Histórias de um Mago arco 4: Capítulo 23

Boss Vs Boss Final!

 

 

 

Ponto de Vista Lyam

 

 

O céu era preenchido com nuvens escuras. Trovões e raios cortavam o horizonte, liberando clarões deslumbrantes.

Lá estava ela, parado no meio do ar, apoiando o majestoso machado de guerra Astral nos ombros. O cabelo branco-azulado de Ellena e seu belo vestido escuro escamado, tremulavam sob o forte vento que agitava o mar.

Ela me encarava com aquele par de olhos esmeraldinos, em sua verdadeira forma; uma mulher adulta de corpo curvilíneo.

Ela exalava uma aura dominadora e selvagem.

Sinceramente, vendo ela na forma adulta, instigou as chamas da luxúria dentro de mim. Tudo que estava em mim mente naquele momento era leva-la para cama e fazer amor selvagemente por dias.

― Ei, garoto não me olhe com esses olhos cheio de luxúria! ― ela gritou, apontando o machado de guerra para mim.

― ….Não precisa agir tão tímida, logo você será minha mulher!

― Humpf! ― ela bufou friamente. ― Corte o papo furado. Se desejar o corpo dessa rainha, vai ter que me derrotar. Agora vamos lutar!

Os cantos de seu lábio se ergueram em um sorriso cheio de prazer – o sorriso de um predador visando sua presa.

Não trocamos mais palavras desnecessárias.

Hoje finalmente decidiremos quem se sentaria no trono de Argus.

Não há democracia.

Os fracos não tem escolha.

Mesmo que não seja declarado abertamente, desde os tempos primordiais da civilização humana, o “poder” sempre foi o fator determinante para dizer quem estava certo ou errado. Quem seria rei ou um plebeu. Qual Deus seria adorado ou Demonizado.

Em nosso duelo não seria diferente.

O mais forte irá reinar, enquanto o mais fraco irá se curvar.

Ela permaneceu imóvel como uma montanha, esperando que eu atacasse – obviamente ela estava confiante de sua vitória.

―【Chamas de Muspelheim】!

Eu dei um passo para frente e sob meus pés surgiu um grande círculo mágico vermelho, expandindo-se rapidamente até alcançar a rainha. Do círculo mágico vermelho nasceu uma tempestade de fogo ardente, avançando em direção da dragonesa como uma tempestade de magma.

O calor mortal que nasceu da tempestade de magma alcançava as ondas furiosas do mar de Éxallos, fazendo a superfície borbulhar, lançando colunas de vapor para o alto.

As Chamas de Muspelheim era uma magia que transcendia todas outras magias atributo fogo.

Essa era uma magia de alto nível capaz de incinerar países e impérios.

― Nada mal, mas não será o suficiente.

Ela continuou parada aonde estava e de seu corpo exalou uma aura extremamente fria, liberando uma densa neblina glacial que avançou pelo ar como um dragão feroz, trazendo sob suas asas uma tempestade de gelo e neve, confrontando a tempestade de magma.

A colisão das tempestade de fogo e gelo criou redemoinhos de poder mágico, evaporando e congelando as ondas furiosas do mar de Éxallos.

Metade do céu se tornou um inferno de fogo e a outra metade um inferno de gelo e neve.

Em pouco tempo o calor infernal e o frio glacial foram dissipados juntos com ambas magias de alto nível.

― Agora que os cumprimentos foram trocados, garoto, a brincadeira acaba aqui! ― seus olhos paqueradores agora estavam cheios de intenção de matar que fez todos pelo de meu corpo arrepiar. ― Saque sua arma e venha com intenção de me matar, caso contrário você não terá menor chance!

Imerso em uma alegria vinda do fundo do meu coração, não pude evitar de torcer meus lábios em um sorriso assustador.

― Se esse é o desejo de minha rainha, não ouso desobedecê-la!

Materializei em minha mão o Segundo Salmo, Ars Notoria, Prisão Heroica.

― Me pergunto como você irá enfrentar minha hoste celestial mufufufuf!

Nossos ataques anteriores eram somente uma troca de cumprimento.

A partir de agora começaria a luta real.

Se isso fosse um jogo, então essa seria a fase final.

Mas ao invés da batalha final ser travada entre o herói contra o chefe final, seria uma luta entre dois chefes da fase final.

Era esse o nível de nossa batalha.

 

 

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(Magusgod: A partir daqui a história muda para terceira pessoa)

 

Em um piscar de olhos, com uma velocidade que faria até um relâmpago parecer lento, Ellena avançava em linha reta balançando seu machado com as duas mãos, cortando todos anjos em seu caminho.

Assim como um enxame de abelhas, 500 anjos se atiravam contra a dragonesa, brandindo suas espadas de fogo. Atrás deles seguiam 100 arcanjos lançando poderosos raios de luz solar.

Mesmo sendo bombardeada por magia sagrada e atacada de todos lados, a dragonesa avançava imperturbável com um sorriso de prazer em seus lábios – o sorriso de um adulto que não se importa com as brincadeira de uma criança.

Desde o início Lyam sabia que era inútil utilizar eles contra Ellena, mas mesmo assim não pode deixar de ser impressionar com a velocidade que ela derrotava suas invocações.

Ela não estava usando técnicas marciais ou magia, apenas balançava seu machado utilizando a força física natural de um dragão.

Como esperado de um dragão, pensou Lyam com louvor. Em uma batalha direta contra ela, não serei seu oponente. Como Chaos Ruler, minha magia é meu forte, mas contra um oponente como Ellena é inútil. Dragões naturalmente detém vigor e uma força opressora e grande resistência a ataques mágicos….Em uma batalha de resistência ela tem vantagem…Ela literalmente é como um tanque de guerra….Felizmente, tenho meus truques para lidar com ela.

Assim que Ellena lidou com os últimos anjos, Lyam convocou três Serafins Imperadores – humanoides gigantescos de mantos brancos, doze asas exalando luz sagrada, tingindo os arredores de branco.

Um dos Serafins Imperador atacou a dragonesa com seu cetro, enquanto os dois restante tomaram distância, lendo a tábua de escrituras sagradas, iniciaram um cântico angelical.

― O que pretende fazer? ― perguntou Notória mentalmente para ele. ― Mesmo que você pudesse invocar os cinco senhores da luz, seria inútil. Apesar dela estar lutando com a força de um Quase-Dragão Verdadeiro, mesmo que dez deuses verdadeiros a enfrenta-se não seria o suficiente para derrota-la! Por esse motivo que a raça draconiana carrega o título de raça mais forte do multiverso!

Lyam sorriu amargamente.

― Eu sei.

― Então por que a desafiaste? ― perguntou Notória com perplexidade

― Por que eu a desejo e a quero como minha mulher. Mesmo que as chances estejam contra mim, vou lutar e provar que sou digno de ser seu homem. Simples assim.

Claro, Lyam tinha planos para Argus, mas isso era um objetivo secundário. O que ele realmente estava apontando desde o inicio era fazer Ellena sua mulher.

Enquanto Lyam traçava seus planos, Ellena trocava golpes contra o gigantesco Serafim Imperador. Embora Ellena fosse bem menor, ela tinha a vantagem no combate. Impulsionado por sua força natural, os golpes de seu machado quando colidiram com o centro do Serafim Imperador, empurrava-o para trás.

No mesmo instante os dois Serafim Imperador terminaram o cântico, atingindo Ellena com um pilar de luz que desceu do céu, tão brilhante que tingia os arredores de um branco ofuscante.

Embora o ataque durasse apenas poucos segundos, a sensação era de que havia durado vários minutos.

― Foi um bom aquecimento kukuku!

Quando a luz cessou revelou a imagem intacta de Ellena sorrindo zombeteiramente.

― ….Se essas pequenas batatas fritas são tudo que você tem, vou te dar um gostinho do poder dessa rainha! Ahhhhhhhhh!

Ellena entrou em posição de combate, erguendo o machado acima da cabeça. Com um grito ela concentrou seu poder magico no machado, fazendo todo ar ao seu redor tremer e rachaduras como teia de aranha surgir na camada do tempo-espaço.

Ellena balançou o machado para baixo cortando o ar.

Esse golpes parecia simples, mas foi acompanhado por um forte vento, uma tempestade de vento, cortando o mar abaixo e o dividindo em duas partes.

Os três Serafim Imperadores projetaram um escudo de luz divina, tentando bloquear o avanço da tempestade de vento. No entanto, o escudo de luz divina foi quebrado com facilidade e os três Serafim Imperadores foram rasgados em pedaços pelo vento cortante, como se fosse folhas secas diante um vento forte.

Ao ver aquela cena o coração de Lyam tremeu de assombro.

Por mais que os Serafim Imperadores não fosse um jogo para Ellena, eles deveriam ter pelo menos aguentado por alguns minutos!

Vendo a sombra da morte na tempestade de vento, Lyam guardou Notória e materializou com urgência uma foice com a lâmina carmesim coberto por aterrorizantes ondas de chamas caóticas.

Um simples olhar deixava claro que não era uma arma comum.

O nome dessa terrível Arma Astral era: Foice da Morte Absoluta, Samael!

Para escapar da tempestade de vento destrutiva, usou a habilidade da foice da morte <Teletransporte Espacial>. teleportando-se para fora da trajetória do ataque.

― Não escapará tão fácil, garoto kukuku!

Rindo gostosamente, ela balançava o machado freneticamente, criando redemoinhos contendo um poder destrutivo ilimitado.

Um único olho para os redemoinhos de vento foi o suficiente para saber que ele não poderia lutar contra e nem resistir. Havia um poder antigo dentro dos redemoinhos capaz de cortar a camada do tempo-espaço e rasgar qualquer ser vivo em pedações facilmente.

Lyam esquivou dos ataques calculando sua trajetória e, usando < Teletransporte Espacial>, surgiu bem atrás de Ellena golpeando-a com a foi repleto de chamas destrutivas.

Ellena se virou, brandindo o machado, interceptando o ataque de Lyam.

*Clank! Bom! Clank! Bom! Clank! Bom!*

O som de metal batendo contra metal reverberava pelo céu, seguido por som de trovões ensurdecedores, explodindo sobre a superfície do mar.

Cada golpe trocado era como a colisão de estrelas, produzindo faíscas deslumbrantes como fogos de artifício.

Em dez minuto eles haviam trocado centena de milhares de golpes.

No último golpe Lyam se afastou, respirando pesadamente.

Sua roupas eram agora esfarrapo e era possível ver cortes em várias partes de seu corpo – cicatrizando-se em uma velocidade sobre humana. Seus braços estavam dormentes e sua mão tremia sem parar por causa dos ataques tirânicos de Ellena.

Embora sua aparência fosse um pouco miserável. Havia evitado o pior cenário. Por que um único movimento em falso e ele teria sido rasgado em pedaços.

― Faz muito tempo desde a última vez que alguém durou tanto contra mim em uma luta. Sinceramente estou bastante surpresa….Mas com esse nível de poder você não tem a menor chance de vencer kukuku.

Ellena olhava suavemente para Lyam, não eram olhos apaixonados ou te preocupação, era apenas o olhar de compaixão do forte para o fraco.

― Vejo que estou sendo subestimado…Hehehe.

Após dizer essas palavras sua aura mudou completamente e começou a irradiar para cima uma aura caótica. Lyam canalizou essa energia para foice da morte e ativou o efeito de área <Micro-Buraco Negro>.

Pouco metros de distância de Ellena o ar foi distorcido e um pequeno ponto negro surgiu, devorando tudo ao seu redor com um poderoso vento de sucção.

A água do mar começou a fluir em direção ao buraco negro, assim com as nuvens ao redor.

― Oh….Isso vai ser um pouco problemático…

Ellena utilizou todas suas forças para tentar escapar do micro-buraco negro, mas no máximo conseguia manter-se longe o suficiente para não ser feita em pedaços pela singularidade. Não importava o quão poderoso fosse uma raça era impossível não receber dano ao receber ataque de magia espacial.

Entre todas magias conhecida no multiverso, Magia de Tempo-Espaço eram as mais poderosas. Torcer o espaço ao redor, banir um adversário no vácuo existencial, viajar pelo tempo e dimensões, tudo isso era possível para aqueles que dominaram Magia Tempo-Espaço.

Ah, não tenho escolha…Vou ter que lidar com esse micro-buraco negro…

Depois de um longo suspiro, Ellena guardou seu machado astral e alterou sua forma para um imenso dragão de escamas puro branco. Ao invés de fugir, golpeou o ar com suas poderosas asas e voou em direção ao micro-buraco negro, agarrando a singularidade com uma das garras.

― Guhhhh….

Ela gemeu de dor sentindo como se sua mão estivesse sendo triturada por mil lâminas.

― Ahhhhhhhhh! Quebreeeeee!

Soldando um poderoso rugido, ela derramou uma vasta quantidade de poder dragonico na mão, suprimindo a poderosa singularidade até dissipa-la completamente.

A corrente de água de mar que estava sendo absorvido pelo micro-buraco negro, caiu de volta para o buraco que havia surgido na superfície do mar assim que o poder sucção desapareceu.

Lyam olhava atordoado para Ellena como se não conseguisse entender o que tinha acabado de acontecer.

―…Como…

― É muito simples, garoto ― disse a rainha com sua voz de dragão. ― Embora seja arriscado, é possível anular uma singularidade com um poder ainda maior. Um poderoso Arquidragão como meu pai pode suprimir uma singularidade desse nível com apenas um rugido.

Sua pata que havia agarrado a singularidade estava em um estado terrível, escamas quebrada e seu sangue fluía sem parar.

― Essa é minha primeira vez….Que recebo uma ferida em uma batalha…Agora, vamos terminar esse duelo com uma batalha entre dragões…Venha com todo seu poder em sua forma draconiana!!!! Roaaarrrrr!

Ellena soltou um poderoso rugido e voou em direção de Lyam.

― Certo! Roaaarrrr!

Lyam rugiu e seu corpo irradiou chamas dourada que se elevaram para o alto. O turbilhão de chamas dourada cresceu até ele se transformar em um imperioso dragão de escamas dourada. Flutuando sobre sua cabeça entre os chifres, havia uma coroa que exalava um ar de majestade.

Seus três olhos – três lagoas azuis com três ondulações de linhas negras entrelaçadas, e no centro, três estrelas dourada formando um triângulo – encaravam a forma draconiana de Ellena.

― Vamos dançar! ― rugiu a rainha, jogando seu corpo para trás e ao mesm tempo soltando um jato de ar frio congelante.

Em resposta Lyam jogou seu corpanzil para o lado, esquivando do jato de ar glacial. Suas asas golpearam o ar com mais força e disparou como uma flecha de ouro flamejante para cima do paredão de nuvens escuras, sendo banhado pela luz do sol.

Ellena o perseguiu como uma flecha de gelo, congelando a superfície do mar e em um piscar de olhos o ultrapassou, ficando acima dele, abrindo suas asas translúcidas contra o sol.

Sob os raios de luz solar suas escamas brilharam como diamantes.

Ela fechou as asas e mergulhou em direção ao dragão dourado, golpeando com força. Seus corpos se entrelaçaram em meio ao ar, caindo em queda livre, conforme um tentava morder ao outro.

É assim, entrando em uma dança mortal de fogo e gelo, eles lutaram por três dias e três noites até ficarem sem forças para lutar.

Durante o período de tempo em que eles lutaram. Na costa do reino Argus, flutuando sobre os penhascos e ondas furiosas do mar de Éxallos, Anna e os membros de seu clã estavam alinhando em fileiras, cantando, mantendo uma super barreira mágica que abrangia milhares de quilômetros da costa. Protegendo a prospera cidade portuária, Lunaghor e o território do ducado de Nótus das gigantes ondas que golpeavam com força a formação.

Anna não podia deixar de se impressionar com o poder das ondas gigantes resultantes da colisão entre aquelas duas imponentes montanhas; vestido de um manto de ouro e outro de diamantes; asas que cobrem o sol e ao golpear o ar era como tambores de guerra; rugidos que fazem a terra estremecer e as montanhas entrar em colapso.

Essas montanhas brilhantes batalhavam a milhares de quilômetros da costa, mesmo assim, o poder das ondas de choque era capaz de devastar toda costa litoral.

Eles eram a encarnações viva de uma calamidade.

Sozinhos, Anna e os membros do meu clã Asas da Tempestade, não eram o suficiente para manter a barreira. Eles recebiam o auxilio de inúmeras naves mágicas de guerra e todos magos áreos da Ordem dos Argonautas.

Esse evento foi presenciado por inúmeras pessoas ao redor da costa, histórias sobre a luta entre o Mago Santo e Dragonesa do Gelo e da Neve foram espalhado pelos bardos na tavernas.

No futuro essas histórias se tornaria um dos maiores mitos sobre a criação do reino.

No dia 7 do mês 2 do ano de 567 a Era Santa chegou ao fim.

A luta pelo trono de Argus havia sido decidida.

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