GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

Capítulo XI – O Homem de Barro (Bhagä I)

XXXV – Saa’Tod!

Seguindo a rota das caravanas, o grupo de August já se aproximava de Saa’Tod, que é uma serra recheada com florestas densas e escuras, onde cachoeiras desciam ao som e alguns riachos passavam entre as pedras ao lado da estrada.

O grupo, que cavalgou apenas em algumas horas até chegar em tal, nem precisava descansar, visto que o caminho nas planícies era fácil para cavalgada e próximo, estando apenas a meio dia da Dorf’Verbant do Clã Fünder.

assim conseguiremos chegar na Dorf’Tod perto do entardecer – August pensava, enquanto cavalgava em alta velocidade na estrada larga, que permitia aos cinco cavalgarem lado a lado – e eu pensando que a mudança de terreno traria dificuldades, humf … acho que estou surpreso …

O grupo continuou a toda velocidade, deixando para trás apenas a poeira chutada pelos cascos daqueles robustos cavalos.

ei, fantasma – disse Xeni, enquanto mordia os lábios em algum tipo de mania nervosa – você trouxe dinheiro para a hospedagem?

Do lado, Khar’Sorim, que escutou Xeni falar, ficou um tanto surpreso com a curiosa pergunta, alertando-o sobre os seus próprios fundos.

eu não sei se trouxe para … mas, pelo menos, trouxe alguma coisa pra sobreviver – Ele disse, intrusivamente, chamando toda a atenção do grupo para a conversa, fazendo os dois mais ao longe, Bid’Sorim e Madchën’Gotvhin se alertarem também.

eu trouxe dois sacos de cobre, deve ser o suficiente … não? – Madchën’Gotvhin respondeu, conferindo os alforjes de seu cavalo.

talvez não seja – Bid’Sorim tinha um sorriso ‘encantador, enquanto respondia – sabe, essas hospedarias no meio do nada podem custar uma fortuna, se é que me entendem.

hã?!

se for assim estou ferrado, devia ter pedido mais dinheiro a minha äiti (N.A: Mãe).

concordo!

Naquele momento, todos começaram a reclamar sobre as suas moedas, até que, o tipicamente mudo August, decidira falar algo em prol da animação geral.

não se preocupem com isso, vamos rachar um quarto de todas as formas – ele disse, tomando as atenções para si – ou, no pior dos casos, podemos acampar no campo de qualquer maneira.

O grupo, que antes estava um pouco borbulhante, se acalmara, sendo que Kharim e Madchënit foram aqueles com os suspiros de alívio mais longos entre todos.

o capitão parece ter todas as respostas, para tudo … que maduro – porém, mesmo com tal prática solução, Bid’Sorim ainda retrucou, fazendo August olhá-lo com alguma raiva.

Era desde de um tempo que esse personagem já atentava contra a paciência de August, tomando para o mesmo uma raiva bem destrutiva contra aquele.

então você deve ter uma sugestão melhor? – August então disse, enquanto segurava a espada em sua bainha – se tem, diga para nós, engenhoso e inteligentíssimo Bidorim (N.A: Abreviação de Bid’Sorim).

Aos sorinis do grupo, que já observavam bem o atrito, uma estranha vontade de camaradagem, pelo menos para Bid’Sorim, que possivelmente poderia sofrer, caso assim quisesse o fantasma torturador que também era o Akhmad do grupo.

deixa ele para lá, ele só está aqui por conta do tio dele! – tentou acalmar, Khar’Sorim, que soava frio com algum tipo de nervoso estranho..

é, liga muito para ele não … – continuou Xeni, com um mesmo sorriso, enquanto acenava com a mão, indicando para que August relaxasse de alguma forma.

não me importo de todo, os motivos do qual estou, do qual não estou … – todavia, Bid’Sorim também respondeu, com um sorriso amarelado, podre, que fazia August o matá-lo, pelo menos, em pensamento – … porém acho melhor todos ficarem calados, sabe, pra não morder a própria língua enquanto cavalga!

ótima dica, querido Bidorim – August, que plenamente segurava sua raiva, respondeu, por fim – vamos colocá-la de pauta pelo resto da viagem! Então, sem estalada de língua para o coleguinha do lado, escutaram?

Com a resposta, todos se calaram, já que, em vista desta, a raiva exalada era facilmente visível, fazendo todos pensarem duas vezes antes de estalar suas línguas para qualquer um do lado, tornando o resto da viagem até a Dorf’Tod extremamente silenciosa e maçante!

XXXVI – Dorf’Tod!

Ao lado da estrada que levava as rústicas caravanas ao seu caminho, uma entrada feita com arcos entrelaçados de madeira que se levantam em mais de dez metros de altura, enrolados com algum tipo de corda amarelada, que caía, parecendo uma cortina de lantejoulas, se via com alguma curiosidade pelos membros daquela equipe de exploração, que paravam ali em frente.

a vila está fechada para estrangeiros? – Kharim perguntou, preocupado, vendo aquela cena. Como um Varbenênt treinado, ele reconhecia alguns sinais que aquelas cordas representavam.

um Dürg’Hem morreu um dia desses, acho que é apenas luto …, não gravei as cores … – Xeni continuou, mordendo sua unha. Ela tinha muitas manias quando pensava.

eles estão em estado de emergência … – finalizou o pensamento Madchënit, entrelaçando os dedos em alguma timidez peculiar, porém que combinava bem com o seu estilo em geral.

August que observava aquela, pensou:

os sistemas de cores é um protocolo ancestral adotado pelas vilas, sendo as cores branca de casamento, preto de luto, verde para festas e comemorações, amarelo como emergência e vermelho é emergência total. As cores são apenas representativas, a não ser em estado de emergência, onde as cordas mágicas sãos postas … isso quer dizer que … – August levantou os braços, em sinal de paz, fazendo todo o seu grupo olhar aos arredores, de forma assustada – uma batalha está prestes a se desenrolar por aqui, logo: fechados sob lei marcial, ótimo!

quem vem lá – uma voz saída de lugar nenhum falou – se apresente!

sou Bae’Sorim, Akhmad da primeira equipe de exploração da Fünder’Dorf’Verbant – August respondeu, num grito, enquanto tirava do alforje de seu cavalo, um pergaminho, abrindo-a ao ar e revelando seu conteúdo ao vento – somos aqueles que explorarão as ruínas em Agui’Us, nossa equipe fora formada para tal.

Da mata que se estendia ao lado da estrada, homens esbeltos, de rostos limpos e cabelos claros, saíam, armados com arcos e dardos, prontos para atirar, em qualquer momento, no grupo que se apresentava.

Khuroinis foram vistos vagando por essas partes e uma batalha pode ser travada a qualquer momento … – Disse um dos homens, que se apresentava no meio daqueles armados, aparentando ser o chefe – … porém, mesmo assim, permitiram sorinis vir a esta parte. Não me importo, como um Varbenênt, vocês são fortes, mas ainda é perigoso ficar por aqui. Esvaziamos a vila para batalha, tendo nenhum agrótes ou astikís (N.A: Civis), tendo apenas nós, plemistís. Aqueles que não podem lutar foram para vila principal e mesmo que vocês possam, bem … ainda são sorinis, e a função de sorinis é apenas aprender, então … vazem …

Escutando tal frase, August balançou a cabeça, porém, em sua mente, uma pergunta não o calava, e esta tal era esta:

Uma guerra entre Khuroinis e Varbenênts? Isso não deveria causar alguma euforia? Como então tudo pode está tão silencioso sobre o assunto? Nenhuma menção na Dorf’Verbant, nada … será que …

pensando sobre a guerra? – Ainda na sua frente, o homem disse, com um sorriso – você tem cara de quem pensaria sobre o assunto. Bem, nossa vila e os Khuroinis são inimigos a algum tempo, batalhas são travadas o tempo todo, não precisa se preocupar!

como não – August falou, num sussurro, enquanto seu pensamento vazava de sua mente – você está lutando contra uma raça inteira, isso não deveria ser um motivo pra se preocupar …

Com o fim da frase, que apenas aqueles que estavam próximos ouviram, uma risada, que deixou o aflito August com cara de tonto, por um momento.

você está certo pois nossa fala está errada – o homem disse – mas antes de entrar nesta, venho lhe falar, jovem Bae: meu nome é Leafi’Tod e sou o Dürg’hem desta vila afiliada ao Clã Fünder. Os Khuroinis, assim como nós, são divididos em Clãs e vilas afiliadas, sendo nossa luta, a da Dorf’Tod, contra a vila afiliada chamada Pänë’Gäva, nada que cause uma real comoção no mundo dos exilados.

August compreendeu por fim, com essa pequena explicação. Ele era esperto o bastante para admitir que já imaginava algum tipo de organização entre as outras raças, por mais que não soubesse de fato o todo.

então – Leafi’Tod continuou – Agui’Us continua por essa estrada. Cavalguem por todo o dia que tem uma clareira usada para caravanas a frente. É relativamente seguro e bastante longe da batalha, por isso, vão!

realmente, sequer podemos descansar na vila por hoje? – August perguntou, com o seu melhor sorriso amigável, tentando convencer aquele chamado Leafi’Tod …

isso vai ser impossível! – … Que no entanto, não se deu por convencido no fim – amanhã essa vila pode está em chamas com a batalha. Khuroinis são famosos por convencer espíritos da natureza a ficar em seus lados, por isso, muita mágica será despejada aqui. Sorinis podem morrer, o que magoa o coração dos Varbenênts.

então me retiro – August desistiu, com a resposta, um tanto decepcionado. Ele no fim desejava ver a batalha, por mais perigoso que fosse. Ele desejava experiência militar de alguma forma … – obrigado por todas as informações e avisos, espero que seja vitorioso em sua batalha!

digo o mesmo! – O homem gritou com um sorriso – espero que não morra nessa questãozinha infante. Lembre-se: se perder um braço, morre em batalha!

obrigado … Bidorim, Xenit, Madchënit, Kharim, vamos!

E assim, o grupo voltou a cavalgar pela larga estrada.

XXXVII – Ao redor da fogueira!

O grupo continuou por toda aquela tarde até se encontrarem na dita clareira, que tinha uma enorme árvore, parecida com um salgueiro, às margens de um rio não visto até aquele momento.

August não estranhou o lugar de todo, já que se mostrava bem acolhedor e bonito, parecido com um cenário descrito num livro que naquela hora ele se esquecia.

pelo sol, temos duas horas até o anoitecer, sendo assim, vamos nos focar em pegar alguma lenha e água, além de, se possível, tentar fazer uma pesca. Acho que muitos aqui desejam comer alguma comida quente antes de chegarmos em Agui’Us, não estou certo? – August disse, enquanto dava uma longa inspirada naquele ambiente fresco.

essa é uma ótima ideia, porém não estou certa se quero me molhar … – Xeni disse, com os braços cruzados, aparentando estar impassível.

não se preocupe com isso, é só tirar sua armadura de todo – Bid’Sorim, no entanto, a respondeu com um obscuro sorriso, mostrando sua inocente perversão.

não seja bobo, Bidorim, mulheres não gostam de ficar se mostrando por aí … – Kharim gritou, afagando os cabelos de Bid’Sorim com um sorriso, parecendo até um irmão mais velho carinhoso.

talvez eu até me mostrasse – Xeni continuou, mostrando um sorriso bem sarcástico a sua beleza berrante – mas não com vocês por perto!

Madchën’Gotvhin, que estava ao lado de Xeni, não entendeu de primeira, tentando pensar um pouco nas palavras de sua amiga, até que …

oh! Xenit, como fala isso … – ela puxava as bochechas um pouco bronzeadas de Xeni com um rosto sério – se eles entendessem errado … pelos deuses, o que aconteceria se eles pensassem errado?

eles estariam bem certos! – Xeni respondeu com um sorriso, enquanto contra-atacava a amiga, atirando suas mãos na bochecha dela também.

August que via, se sentia um pouco depressivo. Como a pessoa com a maior idade mental entre todos aqueles em seu lado, ele se sentia um pouco drenado. Lidar com todas essas personalidades era exaustante em seu pensamento.

meninas, podem ir colher os gravetos … deixa que eu e Kharim cuidamos dos peixes! – August respondeu, segurando sua cintura e mantendo um sorriso, tentando se mostrar confiante, de alguma forma – Bidorim pode levantar o acampamento, coisa que eu até deixaria para esse maninho aqui, se ele não fosse tão bárbaro com as mãos!

bem sincero, pequeno fantasma – Kharim respondeu, ainda com o típico sorriso – sinceridade essa que causa inveja!

Olhando para aquilo, Bidorim estalou a língua, em alguma raiva não compreendida, que apenas psicólogos bem formados poderiam interpretar bem.

eu poderia ir pescar, no fim, se você trocasse de lugar comigo, correto – Bidorim perguntou, escancarando um sorriso falso – se é assim, prefiro me molhar um pouco do que ficar aqui, às moscas!

August olhou para o ser em sua frente, vendo que ele apenas queria retrucar gratuitamente, em algum prazer obscuro. Sem se preocupar de todo, ele tentou responder o mais calmamente possível. Não seria bom mais discussões, e como uma pessoa madura, engolir um pouco do orgulho em prol do bem-estar geral era bem aconselhável na situação.

se assim deseja, não vejo problema … – ele começou falando com um sorriso, bem brilhante, repleto de vontade – … as noites na serra são frias e se molhar pode ser um pouco problemático no fim das contas.

Bidorim não ficou bem satisfeito com a resposta, se tremulando como se fosse o errado, vendo se partir a glória de alguma discussão que pudesse surgir.

se é assim – ele disse um pouco hesitante – vamos Kharim, pegar mil peixes para o nosso banquete!

Do outro lado, as meninas tinham um sorrisinho estranho, complacentes se fosse deduzir, enquanto via partir os dois em direção ao rio.

não fique assim com Bidorim – disse Madchënit, como uma irmã mais velha bem preocupada – quando o chamei para essa questão, ele não parecia bem-disposto, acho que ele está zangado por tal, no fim das contas …

vocês são amigos de longa data? – August perguntou, revelando um embranquecido sorriso.

oh sim, somos amigos desde os tempos de acampamento oculto, era engraçado pois ele sempre foi bem fraquinho naquela época por ser bem baixinho … – com uma expressão leve, ela se admirava falando aquelas palavras – porém quando cresceu, bem, vamos dizer que ele conseguiu um bom lugar entre as pessoas de lá.

entendo, bem … vocês trouxeram hastes? Para montar acampamento …

*

Na chegada da noite, onde uma enorme lua iluminava os arredores, junto com as estrelas e os vaga-lumes que pareciam brotar das flores vermelhas do salgueiro, uma fogueira que consumia gravetos negros, deixando subir, ao espalhar, belas fagulhas carmesins, que crepitava.

Nela uma grelha improvisada, feita com alguns gravetos, que sobraram, fincados ao chão, com outros sobre, para fazer uma superfície suficientemente boa para impedir os peixes pescados cair diretamente na fogueira, assava ali.

Bidorim, você é péssimo pescando – Kharim, que se secava ao redor daquela fogueira, dizia levemente, enquanto dava um soco fraco no braço de Bid’Sorim, que se sentava bem confortável ao longo.

August, que estava agachado virando os peixes, tinha um terrível sorriso que bem poderia ser confundido com um belo, o que quer que fosse, dada a obscuridade do mesmo.

isso é ótimo – do outro lado, perto de uma cabana feita de pele embranquecida e perfumada de eben’wülve, Xenit falava enquanto engolia algumas frutinhas semelhantes a pequenas uvas – temos muita lenha pra pouco peixe, mas não reclamo … tenho frutinhas para me alimentar bem, assim como Madchënit, seus fracos.

vocês deram bastante sorte de achar kókkinas nesse bosque – August falou, com o mesmo sorriso, enquanto voltava sua visão para elas – fico mais grato ainda por ter trago bastante para um pequeno piquenique!

ah é? Vocês fizeram isso sem nós? – Kharim, que aquecia suas mãos geladas perto da fogueira, disse com um rosto cênico, tentando parecer triste – não sabia que só o pequeno fantasma era o preferido aqui!

se tivessem mais, não haveria nenhum – Bidorim respondeu, sarcasticamente.

é! Faz sentido! – Kharim, desfazendo o rosto cênico, respondeu outra vez com um sorriso alegre – agora estou com inveja de você pequeno fantasma!

não foi grande coisa – August respondeu – vocês que estão colocando fogo onde não devem.

Madchënit corou, com a frase, fazendo Kharim rir.

o fantasma nega, eu entendo – tirando um peixe da grelha, com sua espada pálida, Kharim disse – Modnoos’Sorim bem que me avisou que nosso Ás já está bem comprometido! He He He!

oh, então isso é verdade mesmo? – Xenit, que se aproximava da grelha improvisada, perguntou, sorrindo vivamente – bem, isso vai deixar um punhado de daichins bem irritadas.

e pensar que esse fantasma realmente seria popular! – Ao lado de Xenit, Bidorim falava, com um sorriso tosco – será que ele fará um harém, como os Dürg’heminis ao sul?

não me importaria de dividir ele com algumas – Com a boca cheia, Xenit falou – desde que ele não se importasse com o meu harém de cavaleiros, é claro! He He He!

Xeni! – Madchënit disse, apertando fortemente as bochechas de Xenit – não fale essas coisas assim, você pode ficar mal falada!

para com isso, uma rainha não se importa com o que as pessoas falam! – Xenit continuou, contra-atacando Madchënit com as mãos – como rainha do mundo, domarei os maiores plemistís, Dürg’heminis e daichins ao lado do maior guerreiro!

Ao redor da fogueira, todos riram com a afirmação louca de Xenit.

uma grande rainha não pode ter o maior guerreiro – Kharim falou, com um grande sorriso conquistador – os dois lutariam sem parar, o tempo todo.

isso é verdade Kharim – ao lado dele, Bidorim falava colocando alguns gravetos para alimentar as chamas – tipo a história de Vasílissa der Pikrágia e Ippótis der Aqueor.

a história do cavaleiro vindo das águas que, após matar a maligna Jaga’Chelóna que dissipava as chamas do inferno, assassinou sua noiva nas águas de seu lar? – Xenit dizia, sem entender o que falava.

ele não assassinou – August corrigiu – ela morreu pelo seu amor. É como uma metáfora, sabe: nem sempre podemos ficar ao lado de quem nós amamos … entende?

oh, vendo assim é tão bonito! – Xenit se abraçava – concorda comigo, Madchënit?

é … – Ela balançou a cabeça confirmando.

espera – Kharim tinha um ponto de interrogação no rosto – eu não entendi a relação, Bidorim?

ela era a rainha do inferno que se permitiu casar com o cavaleiro das águas, como não entendeu a relação? – Bidorim respondia com um sorriso.

Bidorim está falando que rainhas e guerreiros são de mundos diferentes, Kharim – August decidiu responder também, atenciosamente – onde a relação entre ambos apenas causa a destruição mútua.

ah é? – Kharim tinha um rosto bem confuso com a resposta – isso não faz muito sentido.

para nós não, Varbenênts – August continuou, pegando da grelha improvisada, também, um peixe – agora para as outras raças …

oh! Você é bem esperto, fantasma! – Xenit gritou, ao bater de palmas – não me admira sua capacidade de fazer tantas pessoas te admirarem.

bem, quem fez a relação foi Bidorim, não eu.

modesto desta forma também, ótimo!

Madchënit e Bidorim, que lá viam a cena, se irritaram, por um pouco, tentando desviar a visão daquele flerte bobo.

August, felizmente viu, entendendo de vez, o ódio tão infundado daquele em sua frente contra ele. Era assim, ele imaginava, porém, inevitável.

você deveria reparar mais nas pessoas que já gostam de você – August respondeu, como o cavaleiro que é.

pra que, se posso te convencer!

o clima está ficando estranho! – Kharim por fim gritou – vocês poderiam parar de flertar por aqui, nós não curtimos ficar observando isso.

verdade … deveríamos dormir! – August por fim respondeu, se deitando naquele chão gélido, mas que, por algum motivo, era terrivelmente confortável.

agora? – no entanto, Kharim perguntou, demonstrando outra vez sua incompreensão.

vamos acordar antes do amanhecer, quero chegar nas ruínas tão logo posso, para, pelo menos, ter alguma ideia geral do que acontece.

se você diz, então não me importo!

Assim, as chamas se apagaram, os corpos se recolheram, e todos caíram no profundo sono, até que …

Anúncios

8 comentários em “GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s