GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

Capítulo II – O templo de Élsser!

V – Os fragmentos de um mundo antigo!

Em frente ao buraco no chão, centenas de fagulhas dançavam, ao redor, fazendo reluzir as vistas de August um punhado de folhas.

August via, com medo, e pensava, ansioso, no que ele poderia ter se metido.

Porém, sem pestanejar, August manteve seu passo em direção ao buraco, tirando as folhas que lhe ocultavam.

[boom]

Uma explosão de fagulhas se mostrou revelando uma escada de cordas que descia pelo breu do buraco.

o que é isso?

Em sua cabeça, um aviso surgiu, fazendo August fechar suas pálpebras e conferir o que lhe afligia:

Habilidade inata aprendida, a testemunha da verdade (Nível 2): permite ver o mundo na sua forma real! Nada obscurecerá sua visão e todas as coisas se apresentarão em sua verdadeira forma, assim como você mesmo! Além disso, até aquilo que não tem forma, se mostrará, apresentando o oculto até dos seus inimigos, sendo tudo perceptível de sua concentração.”

??? – Nível 5

Força: 7

Resistência elemental: 20%

Agilidade: 9

Resistência a trevas: 20%

Inteligência: 63

Resistência a maldições: 80%

Resistência: 5

Resistência a venenos: 40%

Concentração: 63

///

o que é isso?! – August se perguntou abismado – então o mundo ainda tem surpresas para mim?

Descendo as escadas, August tentou imaginar o que no mundo era a sua habilidade, enquanto reluzia um sorrisinho em seu rosto.

Era extremamente bom ganhar uma nova habilidade, e um novo recurso para evoluir. Então August não podia reclamar, apenas sorrir.

Eu devia ter trago uma tocha – dentro do buraco, a escuridão imperava, sendo que apenas uma trilha de fagulhas se mostrava visível – vai ser difícil manter o cuidado com o meu nível de visibilidade tão baixo.

August seguiu mesmo assim, não valeria chegar tão longe sem averiguar, o mínimo ao menos, do buraco, que ao andar, se estendia numa caverna negra, com musgo que brilhava intensamente nas paredes, sendo esta, a única coisa perceptível em meio a escuridão.

Sobre esses musgos, ele não ousou tocá-las.

August não entendia o que era, mas o musgo, com certeza, tinha uma aparência perigosa, então, na sua concepção, era bem melhor manter-se longe daquele musgo radiante, mantendo o passo dentro da caverna.

o que é isso? – A caminhada continuara por uns cinco minutos, até luzes verdes se ascenderem nas tochas presas ao redor de um altar de pedra que se apresentou, junto a uma escada branca, pouco extensa.

Ele ficou surpreso!

August não esperava que algo do gênero surgiria, assim, do nada, quando ele começou a desbravar o buraco no chão.

Era bem difícil imaginar que uma construção requintada dessas surgisse num lugar desses.

quem poderia ter feito tal? – August pensou por um minuto, mas depois desistiu.

Não valeria pensar.

Porém, mesmo assim, ele continuou os seus passos, subindo no altar sem nenhuma hesitação.

isso é …?

Em cima do altar, uma lindíssima mulher de cabelos brancos como as nuvens e pele azul se mostrou, revelando suas belas curvas despidas e os pequenos montes que se arrebitavam angularmente.

August engoliu em seco, a beleza havia despertado um sentimento que ele não sentia a muito. Todavia, ele decidiu não tocá-la, já que, ao mesmo tempo em que a moça era uma beldade, ela também era uma existência misteriosa.

o que é isso … no chão?

Sob a bela moça, nos pisos, um desenho de uma estrela envolta de um círculo de runas era quase visível para August que estava em pé. Apenas o corpo da moça impedia a vista completa.

August ficou curioso, mas não sabia o que fazer ao certo. Ele estava em alerta naquele altar, já que toda a sua situação era bem extraordinária aos sentidos.

Ele decidiu tocar o desenho, para investigar melhor o que era, porém, ao contato das digitais, um brilho leve apareceu.

August se jogou para trás e preparou sua espada. Todos os seus sentidos repararam em uma mudança muito repentina no ar, que o fez se apavorar.

não há perigo jovem! – Saindo da escuridão um ser, que parecia metade humano e metade ovino, como um sátiro, falou. Ele carregava em mãos um cajado de madeira e apontava para o alto da parede em frente ao altar onde uma quadro se mostrava.

Nesse quadro, uma mulher de braços abertos, sobre as águas azuis, venerava o céu, com nuvens brancas acima da cabeça e feixes de luz que invadiam e tocavam sua face.

Parecia ser algum tipo de divindade ou algo do gênero, que aparentava ser, de uma forma, bem antiga, sendo que era impossível para August reconhecer.

o que é isso? – Ele perguntou para a figura que saía das sombras – quem é você?

O sátiro subiu as escadas, com passos lentos, enquanto se apoiava no cajado, ficando ao lado de August.

sou de uma raça antiga, e o meu nome, bem, meu nome não se dá para pronunciar nas novas línguas – O sátiro olhou ternamente para o corpo nu que dormia sobre o desenho – aliás, creio que ele não importará, já que, após você libertar minha Dame kreadora (N.A: Dama criadora), toda a minha existência se esvairá, e eu desaparecerei, como se nunca tivesse existido.

Os olhos do sátiro eram um tanto tristes, o que comoveu bastante August, por um momento, dado que ele viveu uma situação um pouco parecida no passado.

se for assim, você não poderia desejar que eu a libertasse? – August perguntou, quase perfurando a alma do sátiro com os seus olhos.

não é assim – o mesmo respondeu – toda a minha existência se resumiu a te esperar, ou, pelo menos, esperar um dos escolhidos dos deuses até mim. A deusa das ninfas, que está aí aprisionada, guardou sua essência para um dos escolhidos. Ela dizia que estava fadada a morrer, por isso fez tal.

August pensou um pouco e olhou ao redor.

você é o guardião desse lugar então?

O sátiro concordou com a cabeça.

estou esperando aqui a, pelo menos, mil anos, protegendo esse lugar dos Shidtenis (N.A: cidadãos), que procuravam fontes espirituais ilimitadas, e das más almas. Quando te vi entrar, nessa escuridão, pensei em te matar, mas quando vi como você andava, sem hesitar, por esse vale de sombras, meu coração foi preenchido e eu percebi que na verdade você era o escolhido.

August não entendia o conceito de ser o ‘escolhido’ completamente, porém ele entendia algo, um pouco ao menos, o suficiente para não discordar, ou ficar confuso sobre ele ser um escolhido.

O velho sátiro entendia e sua confiança se reforçava com o fato, preenchendo-o com uma alegria e com uma tristeza repentina.

então outros também podiam encontrar esse lugar, isso é interessante – August falou – mas não é algo com que eu devo me preocupar agora … ei, guardião, antes de libertá-la, o senhor poderia me responder algumas perguntas?

O sátiro recusou com a cabeça enquanto apontava com o cajado para a moça deitada.

eu sou apenas um traço da existência dela, tudo o que eu faço é limitado aos desejos dela … não era do desejo dela que eu respondesse todas as perguntas do escolhido. Ela queria fazer isso por ela mesma.

August assentiu e então olhou para a moça, tentando decifrar algo em sua cabeça.

entendi, então, como faço para libertá-la?

ponha sua mão sobre a formação e não retire-a até o fim do processo.

August não discutiu, apenas colocou a mão por cima, sentindo o gélido piso de rocha branca e vendo toda a formação brilhar com todas as cores do arco-íris.

O clima mudou de repente e toda a escuridão possuiu August, enquanto ele via as formas de sua visão mudar, até uma luz clara de um verão verdadeiro aparecer e lhe mostrar um mundo diferente, onde os campos de grama eram preenchidos de flores diversas e as árvores floresciam de uma maneira vivida, mostrando frutos e mais flores em suas copas.

esse é o mundo antigo, caro escolhido, o mundo de mil anos atrás, um pouco antes da ascensão dos Shidtenis.

Das suas costas, uma mulher vestida apenas com um fino vestido justo de seda surgiu ao seu lado, com sua bela face, de cor azul, e cabelos prateados ao vento, aparecendo com um rosto pesado, revelando uma forte marca em seu peito.

e o que tem nele de tão especial para me trazer até aqui?

Essa moça, com suas mãos, apontou para todo o cenário, enquanto disse:

veja por você mesmo, as cores, a vida! Antes dos Shidtenis perturbarem, o mundo era dos deuses!

August parou e encarou o cenário, vendo ao longe diversas figuras pequenas, brincando nas margens do lago e na água.

Em vera, ele sentia que tudo era tão belo e requintado, que um estranho sentimento roubou o seu corpo por um momento.

eu já ouvi falar dos Shidtenis – ele disse, tentando sair do encanto – eles são capazes de usar o Flutcher, que é a linguagem da alma, e conjurar magias através disso. Segundo os kürchinis, é quase impossível enfrentar os Shidtenis, sendo apenas os escolhidos líderes de clãs que conseguem lutar contra eles de frente. Nunca imaginei que eles fossem uma raça tão milenar assim …

hum, decerto, porém não é bem isso que importa – revelando traços de descaso, a figura azul se colocou de lado, enquanto olhava diretamente para August – os exilados, chamados de Varbenênts em língua antiga, foram expulsos de seu lar, da costa leste, por serem resistentes ao sacro Flutcher daqueles que se modernizavam. Fora isso, eles não são importantes. Como nunca reagiram, foram esquecidos na história, vivendo como loucos, na enorme planície encantada que um dia já foi lar dos seres espirituais.

August sentiu uma particularidade nessa história, como se algo se encaixasse noutro algo, porém a imagem se esvaiu. Ele não se lembrava bem onde as engrenagens foram postas em sua cabeça para serem energizadas de tal forma.

realmente, não há importância, porém, faz bem saber: como os deuses padeceram? O próprio conceito dos deuses, como criadores, não era o poder infinito?

A moça, com os seus cabelos brancos esvoaçantes, andou em direção de August, e o teleportou para outro lugar, que na verdade era apenas a outra margem do lago.

veja essas criaturas – ela disse, enquanto largava a mão de August, dirigindo os braços para um pequeno ser, de grandes olhos puxados, com uma pupila grande, e verde, assim como os seus cabelos, que era segurado por uma coroa de galhos secos – em língua antiga elas eram chamadas de ninfas.

August dirigiu, também, a sua mão, alisando o pequeno queixo pouco pontudo, e acariciando as bochechas vermelhas e macias.

agradável e bela, o que há nessa pergunta?

[crack!]

Olhando diretamente nos olhos de August, a moça quebrou o pescoço da ninfa, fazendo um estalo nítido soar.

frágeis! Eu criei essas criaturas como crianças, para popular os bosques e proteger as vilas dos humanos contra feras. Ninfas, em língua antiga, são as protetoras das árvores; árvores essas que foram cortadas quando o homem deixou de se contentar com os galhos secos que minhas filhas deixavam cair em seus bosques!

então é isso – August respondeu – você gasta o meu tempo com a sua agonia? O que isso quer dizer? Suas crianças morreram? O que eu poderia fazer?

A moça se levantou outra vez, e agarrou as mãos de August, levando-o para dentro do bosque, onde ninfas e sátiros se reuniam e acasalavam, ao ar livre.

minhas filhas não são daqui, veja, quando vi que o homem era ganancioso e não poderia viver em conjunto com as ninfas, eu, Élsser der Nero, decidi me exilar, junto com minhas filhas, para esse paraíso esquecido, que era chamado de planície encantada – Élsser levantou os braços e girou no meio dos diversos casais que copulavam romanticamente no cenário cheio de cor que se apresentava.

sua história é confusa, e extremamente cortada. Não tente me sensibilizar, apenas me diga o queres. – August já se sentia irritado, todo aquele conto não o levava a lugar nenhum, o que era bem estressante em sua concepção.

veja August, enquanto esse ainda é o seu nome, essa planície era governada pelo sátiros, que caminhavam entre a grama e os bosques, assim como o seu povo, pegando alimento dos frutos e dos arbustos, tocando suas flautas e dançando sob o luar! Quando eu e minhas ninfas os vimos, enquanto eramos carregadas pelo ar, vi em suas almas a bondade e me estabeleci junto com eles, me casando, apaixonada, com o grande ser espiritual chamado Opã der Naturis – Élsser segurava o seu peito.

Olhando para baixo reflexiva, ela parou por um momento.

nossas espécies, assim como eu e Opã, nos amávamos, vivendo a vida estrelada que poucos são capazes de ter, onde a comida não faltava dos galhos das árvores e a água era tão pura quanto o cristal celestial que pende sobre o escuro. Copulávamos ao ar livre sem vergonha, não havia sentido para nós, seres livres da planície.

porém?

porém, meu caro, os Shidtenis vieram para as planícies … – traços pesados de tristeza surgiu em seus olhos claros – trazendo os Varbenênts em suas carroças feitas dos cadáveres seculares de minhas filhas. Eles viram nos bosques, nos campos, em toda planície, nossa felicidade, sendo esbanjada de um lado pelo outro sem escrúpulos. Em primeiro momento não foi um problema, eles apenas repudiaram e tentaram entrar em combate com alguns filhos que fugiram. Porém, talvez um tempo depois, não me lembro, os Shidtenis voltaram, com um exército, e matou cada sátiro e cada ninfa, roubando de todos eles, sua pura essência.

As lágrimas caíram dos olhos de Élsser, manchando suas bochechas azuis e inflamando seus belos olhos com a cor vermelha de sangue.

eles também mataram Opã, me lembro bem, toda a essência de meu querido marido foi roubada por um Shidten, já que era apenas isso que eles desejavam, desde o início, a essência mágica, a essência das ideias!

Élsser sorriu, enquanto em lágrimas, e terminou:

– roube a ideia de deus, que ele morrerá! Ha Ha Ha!

August se sensibilizou, o mínimo que pode, para não parecer um monstro. O conto da moça poderia fazer sentido, mas, ainda assim, era desimportante para ele, por isso, não valia nada.

Por mais que disfarçasse, Élsser percebeu, cessando suas lágrimas, e se colocando a falar outra vez.

você, jovem August, é ambicioso, eu sinto, vejo em seu coração. Na verdade, desde que espalhei minhas fagulhas para ti, já senti sua ambição. Nem na escuridão do meu templo você sentiu medo, ou hesitação, você apenas caminhou, sentindo que haveria alguma recompensa no fim do caminho. Deve ser por isso que os deuses te escolheram, mas devo te avisar que essa mesma ambição será a sua ruína. É impossível conquistar o mundo apenas com as próprias mãos, meu caro.

e qual a importância disso? – August não desejava ouvir sermão, então encerrou o assunto, tão breve pode.

tenho uma missão para você, pequeno fantasma, uma missão da qual você terá que completar, até o fim de sua vida! Em troca, te darei uma arma, que será o seu vínculo comigo, por toda a eternidade!

August mudou seu olhar.

Ele sentiu na espinha o significado de cada palavra, fazendo-o recuar alguns passos para trás.

o que seria a missão, e o quanto de minha vida eu teria que dar por ela?

Élsser riu, já pressentindo a resposta.

todas minhas ninfas se foram, menos uma, que fugiu com um sátiro, antes de tudo. Eles viveram felizes num primeiro momento, mas como seres místicos, acabaram sendo mortos por mãos humanas, quero dizer, pelo menos o pobre sátiro … minha pobre ninfa, no entanto, foi estuprada por aqueles humanos, de tantas formas cruéis, que acabou morrendo como uma escrava sexual em algum bordel barato da fronteira de Narny’tsöl. Tudo que deixou nesse mundo foi uma filha mestiça, que graças ao Zácaras der Ilíos, conseguiu fugir daquela vida, junto a uma caravana, e se conseguindo estabelecer com os bárbaros das planícies. Nisso, ela levou a essência do meu povo, por gerações, consigo …

August coçou o queixo, com toda essa história.

se ela está estabelecida, do que você deseja que eu a proteja?

E Élsser, sentindo a incompreensão de August, tocou o seu o ombro, dizendo:

meu querido, apenas ela mesma faz mal a si!

August ficou com um ponto de interrogação na testa.

o que isso quer dizer?

lhe explicarei – falou Élsser, enquanto se teleportavam para o templo – mas antes, sente-se nessa cadeira.

No templo, as tochas de chamas verdes se ascenderam por todo do que se parecia um corredor, revelando o ambiente, com quadros belíssimos pendurados nas paredes, apresentando a vida dos sátiros, das ninfas, da natureza, da música e do sexo.

August reparou em cada detalhe, desde o chão de mármore que ainda refletia os vivos, até o teto, onde abóbadas pareciam suspendê-lo, em sua forma de cúpula, trazendo um sentimento bem análogo de se estar numa catedral gótica.

Em sua frente, uma cadeira perfeitamente esculpida de pedra apareceu, junto com uma mesa, que parecia um toco de árvores sustentado por raízes espalhadas simetricamente.

Ele se sentou, junto de Élsser e a encarou.

diga-me: o que de mal alguém pode fazer para si?

além de nascer? Ha Ha Ha! – a gargalhada dela enfureceu apenas um pouco a muralha insensível chamada August – não fiques assim, jovem, é verdade: o único pecado dela foi ter nascido! E não digo que ela é normal, veja: ela é, entre todas dessa geração, e das milhares de outras das gerações passadas, a mais perto da verdadeira essência de uma ninfa dos tempos antigos!

August ficou um pouco boquiaberto, mas se conteve.

isso não seria impossível? Pelo que eu sei, quanto mais a espécie vai se procriando com a outra, mais ela vai perdendo seus vínculos com os seus ancestrais!

Élsser discordou com a cabeça.

não é bem assim, os vínculos são inquebráveis, principalmente o dela, que é um estigma eterno. Porém, se nas portas do Hades, minha filha querida, finalmente entrou no paraíso das almas, aquilo que era imperdoável pode ser perdoado, livrando assim aqueles que são amaldiçoados.

isso não faz sentido – August disse e Élsser assentiu.

pra você não, mas, claro, isso não importa. O que importa é que a sua essência espiritual é extremamente purificada e rara, o que fará os maus olhos virarem suas maldições para ela. Preciso que você a tome e a proteja, para todo o sempre, junto com a sua família e as gerações por seguintes. Ela é o último fragmento de mim em GartenGüt, e é a única que poderá levar minha memória adiante.

August entrelaçou os seus dedos pensando.

em troca eu ganho uma espada?

Élsser assentiu.

porém não é uma simples espada! O que eu te darei é um presente celestial, algo que apenas um deus pode dar! Além de que, como bônus, darei lhe uma runa, apenas para mostrar minha gratidão!

Com o coração batendo fraco, ansioso, tentando conter o seu desejo de ser imprudente, August se levantou e fez uma reverência com as mãos.

já que é assim, mostre-me a espada! – Ele falou, porém Élsser negou.

não posso fazer isso, até que você aceite minha missão!

August, então, se levantou, com traços de suor na testa, com o coração batendo rápido, gritando:

então aceito, dane-se, o que poderei perder além de minha própria vida?

[Clap]

Esporadicamente, batendo fortemente as palmas com um enorme sorriso no rosto, Élsser se levantou e mostrou um contrato, surgido das chamas safira que se apresentaram em suas mãos.

Tome isto! – Élsser entregou.

Contrato vitalício, resumo: Nesse contrato, aqui exposto, o senhor August Adorn, vulgo Bae’Sorim, concorda em proteger, eternamente, o corpo físico e espiritual da única herdeira das ninfas da floresta, Modna’ Götvhin, em troca das recompensas já estabelecidas por Élsser der Nero.

Ass:_____________________________”

assine com o seu sangue e assim nossos destinos estarão sempre interligados! – Com um sorriso largo, Élsser terminou.

entendido!

Da espada nas mãos de August, sangue caiu de sua palma direita, onde August encharcou a ponta do indicador, assinando com a melhor caligrafia, o seu próprio nome.

Contrato vitalício, resumo: Nesse contrato, aqui exposto, o senhor August Adorn, vulgo Bae’Sorim, concorda em proteger, eternamente, o corpo físico e espiritual da única herdeira das ninfas da floresta, Modna’ Götvhin, em troca das recompensas já estabelecidas por Élsser der Nero.

Ass: August Adorn

O contrato queimou em chamas safira, aparecendo todo o conteúdo da mesma, apenas, na mente de August, onde as letras uniformes se mantinham fixas.

cadê minha espada? – August perguntou, demonstrando pressa.

Nas suas mãos!

Como … Argh?!

Era terrível, era sangrento!

Das mãos de August, de repente, uma espada começou a sair, abrindo a carne, revelando os ossos e dilacerando tudo.

o que você fez?!

Sangue caía intensamente para baixo, enquanto o braço se tornava uma aberração sangrenta, análoga a tripas caindo, com uma única diferença sendo a rubra espada que saía progressivamente de sua palma aberta!

quando vai parar?!

Um segundo se passou e pareceu que o inferno veio ao seu corpo!

faça parar!

Outro segundo passava, fazendo a agonia se intensificar, tornando todo o corpo de August a se contorcer, como estanho amassado.

que merda! Que merda!

Três segundo finalmente se passaram, fazendo a dor atingir o ápice, parecendo a August que a morte seria bem mais prazerosa do que tudo.

Em seu íntimo, ele até desejou que seu braço fosse cortado para dor cessar!

isso é …

Já com lágrimas aos olhos, quatro segundos se passavam, fazendo a dor parar o mínimo, mas o que, porém, era o suficiente para August já se sentir um pouco esperançoso.

então acabou!

E assim, tudo passou, no quinto segundo, onde uma espada de cabo transparente e lâmina feita de algum aço vermelho sangue, se mostrou, firmemente agarrada, pela mão já curada de August.

e como prometido, darei a ti minha runa – Abrindo os braços, uma essência azul se mostrou, viajando, em direção a espada, onde se fixou no meio da lâmina da espada, fazendo-a brilhar de repente, e se transformando em tatuagens rúnicas, que brilhavam numa bela cor azul.

agora vá, e cumpra o último pedido de uma deusa do passado!

Uma mensagem apareceu para August, enquanto Élsser terminava:

Espada Do Escolhido: Uma espada produzida com a carne, ossos e alma de August Adorn. Como parte de seu corpo, a espada terá um processo de evolução em sincronia de August!

Runa da Essência Espiritual de Élsser: Concederá afinidade com a floresta e com os lagos. Duas habilidades ativas e passivas também concedidas:”

Templo der Nero (Nível 1 – Passiva): A aura calma dos lagos protegerá sua alma, mantendo sua concentração nas batalhas e te auxiliando contra tensões externas.”

Aqua der Élsser (Nível 1 – Passiva): A água se torna uma aliada, tornando-se uma com o seu corpo, protegendo carne e ossos contra habilidades físicas e mágicas. Restrições: precisa haver águas nas proximidades, caso senão, não haverá proteção.”

Kópsimo der Fýlla (Nível 1 – Ativa): Com a aura da natureza, você tem a possibilidade de cortar montanhas. Restrições: 15 de essência espiritual.

Pódi der Satyros (Nível 1 – Ativa): Suas pernas se tornarão tão velozes e ágeis quanto a de um sátiro. Restrição: 15 de essência espiritual.”

??? – Nível 5

Força: 7

Resistência elemental: 20%

Agilidade: 9

Resistência a trevas: 20%

Inteligência: 63

Resistência a maldições: 80%

Resistência: 5

Resistência a venenos: 40%

Concentração: 63

Resistência a Confusão: 30%

Espírito: 100

///

No meio daquela sala, August revelou um sorriso final, enquanto as luzes, daquele dia, se apagavam no céu.

mande-me para minha tenda, formosa deusa, Élsser der Niro!

E assim foi feito, mostrando a August, uma dezena de crianças que dormiam, lado a lado, no frio da planície, em suas camas de pele, dentro da enorme tenda, como se tudo o que ele viu dentro daquele buraco, fosse apenas um sonho impossível.

Nota:

Então, o que vocês acham dessa novel fazer parte oficialmente no site do magus?

Comentem o que achar, por favor!

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12 comentários em “GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

    1. kkk, o objetivo era fazer com que alguns termos fossem de outra língua mesmo, para dar uma sensação mais mágica, mas acho que vou tentar colocar notas integradas nesses termos, para facilitar a vida dos leitores

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