, mas se a causa for realmente um dragão Ainny estará em sérios problemas.

A atmosfera do salão de refeição tornou-se tenso, mas foi rapidamente quebrado pelo som de risos ao ouvirem a pergunta do pequeno Adam.

―Mãe, já lutou contra um dragão? ―Amalia gargalhou. ―O que é tão engraçado?

―A ideia de lutar contra um dragão ―respondeu ela ainda suprimindo um nova risada.―Dragões são a encarnação do poder absoluto, massas de energia selvagem da natureza, verdadeiros desastres naturais ambulantes.

Adam arregalou os olhos.

―Um dragão é tão forte assim?

―Muito mais do que você possa sonhar ―respondeu com seriedade. ―Apesar que eu seja muito forte, ainda sou humana, forjada de carne e ossos frágeis. Dragões, estão em um nível totalmente diferente! Suas escamas são tão resistentes quando mithril, um sopro de fogo capaz de reduzir uma cidade à cinzas. Dar de cara com dragão é o mesmo que encontrar a própria morte.

―Então você nunca viu um dragão?

―Na verdade, eu já vi um dragão…―disse Amalia vagamente, bebericando sua caneca de cerveja. ―…Pensei em enfrenta-lo, imaginei a glória que seriam cantadas pelos bardos sobre A Valquíria Sagrada Amalia, Flagelo dos Dragões! Mas, então ouvi seu rugido e a fumaça saindo de sua bocarra e narinas, como se fosse mil fornalhas. Então, voltei aos meus sentidos, corri até ter certeza que eu estava longe o suficiente do desgraçado.

Adam aprendeu uma coisa muito importante: nunca enfrente um dragão.

 

 

> III <

 

 

 

Após terminar de comer o desjejum. Adam foi para o pátio de treinamento, aonde arqueiros disparavam flechas contra espantalhos de palha, soldados treinavam um contra o outro, lutando com suas espadas, lanças, machados e escudos.

Por estarem no verão, fazia bastante calor. O vento que soprava suavemente, agitando o estandarte da família MacCallum. O calor era excessivo para homens e animais, mas para Adam o tempo era perfeito. Tudo no mundo carregava energia da natureza, seja o vento que varre as colinas verdejantes; as águas de um rio; as montanhas cinzentas com seus picos tingidos de branco; a luz pálida da lua em um noite estrelada; até mesmo os vigorosos raios de luz solar.

Graças ao Mantra Celestial, Adam pode absorver qualquer tipo de elemento da natureza em seu estado mais selvagem. Diferente de praticantes comuns que podem absorver apenas a energia da natureza em seu estado natural, ou seja: não podem retirar a energia da natureza em seu estado alterado ou de outras energias derivadas a partir dela.

Essa era uma das vantagens de Adam sobre outros praticantes do cultivo da natureza.

Os raios de luz solar eram cheios do elemento Yang. Por simplesmente estando parado sob o sol, seu corpo automaticamente absorvia o elemento Yang em cada raio de luz solar.

Agora vamos começar a praticar minha esgrima, pensou ele respirando fundo. Não importa quanto seja vasta minha reserva de energia da natureza. Ela não é infinita. Se um dia eu estiver em uma situação em que não tenha energia da natureza, ou precisar salvar minha energia para lutar por um longo período de tempo, praticar esgrima e artes marciais pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Além da Técnica de Transformação Elemental. Praticava diariamente Esgrima e Artes Marciais. Muitas vezes misturava os três tipos criando vários tipos de golpes diferentes.

Quando estava preste a iniciar seu treinamento, através dos seus sentidos afiados, sentiu uma mudança no vento e na energia da natureza ao seu redor. Sem hesitar, desembainhou sua espada curta, girando seu corpo, desenhando um deslumbrante arco prateado, bloqueando o golpe de duas adagas lançado contra ele.

Sua mente se tornou fria e sua iris expandiu, tornando a visão mais nítida e aguçada. Rapidamente digitalizou todo pátio de treinamento procurando pelo atacante.

―….Sem assinatura de energia da natureza? ― perguntou-se franzindo a testa, então sua expressão séria suavizou, erguendo os lábios do canto de sua boca em um sorriso. ―Só há uma pessoa capaz de enganar meus sentidos em todo castelo.

Novamente, subitamente, sentiu a mudança no vento e pulou para trás, evitando por alguns centímetros três adagas afiadas atiradas contra ele de cima, perfurando o solo do pátio.

―Para onde acha que está olhando, jovem meste? ― uma voz feminina, cheia de humor, sussurrou em seu ouvido. ―Eu te peguei!

Antes que pudesse reagir, braços delgados e suaves o envolveram, abraçando-o com firmeza pressionando volumosos seios contra sua costas.

―Ah, como esperando da pele do jovem mestre! ― disse a voz feminina, abraçando-o com mais força e esfregando sua bochecha contra o rosto de Adam. ―Mais macia do que seda….Ah, simplesmente a melhor….

―Me solte, Evelly!

Gritou envergonhado, enquanto balançava suas pernas no ar.

Soldados que estavam em treinamento paravam o que estavam fazendo, contendo seu risos, olhando para uma cena que se repetia com muita frequência.

―Só mais um minuto….Mais um minuto para aproveitar de sua fofura….

―Sem mais um minuto, me solte!

Se passou um minuto e ela não havia soltado Adam.

Vendo que ela não iria solta-lo tão cedo, circulou a energia da natureza por todo seu corpo, deixando-a cobrir todo seu corpo como um manto protetor. Fez a energia da natureza girar por seu corpo, como um tufão de energia.

Juntou suas mãos, entrelaçando seus dedos, formando selos de mão em uma incrível velocidade.

Ao sentir que o jovem garoto que ela abraçava estava reunindo energia da natureza ao redor de seu corpo. Evelly rapidamente o soltou no último instante, quase sendo pega pela técnica de transformação elemental.

―Técnica de Liberação do Vento: Armadura do Senhor do Vento!

Ao redor de seu corpo, toda energia da natureza se transformou em um vento feroz, girando de forma protetora ao redor de seu corpo.

Técnicas de transformação elemental são divididos em cinco níveis de dificuldade e poder: básico. intermediário, avançado, mestre, e lendário.

Quanto maior fosse o nível da técnica de transformação elemental, mais poderosa seria o poder da técnica. E consequentemente maior seria o consumo de energia da natureza.

Armadura do Senhor do Vento, era uma técnica de liberação do vento nível intermediário. Conjurando uma armadura de vento ao redor do usuário protegendo-o de ataques físicos e aumentando sua velocidade natural.

Adam era hábil com técnicas nível básico, podendo conjurar sem realizar qualquer selo de mão. Mas técnicas de nível intermediário eram mais complexas e era necessário realizar os selos de mão para ativar a técnica.

Adam virou-se, olhando para uma garota de pele bronzeada, alta, com aproximadamente 1, 79 centímetros de altura. Seu cabelo era loiro, amarrado em uma longa trança, emoldurando seu rosto triangular. Sobrancelhas finas sob grandes olhos de iris de um verde pálido, nariz pequeno, e lábios carnudos. E o que chamava mais atenção era suas orelhas pontudas.

Sim. Evelly não era totalmente humana, era uma mestiça: filho de humanos com elfos.

Era uma garota de corpo esguio, mas de seios amplos e generosos. Vestia um corsolete preto de couro batido com um cinto fino transversal aonde pendia às costas um arco composto e uma aljava munido de flechas com penas de ganço. Sua cintura era envolvida por um largo cinturão, cheio de bolsos e adagas, sob uma pele de raposa que cobria parcialmente suas coxas. Calçava botas de cano longo de fivela.

Essa era Evelly filha do Mestre de Caça do castelo, Jared. Sem dúvidas nenhuma era a melhor caçadora de sua idade. É a única pessoa em toda Ainny que conseguia enganar os sentidos afiados de Adam.

―Ei, calminha ai jovem mestre! ―disse Evelly com um sorriso brincalhão. ―Não precisava pegar pesado comigo só por que eu estava te abraçando. Na verdade, você deveria estar feliz por estar sentido meus suaves e amplos seios.

Adam desfez a armadura de vento e olhou com reprovação para garota de 16 anos de idade. Na terra Evelly seria considerada ainda uma menor de idade. Mas no império, e em grande parte dos reinos humanos, uma pessoa era considerado adulto ao completar quinze anos de idade.

―Sou apenas uma criança de dez anos de idade.

―Mas é um garoto, não é?

―Sim….

―Então você gostou, não é?

Lembrando-se da sensação do seios de Evelly pressionado contra suas costas, foi incapaz de evitar de menear positivamente com a cabeça.

Preciso crescer logo, pensou ele melancolicamente.

Evelly aproximou-se com graça e movimentos fluidos. Ela abaixou a cabeça até Adam e falou:

―Que tal nos aventuramos um pouco lá fora? ―seus lábios curvou-se em um sorriso travesso. ―Hoje o dia está ótimo para uma caçada.

―Bandidos, ou monstros? ― perguntou ele, animado.

―Não quero estragar a surpresa ― respondeu ela, bagunçando os cabelos loiro cinzento de Adam. ― Quando chegar no lugar você irá descobrir. Prometo que não ficará decepcionado.

Adam olhou ao redor e após alguns instante respondeu:

―É melhor praticar minhas técnicas com um alvo vivo do que permanecer treinando com o ar.

―Como esperado do meu jovem mestre! ― exclamou animadamente. ―Vamos logo, antes que nossa presa deixe o lugar.

De forma sorrateira, os dois deixaram o castelo.

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