Histórias de um mago arco 4: Capítulo 24

Conclusão da Batalha!

 

 

 

Ponto de Vista Lyam

 

 

 

Incapaz de mover meu corpo, estava deitado na areia, assistindo as ondas do mar indo e vindo sob a luz do céu estrelado.

Pela primeira vez desde que me tornei um <Chaos Ruler>, estava completamente exausto, sentido cada parte do meu corpo doer.

Eu não estava sozinho. Ellena estava ao meu lado, seu grande seio subia e descia por causa de sua respiração pesada, exausta, incapaz de se mover.

― É minha vitória!

Declarou Ellena pela enésima vez.

― Não. Obviamente é minha vitória!

― Errado, olhe para seu estado! Você levou uma surra dessa rainha!

― Você também! veja seu estado! Você sofreu mais dano!

Ellena era muito mais forte do que eu imaginava.

Essa luta serviu para abrir meus olhos e vê-la sob uma nova perspectiva.

Ficamos em silêncio olhando o céu estrelado.

― Querida?

― Não me chame de querida! ― ela gritou histericamente. ― Você não me derrotou!

― Mas também não perdi, certo? Nesse caso é minha vitória!

Na verdade era para eu ter perdido a luta.

Seja em questão de força,vigor e poder mágico, Ellena era completamente superior a mim. Era uma luta impossível de vencer. No entanto, sempre que estava prestes a perder, queimava a imagem do corpo voluptuoso de Ellena na minha mente, imaginando todas coisas eróticas que faria com ela na cama. Por essa razão, sempre tirava forças de deus sabe lá onde para resistir e continuar lutando.

Bem, acho que alcancei o sétimo sentido nessa luta!

Na verdade não lembro muito de como foi a batalha. Logo depois de assumir minha forma Quase-Dragão Verdadeiro, entrei em um estado de transe, imerso em um estado de intensa alegria e selvageria….Ellena também perdeu o controle de si mesma e acabou deixando seus instinto a levarem….

Nos dois estávamos embriagados de certa forma.

Foi por essa razão que não perdi, mas também não venci.

― Querida?

Ellena soltou um suspiro de resignação.

― Que foi, garoto?

― Foi uma boa luta, não foi?

― Sim! ― disse ela com sorriso cheio de prazer. ― Essa é minha primeira vez….

Ela deixou a frase no meio do ar.

―….Primeira vez que fiquei nesse estado em uma luta.

― Você deveria parar com essas palavras ambíguas ― eu disse. ― Faz mal para meu coração!

Ellena riu gostosamente.

― Mas você gosta, não é? Kukukuku!

Ficamos em silêncio por um longo tempo, até Ellena quebrar o silêncio:

― Garoto, você foi incrível….Talvez seja um parceiro adequado para essa rainha.

― Talvez?

Ela assentiu silenciosamente.

― De certa forma é minha derrota, mas ainda não posso aceita-lo. Quando você se tornar mais forte que eu, poderei aceita-lo como meu homem.

Na verdade eu já esperava que ela iria dizer essas palavras.

― Não ganho nenhuma recompensa?

― Argus é sua recompensa ― declarou ela.

― Prefiro outra recompensa….Deixa eu ver…Já que não posso ter seu corpo por hora, um beijo seria ideal.

Não houve resposta,virei a cabeça para ver sua reação, mas seu rosto estava escondido por seu cabelo branco-azulado, brilhando como joias sob a luz das estrelas.

Embora não pudesse ver seu rosto, tinha a impressão que ela estava corando.

― Garoto tolo ― disse ela suavemente. ― Trocando um reino por um beijo?

― Desde o início, o que eu desejava era você e não o reino.

Usei o que restava de minha força e me arrastei até Ellena, ficando em cima de seu corpo. Coloquei a mão em seu rosto, acariciando-o, movendo o cabelo que esconde seu rosto para o lado.

― O que você acha que está fazendo? ― ela perguntou, me fitando com aquele par de olhos esmeraldinos.

― Colhendo minha recompensa ― respondi com um sorriso. ― Não posso?

Ficamos nos olhando. O som de nossos corações batendo e respiração era apenas interrompido pelo som das ondas quebrando na praia e do vento balançando a copa das árvores.

Ela fechou os olhos e então aproximei meu rosto, beijando seus lábios.

Seu corpo era frio como um pedaço de gelo, mas seu beijo era quente – uma droga viciante querendo me fazer beija-la para sempre.

Sabia que provavelmente não teria outra chance de beija-la tão cedo. Por essa razão eu a beijei como se fosse a última vez. Chupei seus lábios e língua, sugando todo seu ar. Foi um beijo intenso, cheio de desejo e paixão.

Quando nossos lábios se separaram, ela me encarava com um olhar derretido, ofegante.

― De alguma forma agora entendo por que aquelas garotinhas são tão apaixonadas por você…..

― Você não sabe de nada, Ellena.

Eu disse com uma risada.

― Na verdade essa rainha não sabe…Então, garoto, mostre a essa rainha com seu lábios o que não sei….

itadakimasu, pensei em dizer, mas ao invés disso voltei a beija-la.

Minhas mãos acariciou seu corpo gelado, afundei meus dedos em seu peito, sentido toda suavidade e elasticidade daqueles seios voluptuosos. Mostrei a ela o que ela não sabia com minha boca, com minha língua entrelaçando com a dela e minhas mãos passando por sua perna, coxa e subindo por seu abdômen até seus seios.

― Garoto, deixarei Argus em suas mãos ― disse ela, ofegante, enquanto beijava seu pescoço. ― Governe com sabedoria.

Minha mão desceu em direção ao meio de suas pernas, mas foi parado pela mão de Ellena.

Ela apertava minha mão como se fosse quebra-la!

Ellena se levantou e sentou-se no chão com as pernas cruzadas.

― Tem certeza? ― perguntei, me sentando ao lado dela.

― Essa rainha está cansada de governar ― ela disse, abraçando as próprias pernas. ― Tudo que essa rainha deseja é dormir preguiçosamente, sem ter que me preocupar com assuntos de estado.

― Não é isso o que você sempre faz?

Pelo que soube de Arian, além de audiências e na assinatura de documentos importantes, Ellena deixa todo trabalho para ela é passar o dia preguiçosamente de forma ociosa.

― Kukukuku ― ela riu gostosamente. ― É o dever de um monarca dar ordens e deixar todo trabalho para seus súdito!

Talvez ele esteja certa, mas eu não tinha menor intenção de ficar parado.

Ser rei é apenas um meio para um fim.

― Agora que penso nisso garoto, aonde estamos?

― Quem sabe? ― eu disse. ― Voamos para bem longe do Continente Leste, talvez estejamos do outro lado do mundo.

― Essa rainha precisa retornar logo, caso contrário a aura do Cetro do Vazio começara a vazar para fora!

― Não se preocupe, podemos voltar a qualquer momento para Argus com meus poderes.

Dito essas palavras abracei ela e voltei a beija-la.

No dia seguinte retornamos para Argus.

No dia 7 do mês 2 do ano de 567 a Era Santa, Dragonesa do Gelo Eterno, Ellena Argus, abdicou o trono de Argus.

Essa noticia encheu de choque todos habitantes do continente leste.

Agora Argus teria seus primeiro rei desde sua criação: meu grande eu mufufufu!

A Era Santa havia terminado e com minha ascensão ao trono de Argus havia se iniciado uma nova era, que mais tarde seria conhecida como dinastia Lhyhaniana.

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Magusgod: Esse foi o ultimo capitulo do dia, amanhã vou estar postando um capítulo de histórias de um Cavaleiro.

O que acharam dos três capítulos até agora?

Tenham uma boa noite pessoal 🙂

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11 comentários em “Histórias de um mago arco 4: Capítulo 24

    1. é ano de 2042, e HDUM ainda não apareceu. o mundo nunca mais foi o mesmo, guerras ocorreram, demonios surgiram das profundezas da terra, e o lendario escritor de HDUM nunca foi encontrado, tudo que existe sobre ele são lendas e suas ultimas palavras em um blog aleatório.

      Curtido por 1 pessoa

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