GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

Capítulo VIII – As chamas da heresia (Awla)!

XXIII – O fogo que queima entre os brotos!

Naquela tarde, onde August respondia, com um sorriso, todas as indagações, perguntas e afirmações de uma jovem belíssima, um fogo crepitava em meio as pausas silenciosas que ele via do sorriso da mesma em sua frente. Ele via por dentro do olhar oque não queria ver, e isso o deixava irritado. Aquela conversa boba que se arrastava por horas a fio não era algo que ele gostaria, por mais que seus planos ambiciosos necessitassem disso.

então, iremos juntos matar esse demônio, pequeno fantasma? – Metvina (N.A Abreviação de Melinda’Götvhin) sempre perguntava quando ficava sem nada pra falar.

se me perguntar mais uma vez isso, posso acabar não indo! – E August sempre respondia com um sorriso, das diversas vezes que se seguiu.

A conversa já havia se arrastado tanto que, no fim, quando a menina se encontrava já sem palavras e com apenas um sorriso no rosto, August fez o favor de inventar uma desculpa e se mandar:

tenho que me encontrar com o meu isä, aparentemente tem uma janta que ele quer que eu participe … – Ele até pode ver nos olhos dela diversos pontos de agradecimento e constrangimento, por um motivo que ele bem entendia.

E assim August foi, para longe, feliz por ter, educadamente, se mandado sem nenhuma preocupação a mais.

*

Durante quatro anos treinando em terras distantes, uma menina era apaixonada, e essa paixão, segundo as fontes mais ocultas de seu peito, era devido a uma admiração profunda pela força de certo indivíduo. Esse indivíduo, cujos braços venciam sem tocar, era um dos seres mais enigmáticos de toda a Dorf’Verbant do Clã Fünder, sendo admirado por sorinis e kürchinis, igualmente.

Assim, sem nenhum mistério, ela o seguia às escondidas, via suas batalhas de longe, admirava furtivamente, porém o mesmo não era feito pela outra parte, pra sua decepção, porém ela não se importava. Ela conseguiria roubar o olhar daquele, de uma forma ou outra, no futuro, segundo suas ilusões mais íntimas.

Era curioso pois, como alguém que tentava ser ao menos digna, ela sempre demonstrava sua força em público, sempre se mostrava inteligente, e sempre, sempre mesmo, mostrava-se superior a todas as outras garotas … porém …

porém, quem era ela?

Uma menina aleatória, cuja trajetória era obscura, sem nenhuma fonte, sem nada, apenas um rostinho exótico e bonito, com algumas companheiras animadas; Uma menina aleatória que roubou daquele, que nossa incompreendida admirava, um beijo adulto, além de, para sempre, uma admiração terna, vinda, principalmente, do fato de uma regalia perfumada que havia sido levada.

tantos anos que quase foram jogados pra longe, isso é irritante, me magoa, dá raiva … sinto como se tivesse sido apunhalada por uma sombra …

Metvina, que via sua inimiga às escondidas, queimava seu corpo jovem em ódio ao perceber que tudo que cultivara ao longo de todos esses anos poderia ir embora, tão logo ela deixasse.

isso é tão odioso – ela pensava – mas não é por tal que eu deixarei levá-lo à longe!

Deitando em sua cama, Metvina fechava seus olhos, pensando no quente demônio que padeceria por sua espada.

XXIV – o carrasco!

Antes de partir para a questão, Metvina e August descansaram durante a semana.

Para August, isso era uma oportunidade, já que uma situação extremamente perigosa se desenrolava, às escondidas, num rumo do qual ele não conseguia prever, sendo esta diretamente ligada ao seu isä e aquela bela nainem, Fairy d’Bargeton, cujos traços causavam medo.

Sendo assim, August planejou algumas coisas junto ao seu isä que foram postas em escanteio quando uma convocação o ausentou, deixando August só, naquela vila com uma espiã mentirosa que se esgueirava de forma suspeita.

Por sorte, como uma pessoa de grandes objetivos, August sempre guardava segundos e terceiros planos para caso tudo fosse espalhado como folhas secas de outono. Sendo esse plano, contrariamente do que se imagina, apenas uma contraespionagem clássica, onde o lobo segue a lebre até a sua toca, tornando perigoso o lugar mais seguro possível.

*

as duas ela sai junto de sua sombra – August calculava – ela anda todo o caminho até o lago para se encontrar com uma pedra. Nessa ela põe, sob, cartas amassadas feita de um papel de trapos de linho, indicando tecnologia shidten, permitindo-me afirmar que esse é o método de comunicação dela.

Sentado num divã delicado, pelo menos nos padrões bárbaros daquela Dorf’Verbant, feito em linhas de algodão e acolchoado com penas de Lyinas’Altuir (N.A: aves macias), August relembrava todos os passos daquela tal que ele investigou durante aquela semana, passando por alguma revisão, por puro perfeccionismo egocêntrico.

Ele tentava pôr em ordem o que pudesse para dessa forma colocar seu plano em prático de uma forma excelente.

Então por volta das duas, do último dia da semana (que neste mundo seria o décimo), August fugia de sua tenda, furtivamente, seguindo mais uma vez aquela bela femme fatale cheia de segundas intenções, que ia pelas partes baixas da vila, indo em direção as plantações de trigo, até voltar, por um caminho contrário, ao lago (sendo este percurso de única intenção para tentar despistar qualquer um que ousasse segui-la).

Por fim, ela se dirigiu às margens do lago, onde se sentava, calmamente, perto da pedra já citada, olhando por todos os cantos entre as lavandas perfumadas e o capim alto. Suspirando solitariamente, ela levantou a pedra, revelando um saco de moedas e uma folha amassada. A halsher’drin retirou metodicamente, colocando, no lugar, outra carta amassada da qual August já tinha alguma imaginação sobre. Terminando, ela saiu do local, em linha reta, junto a sombra que se prendia na sua perna, enquanto August se mantinha escondido, esperando.

Horas passaram, a fio, enquanto a escuridão já abraçava os arredores com o seu eu e a lua suspendida iluminava de cima tudo como o sol fizera durante o dia. Com o tempo passado, uma figura envolvida num manto se sentava na mesma parte circundada por capim alto e lavanda que perfumava, retirando sob a pedra a carta amassada.

August observou isso e seguiu, outra vez, indo em direção a uma parte da vila reconhecida como Boombt’Gi (N.A: Porto de Terra), onde as caravanas de diversas partes do mundo se assentavam. Lá, ele seguiu pelas carroças e os velhos de várias raças, além dos mercenários de olhares frios e armaduras esfarrapadas, até chegar numa yurt branca com runas indicando a ocupação da mesma.

yurt khünd’surtal (N.A: Yurt Burocrática) – August disse para si mesmo – parece que o espião se esconde entre a administração da Dorf’Verbant. Uhm, que apropriado!

Ao fim do pensamento, ele adentrou a tenda, se encontrando com uma figura sentada em uma escrivaninha repleta de pergaminhos de pele de cabra que se mostravam bagunçadas num monte. Ao lado, um guarda-casacos em formato de raiz segurava uma túnica preta bem parecida com a qual August perseguia antes.

boa noite sorim’hem? – O homem em sua frente perguntou – teria alguma questão a resolver por aqui?

August viu na polidez e no olhar algo peculiar, resolvendo franzir o cenho e se concentrar naquele em sua frente:

L’ahad Personne: Aprendiz Mágico. Atualmente encantando um feitiço. Sofrendo ao efeito charme. Ponto fraco – charme, confusão, trevas, veneno e força. Ponto forte – natureza mágica e maldição.”

então ela já contou pra você? – August, com um sorriso, perguntou – ótimo, isso me faz parar de perder tempo.

Com um passo pro lado, August desviou de uma espada que voou em sua direção. Olhando para trás, ele viu uma sombra, com a aparência de um adulto, bem parecido com o burocrata à sua frente. August teve pensamentos estranhos ao vê-lo, porém não perdeu tempo com eles, tirando de sua mão a espada do escolhido, que pulsava com suas runas.

Assim, desviando de mais um ataque, August contra-atacou, simplesmente, no peito da sombra que desmoronou no chão como piche. Olhando de volta para o burocrata, um temor inexplicável era visto dentro daquele fútil espião cujo o nome nada significava (N.A: L’ahad Personne significa ‘ninguém-ninguém’).

você pode ver minha sombra? – o homem perguntou, enquanto o seu corpo doía da abrupta separação de carne e sombra, caindo de joelhos e olhando em sua frente o feliz carrasco que apontava ao seu pescoço a espada – então o que a carta dizia era verdade! Até sobre a arma espiritual, hahaha! Criatura mágica maldita, será que não sabes que no fim o que te espera é apenas a morte?

talvez … – August respondeu com um sorriso brilhante … – mas acho que todos vão morrer em algum instante, assim como você, nesse exato momento! – enquanto finalizava o homem com um golpe, fazendo cair, de seu pescoço, a cabeça.

XXV – Um término exagerado!

Fairy d’Bargeton, minha querida shidten mal amada, cujo benfeitor traíra – no queimar das lamparinas que, colocadas sobre aquelas cabeças turbulentas, via um ódio teatral imensurável que atacava a sombra que se escondia; – contaste ao seu contato o que sou, na cara dura, rasgando minha confiança. Despedaça-me o peito saber de tal, porém não se preocupe: busquei minha vingança no ímpeto do momento, permitindo-me assim a confiança do meu clã, apenas fortalecendo a certeza dos meus atos.

August, imponente, mostrava sua figura, esbelta e infante, com todos os recursos possíveis à ser um demônio. Ele não segurava o seu olhar, que percorria pelo corpo daquela que se encolhia a vista das lamparinas.

porém minha vingança não está completa – Destas mesmas que viam com seus interiores flamejantes … – pois vingança dói a alma dos homens de bem, impossível sendo a felicitação e o orgulho.

[tap!]

Os tapas pesados seguidos das lágrimas mornas que desciam pelos olhos enxugados e bochechas avermelhadas …

magoarei lhe a face e mostrarei a dor que sinto, cara shidten maldita!

[tap!]

Que continuaram por toda a retaliação até a mostra da cereja, que, com sua beleza tocada, fazia o malfeitor em sua frente suspirar de desânimo ao ver em seus próprios atos, a encenação bem-arranjada …

você me mata, sabia?

August, com suas mãos quentes dos tapas que dera, em testemunha a cabeça decepada, encerrou com um abraço quente, tão comum, que fazia todas as damas da sala suarem em locais íntimos nos finais das matinés proibidas, que a sociedade tão bem moralizada consumia as escondidas, nas mais excitantes sombras.

vê você calada, soluçando em lágrimas, com essa cabeça manchado o carpete, me mata!

Fairy d’Bargeton: sucumbiu ao efeito charme e confusão!”

dá-me vontade de enfiar uma faca no seu peito e jogar seu corpo aos peixes, porém não, deixo você me matar …

Recompensa de missão oculta, luta de egos: Bônus de sadista!”

faça o que eu mando, deixe-me viver, e teremos assim um império aos nossos pés.

Bônus de sadista: Charme + 20, inteligência +10, concentração +20, força +4, agilidade +3”

em meus braços quentes, não aceito nenhuma resposta que não seja um sim.

??? – Nível 16

Força: 21

Resistência elemental: 20%

Agilidade: 26

Resistência a trevas: 20%

Inteligência: 80

Resistência a maldições: 80%

Resistência: 17

Resistência a venenos: 40%

Concentração: 90

Resistência a Confusão: 35%

Espírito: 110

Resistência a Charme: 90%

Charme: 100

///

o que me dizes?

Enrubescendo, Fairy se calou enquanto, do seu peito, batidas altas eram escutadas. Suas bochechas, vermelhas dos tapas pesados, parecia uma maçã, dando-a uma aparência bem mais jovem, por incrível que parecesse, enquanto seus lábios, que tremulavam em pavor e admiração incompreensível, respondia:

mata-me logo!

Com uma cabeça em cima da mesa que, sem mais sangue, deixava gosmenta o local onde se jantava, August segurava firmemente o pescoço da triste espiã que, calada, lutava contra a morte.

Sua sombra, pequena como uma criança, mordia e mordia a perna de August que nem piscava enquanto via as lágrimas caírem pelas bochechas rubras. Ela pediu então ele a mataria, sem pensar, sobre nada.

Aaaagh – Fairy tentava pronunciar, porém August não permitia, fazendo desmoronar, de repente, o corpo daquela que o investigava.

XXVI – A fênix!

Sem perceber, Fairy se encontrava no vale da morte, respirando o doce ar dos ventos que soprava na entrada dos portões dourados do Châteu’der’gütter. Ela sabia o que houvera, sabia o que aconteceria e, em seu íntimo, apenas se arrependia. Vendo a sombra que se mostrava nas escadarias, ela pensava em como o orgulho havia levado-a para a morte.

e agora, tudo está perdido! – ela pensava enquanto tomava no rosto os raios solares tão doces que a esquentava – Tudo pelo que lutei se perderá, fazendo toda minha família se dissipar no ar.

Fairy não era exatamente uma maga, proficiente no Flutcher. Sua sombra não crescia e, dentro daquele mundo onde a aristocracia maga deveria ser forte, ela não era nada além de uma bela menina. Seus pais, de uma família decadente, necessitavam de um herdeiro forte, corajoso, que fizessem os dar a volta por cima, por isso, um casamento fora arranjado.

se naquela época eu tivesse dito sim, tudo estaria agora num estado bem melhor – Fairy, que parava pra pensar um pouco, suspirava tristemente enquanto se lembrava – eu amei, mas amei errado … se eu tivesse amado certo, nada disso teria acontecido!

Fairy não era uma menina normal, pelo que ela lembrava, Fairy era uma menina bizarra, estranha, que colhia sapos como um menino, que brincava nos bosques como um menino, e amava meninas como os meninos. Por mais que ela se esforçasse como uma dama, seu amor as pequenas folhas era intransponível, que fazia-a suspirar dentro de sua redoma íntima.

se eu não tivesse sido, tão vulgarmente, pega com a Ms. d’Herum, não teria passado por tudo isso, brincando com selvagens em terras até ser morta por um demônio …

um demônio muito bonito ao seu gosto … – Em sua frente, sentado nas escadarias, Fairy via a si mesma, com um sorriso pervertido no rosto e com um olhar malicioso.

certas criaturas mágicas causam esse efeito …

efeito esse que você nunca sentiu, nem quando aquele príncipe bonito, que a senhorita casaria, beijava a sua mão!

não é assim …

mas é claro que é! Admita, sua orgulhosa, sua pervertida, aquele pequeno menino fez o que poucos, ou melhor, poucas fizeram na sua vida!

Fairy, que encarava Fairy, ficou sem saber o que responder. Seu orgulho gritava que era mentira, mas o seu eu dizia a verdade, causando ao seu consciente, um terrível choque.

talvez … mas ele é um selvagem, um estranho … um ninguém no fim das contas!

você fala isso porque não pode falar mais nada … decepcionante … acho que, se pudesse fazer tudo de novo, cairia na mesma vala. Você é uma orgulhosa, egoísta, pouco ambiciosa! Mas como uma nobrezinha rica … bem, acho que é inevitável!

– …

não fique quieta, me responda, reaja, com toda a nobreza que você teve, quando enfrentou aquele menino de frente, segurando o selvagem em seu colo, como se realmente tivesse uma faca em mãos! Hihihihi!

só quero … morrer em paz …

mas quem disse que você está morta?

XXVII – Fairy d’Bargeton!

Acordando subitamente em uma cama macia, Fairy via dos lençóis uma figura doentia.

vejo que está acordada … – August disse.

estou … – e Fairy respondeu, tentando buscar algo mais para falar.

então, está pensando melhor? – August continuou, enquanto se aproximava lentamente de Fairy, tentando seduzi-la de algum modo.

Ha … – Ela riu, com a imagem, enquanto afagava os cabelos de August – você é até pode ser um pirralho bonito, mas, no fim, é só um pirralho mesmo!

August, que ficava atônito com a fala, se calou enquanto franzia o cenho na frente da indigna espiã.

por que faz isso?

para descobrir a verdade …

o que isso quer dizer?

nada realmente …

Fairy se calou, enquanto agarrava seus joelhos. Ela não queria saber isso realmente, desejando falar algo; algo importante que fugia de sua boca sempre que tentava relembrar.

por que não me matou? – Fairy perguntou, enquanto olhava para um August distraído.

pensei ter deixado claro? Preciso de você …

então por que tantos joguinhos? Por que brincar tanto com tanta coisa?

porque eu também não confio em você …

Outra vez Fairy se calou, pensando no quanto aquele em sua frente era estranho, para não dizer, em palavras curtas, mau.

você é uma pessoa horrível …

talvez, mas acredito que o fim justificam os meios …

oh?

tudo de mau que eu faço será esquecido quando eu completar tudo o que eu quero, sendo as prequelas apenas um meio de chegar a minha plena ambição.

isso é horrível …

talvez, mas não é algo novo: conquistadores do passado criaram nações dessa forma, destruíram culturas, pegaram quase tudo que o sol toca. Os shidten são um belo exemplo.

mas você não é um shidten …

e precisa ser um shidten para desejar um império pra humanidade?

o que isso seria?

minha máxima sobre igualdade!

Fairy arregalou os olhos enquanto escutava o longo e apaixonado discurso de August que, com uma voz quase messiânica, levava o interlocutor a um orgasmo filosófico e político, como se, na sinestesia, August criasse mesmo, na mente daquela em sua frente, um mundo justo, de plena igualdade.

você é um louco – Ela respondeu no final – o que você diz é loucura!

por que?

por que? Criar uma nação para todos é criar um espaço pra ninguém. Unir um povo é diferente de unir todos! Khuroinis (N.A: Elfos), Kleinis (N.A: Anões), Shidtenis (N.A: Cidadãos) e Varbenênts são raças distintas, que se odeiam, de início ao fim, impossível de conviverem.

foi isso que você ouviu de seus reis? Pois se for, digo que está errada, com um exemplo que sintetiza bem meu ponto.

que exemplo?

Narny’tsöl, o império do deserto e da liberdade!

aquilo é um leito de Àrnisis degenerados que não se preocupam com coisa além do próprio bolso!

mas não deixa de ser um local onde todas as raças vivem juntas, comerciando e se matando!

esse império não pode ser considerado, o deserto é um lugar de exilados, de traiçoeiros, criminosos!

o que deveria fazer essa harmonia bem mais dificultosa!

Fairy se calou, pela terceira vez, tentando compreender as palavras daquele em sua frente.

Narny’tsöl é um antro de escravistas, malfeitores, todo tipo de escória! É isso o que você deseja?

Narny’tsöl grita que todos em seu império são livres para enriquecer, porém se esquecem que nem todos podem … uma nação para todos não tem ricos, mas, curiosamente, também não tem pobres!

isso é miserável …

você deve ser alguma mulher nobre, com certeza. Vivendo em grandes mansões, e tal. Creio que seria difícil para você vê o mundo da mesma forma que vejo.

E assim, Fairy se levantou da cama, calada, sem olhar para August, que não se inquietava, enquanto a via. Essa dama havia se lembrado do que queria falar, por isso, não se rendeu mais para as futilidades que se seguiriam numa discussão.

fui expulsa do reino de Jam’Auteûme (N.A: Sempre Outono) por ter feito coisas das quais não me arrependo, sendo tomada como espiã para ajudar o reino numa luta que perdura a uma década. – Fairy, pondo um colar, disse com um sorriso enquanto se voltava pra August – porém, não me iludo com falsas promessas (não sou tola pra tal), sei que dessa vida não sairei e assim morrerei, sendo que a única coisa que me prende, nesse momento, é o fato de que minha família ainda perdura, porém percebi, em suas palavras, que família é um conceito bem abstrato.

– …

dignamente, ajudarei você na sua luta, nada mais, nada menos, como num contrato, em troca, você me ajuda com uma coisinha …

August, percebendo a intenção das palavras, esboçou um sorriso terrível.

quer que eu destrua seu lar?

apenas!

Nota do Autor:

Desculpe a demora para lançar, fiquei pouco confiante com esse capítulo. Mas, enfim, espero lançar alguma coisa ainda sábado, ou no domingo. Estejam atentos.

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