GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

Capítulo XIV: O homem de barro (Bhagä IV)!

XLIV – As estátuas que dividem os caminhos!

De um terremoto que surgia, a ponte desabava, deixando como única opção, para aquele Akhmad tão odiado, a fuga para aquele enorme templo que o chamava!

Por mais que tivesse que correr para os enormes golens, que se levantavam do solo, sobrepondo-se das estruturas, e que destruíam tudo pela frente, com ódio de ver intrusos invadindo o que o tempo protegia!

E esses golens eram gigantes, com o corpo tendo runas encrustadas pelos membros numa espiral bizarra. Nos seus peitos haviam joias verdes que brilhavam e na cabeça havia um enorme buraco do qual no fim se via uma pedra vermelha que cintilava.

E nessa, August e o seu grupo fugiam, pelas esparsas ruas do que se parecia a periferia, cortando caminho pelas casas em direção ao templo; pelas ruelas, pelas praças e pelos becos!

isso é loucura! Toda essa questão é loucura – Dizia Bid’Sorim enquanto ofegava em seus passos – estamos sendo constantemente enganados! E o que isso dá? Não dá em nada!

Os passos ensandecia, tudo era doloroso e a tortura mental ainda não era esquecida. Bid’Sorim apenas deixava exposto o pensamento doloroso que todos naquele caminhar já bem sentia.

fica quieto aí – no entanto, a dor e a voz de um covarde ainda era irritante, principalmente no estresse de uma fuga que parecia não dá resulta! – falar apenas vai te deixar mais cansado.

O grupo continuou cortando caminho, passo a passo, com suas armaduras e bolsas, sentindo no ócio, passado pelo último mês apenas, o cansaço.

[Bang!]

No meio de uma rua asfaltada e enlameada, uma explosão ocorreu. Essa explosão era causada por umum feixe de luz que atravessava o caminho, e se espatifava numa casa.

[Boom!]

A explosão cresceu pelos céus, espalhando destroços por toda a parte, deixando o grupo, que via a rua por uma janela embaçada, assustado!

Eles se mantiveram correndo, descendo as partes laterais da estrada, chegando até uma praça, onde, dos céus, caía um enorme golen.

Esse, que via em sua frente os intrusos irritantes, logo levantou sua enorme mão, para a obliteração.

rápido, corram para o lado! – Porém, naquele momento, onde todos corriam pelas suas vidas, uma espada brilhava, com o seu calor intenso, saindo da palma de um guerreiro, que atacava o ar, de modo circense.

Kópsimo der Fýlla (Nível 1 – Ativa): Com a aura da natureza, você tem a possibilidade de cortar montanhas. Restrições: 15 de essência espiritual.”

[Tlink!]

mas o que é isso?! – Todos que se jogaram ao lado, viram.

Era impossível não ver, por mais que quisessem.

O brilho intenso do ar que se tornava em uma onda azul cortava a mão daquele golen, de uma forma tão limpa e clara, que chegava a ter até mesmo algum tipo de beleza, parecido com alguma imagem heroica, colocada nos quadros caros de Narny’tsöl, ou dos grandes Clãs do sudeste da planície.

[Arrrrrgh!]

O golen gritou com um ruído infernal com sua mão decepada, tentando contra-atacar com o outro braço, todavia …

Pódi der Satyros (Nível 1 – Ativa): Suas pernas se tornarão tão velozes e ágeis quanto a de um sátiro. Restrição: 15 de essência espiritual.”

O ser que se encontrava em sua frente voou, como os pássaros costumam voar, aparecendo somente acima da cabeça do golen, golpeando outra vez o ar, mostrando a onda azul que perfurava tudo como uma navalha na pele!

[Boom!]

A cabeça do golen, por fim, explodiu, jogando lama por todas as partes.

No entanto, esse era o menor dos problemas, já que ao longe, seus irmãos apareciam, pulando entre as casas, indo em direção a praça, com a ânsia de uma vingança que ainda não conquistada!

Espírito: 65”

*

Correndo através das vielas, com golens pulando de um lado ao outro, no encalço, o grupo surgia através do que se parecia ser um enorme ministério, feita com colunas gregas amareladas e uma abóbada quebrada, cuja a entrada permitia os filetes solares invadirem os arredores do interior em ruínas.

Lá, o grupo parou por um breve minuto …

o que foi aquilo! – Xenit foi a primeira a perguntar – você voou sem ter asas; cortou sem ao menos tocar! O que foi aquilo?!

não vê! – Bid’Sorim continuou em seguida – ele é uma aberração! Um shidten, ou algo do tipo … talvez um chötgor (N.A: Demônio)! Desde que começamos a seguir viagem eu já sabia! Nem por um minuto ele se escondeu de minha visão!

August que escutava, se mantinha em silêncio.

Naquele local, dependendo do andar da conversa, ou ele mataria todos, ou salvaria todos. Porém, não era prazeroso se justificar.

Era o seu ódio! Culpar o seu salvador é algo apenas para Cristos ou Budas. Para alguém como August, esse martírio era apenas algo irritante, que o fazia reconsiderar muitas das boas ações que ele contava nos dedos.

vocês são loucos? – Madchënit se pôs a debater também – independente de quem ele seja, o que importa é a nossa vida! Vida essa salva por esse … esse … não importa! Se ele for um shidten? Melhor, como ele seria um shidten?! Ele passou parte da vida num berço e a outra parte conosco, nos centros ocultos! Ser um shidten? Acho que vocês não estão pensando nenhum pouco!

eu acho que devo concordar com Madchënit … – aparecendo ao lado, Khar’Sorim dizia, pondo a mão amiga no ombro de August – August não pode ser um chötgor ou um shidten. No mínimo ele é especial, não vou negar, porém não é mal. Se fosse assim, já teríamos sido mortos até aqui!

O clima esquentava, fazendo todos repentinamente divergirem em suas ideias baseados nos fatos já apresentados.

Porém, August, a parede que tudo dividia, apenas continuava calado, esperando a continuidade da discussão.

tudo isso pode ser culpa dele … – Xenit sussurrou, como se a falar consigo mesmo, deixando escapar, para todos, os olhinhos interrogativos que a perfuravam – espera … espera … – ela tentou se corrigir quando todos os olhos se encontraram com os dela – devemos deixar todas as hipóteses em aberto … correto?

Bid’Sorim ao ouvir, não deixou escapar o pensamento:

e se desde o começo tudo não foi arquitetado por ele? – Ao redor, até August olhava com curiosidade para o louco que não perdia a oportunidade de difamá-lo – quero dizer, pensem: toda a questão desde o início parece de forma bem louca. Agui’Us dos contos não é tão grande, isso aqui é quase um reino! E aquele templo? O que ele faz aqui? Nunca em toda a vida foi-se dito que Agui’Us tinha um templo! Então como podemos está aqui?

Madchënit, que tinha todo o brilho de uma pessoa com os nervos no lugar, quase riu, sendo apenas a impossibilidade de rir por conta da loucura geral de toda a situação que se desenrolava. Kharim, no entanto, não se segurou e riu como pode:

Hehehe! Entendi, entendi, tudo é bem louco, não nego … – Kharim tinha um largo sorriso, porém não daqueles já acostumado: o sorriso era sarcástico, podre, como a desmerecer Bid’Sorim, e todo o seu pensamento chulo – porém ainda não entendi a relação com Bae’Sorim.

Xenit, que estava ao lado, se mantinha em cima de um muro, esperando apenas a melhor oportunidade para pular para um lado seguro. Bid’Sorim que entendia bem a mente de sua amada, sabia bem o que falar e sabia como falar.

vocês se lembram quando entramos naquela mina? – da frase, o desmanchar da ironia que segurava os dois céticos que eram Madchënit e Kharim – vocês se lembram das ilusões? Da dor? Se lembram de tudo isso? Então, por que de todos nós, menos August, sentir aquela dor, ver aquelas ilusões? Agora essa demonstração de poder? O que ele esconde tanto … por que ele esconde tanto? Isso pode não sustentar tudo o que eu digo, mas vamos admitir que é por cá que há algum caminho …

De repente, os três voltaram a olhar para August, com uma desconfiança sincera, esperando uma resposta. Porém o mesmo apenas trocava olhares com um sorriso.

rápido – ele disse como um gatuno – acreditem no que queiram, porém temos que ser rápidos. Não podemos ficar parados com diversos golens de barro vindo atrás da gente.

Não havia urgência, não havia medo, apenas um sarcasmo habitual. Porém, de todos aqueles ali na frente, um frio aterrorizante socava seus peitos.

vocês que se danem! – Bid’Sorim cortou o silêncio – porém eu vou … vou sozinho! Vi uma entrada lateral ao longo da cachoeira que parece me levar para fora! Isso é bem melhor do que ficar com essa aberração … quem quiser vir comigo que venha!

[Bang!]

Na explosão, ninguém se pronunciou, porém, a doce Xenit, que se escondia por trás de um sério rosto, andou para o lado de Bid’Sorim, fazendo o mesmo chorar intimamente em seu coração.

Poderia não parecer, porém Bid’Sorim, esse doce Sorim tão irritadiço, odiava ficar atrás do grande herói do acampamento oculto. Todavia, tendo sua amada ao seu lado, naquele momento, Bid’Sorim sentiu, em sua doce vida, a primeira e única vitória que teria.

[Boom]!

Com o som de uma última explosão ressoando no ambiente em ruínas, Bid’Sorim se despediu sem olhar para trás, enquanto para Madchënit, única que se mantinha por lá, tinha em seus olhos apenas as lágrimas de um orgulho interminável.

XLV – Gurvan’Chulü (N.A: As três pedras)!

Há muito tempo, nos tempos em que se brincava nos bosques, três crianças alegres, de três famílias resplandecentes, com uma pequena paixão que nascia.

E essa paixão não era de um, nem de dois, era uma paixão que nascia nos três ao mesmo tempo, porém da forma menos recíproca possível.

Uma amava outro do qual amava a terceira, esta que amava apenas a si mesmo acima de todos. E como isso acontecia? Não acontecia. Os três eram amigos, que andavam de mãos dadas quando podiam, que brincavam por aí e se divertiam. Nada que realmente tornasse a surgir algum feito digno, de iniciar algo primaveril.

Madchënit, que era apenas uma pequena Götvhin da família Madchën-Gurav, saía de sua casa e ia para os centros ocultos, junto de Xenit, filha da família Xeni-Katyan, e Bidorim, filho da família Bid-Udya. Todos bons amigos que se amavam na intimidade mais oculta.

Porém, os tempos são trágicos! Dividem o indivisível e torna pó todas as rochas mais estáveis.

Nos centros, Bid’Sorim se juntou ao grupo dos arruaceiros de Käya’Sorim, abandonando Xenit no grupo de Khar’Sorim; deixando completamente só uma Madchënit introvertida, que apenas obtinha suas forças escalando as bordas mais pedregulhentas.

E o motivo para separação, qual poderia ser? A força é claro, nada mais separa as coisas do que o desejo destrutivo por força! Por isso o grupo se diluiu no caráter desse desejo, tornando as belezas infantes em apenas um passado que se ofuscava cada vez mais por um futuro brilhante!

E a paixão?

A paixão arde e não se apaga, nem mesmo quando tudo se distrai, se desvia, nem quando os rumos se tornam tão divergidos! Esta é a beleza que se perdurou, no entanto alguma coisa diferente ainda existia, ou pelo menos, se partia a existir.

Era um Xis nesse jogo, uma incógnita que aparecia sorrateiramente entre os dedos de um Bid’Sorim impotente, que não sentia nada crescer, decrescer, ou sequer se tornar. Ele estava estagnado quando August aparecia, para resumir.

Porém esse August, o nosso August, não aparecia da forma prática, como gostamos, que desejamos. Não! August aparecia como uma sombra e dançava ao redor da dama que amava o estagnado, levantando suas asas a bel prazer enquanto se fingia de indiferente.

Era irritante, no entanto inevitável. Ele sentia que a natureza das coisas perdia sua ordem quando o rio que era o seu corpo parava em frente as rochas, sem se mover, enquanto no lado, uma grande correnteza levava para todos os lados as rochas que lhe atrapalhavam, enquanto, de brinde, ainda se fazia de desejo para todos os peixes corajosos e vaidosos dos quais apenas a força importava!

Madchënit, naquela época, viu a chance na depressão que se sucedia no seu amado não esquecido! Era maravilhoso os olhos que desciam à observa os próprios pés, que andava, passo por passo, na trilha interminável dos guerreiros.

Foi breve, porém certeiro! Ela teve de volta o amigo e, mais ainda, o olhar daquele que ela decerto amava.

Bom momento Madchënit, porém algo ainda assim perturbava os seus pensamentos: August era uma estátua, que se escondia nas manhãs e nas madrugadas, e Xenit era uma raposa, astuta porém impaciente. Ela era incapaz de esperar tanto algo que nem sequer lhe daria qualquer oportunidade.

Bid’Sorim então, um homem fraco as tentações dos amores impossíveis, se manteve a amar e amar, por mais oculto que fosse, aquela pequena dama chamada Xenit, por mais que em seu lado já tivesse aquela menina, tão disposta, chamada Madchënit.

Triângulos exagerados?

Sim, sim, além de intermináveis! Já que de uma chula conversa, Madchënit escutou:

tão frio como uma rocha, do que terei? Sua força é considerável porém ele é estranho, então … do que adianta? Realmente desisto desse homem até que o destino mostre que ele é ao menos capaz de amar uma única mulher sequer!

Isto foi num dia antes de todo o acampamento oculto ser dissolvido, então Madchënit considerou aquelas relés palavras como sua última esperança, partindo para um ataque sem volta, para cima daquele tão inerte quanto uma porta.

Mas lembrem-se de nosso protagonista e de como num dia tão ensolarado ele desvirginara seus lábios junto a uma estranha menina, que tinha uma intensa beleza desoladora.

A melhor prova que todos precisavam, principalmente Xenit que com a hipótese já reimaginava toda a sua glória junto a um grande guerreiro que já prometia ser uma lenda naquelas terras tão desoladas.

Porém o que houve no fim, além da imensa decepção de vê-se partir, pela primeira vez, aquela que ele amava com outra, sua rival! Sua eterna rival!

Ela sentia ódio, sentia medo, sentia seu orgulho partir em dez mil pedaços dentro daquele tribunal klein, ao som das explosões tão audíveis de um reino que caía em ruínas!

Nota do Autor:

Desculpa pela parte meio romancista, estava lendo Balzac quando veio a ideia de fazer algo do tipo.

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4 comentários em “GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

  1. Obrigado pelo cap, man até agora não consigo saber quem é quem ‘-‘ kkkkk, essa parte do romance ai não entendi muito bem não tipo Madchënit não gosta mais de august ? é essa ai que august tava querendo pegar ? eu to confuso ‘-‘, tipo esses nomes tão me confundindo todo veii

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