GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

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Lore: Vida!

Os seres primordiais, solitários antes de tudo, criaram, através da primeira essência, os deuses e mesmo depois de mortos, os deuses reconheceram o sacrifício de seu nascimento.

Entre desses, dos que se levantaram com tal, doze. Eles foram moldados pelo pó, ajuntado pelo vento e aquecidos pelas chamas, por fim sendo resfriados pela água.

Esses seres, chamados Deuses, após a conclusão, se tornaram só, em um mundo plano e infinito, tornando os livres, sem correntes, contra o todo embranquecido. Então, o que fizeram?

Muitos desses Deuses tomaram sua liberdade e construíram, o que puderam, tornando o embranquecido mundo sem limites num colorido jardim, com altas montanhas preenchidas de neve e árvores, desertos dourados com oásis verdes a auxílio, planícies sibilantes e infinitas, cujo tudo interliga, além de costas, penínsulas, ilhas, florestas, colinas, bosques etc.

Tudo o que é belo ou grotesco se tornou dos Deuses, porém faltava vida. O que era vida no entanto? Eles olharam para si mesmo e viram que não viviam, apenas existiam, talvez, para um bem maior a mando dos seres primordiais, porém, mais uma vez se vendo, eles compreenderam que vida era exatamente eles, pois tudo que tinha um propósito era, sim, vida.

Porém, deste modo, as belas formas criadas com tanto afinco não poderiam ser consideradas vidas, desde o momento em que não havia propósito.

Sendo assim, eles decidiram: o que já foi criado abrigaria aquilo que te desvendaria, e o que desvendaria seria protegido por aquele que criaria, dividindo a natureza em sua seguinte forma: criador, abrigo e explorador.

Era perfeito, segundo os olhos deles, porém o próprio que abrigava acabou tomando formas mais belas e fundamentais, tornando a presença dos deuses bem pífia a um mundo que mudava.

Vendo desta forma, os deuses decidiram dividir a própria constituição de suas criações, separando essência e carne. Dessa forma, os Deuses protegiam a essência e o abrigo a carne, até o próprio abrigo também se tornar deus.

Desses, Élsser der Nero surgiu, populando junto com Omni der Homo, que também surgia, as costas e as penínsulas, vivendo afastados das montanhas, dos desertos e planícies, perto das praias e ilhas do leste. Opã der Naturis junto com Cantatis Domusan surgiu e conquistou as planícies, e Agui’Us as cavernas e o abismo. Aerum Solis, sozinho, fez o povo das areias. Lacertos Regem tomou as montanhas e, por fim, Alba Nix se assentou na neve do extremo norte, além das montanhas, nas geleiras sem fim.

Esses formaram o grupo dos deuses carnais, em oposição aos Deuses Essências, que governaram os seres durantes os três reinos mágicos que seguiram, até que uma forma de vida automaticamente surgiu, no extremo sul, onde nada existe.

Capítulo XIXUdya’Fan!

LIV – Bid-Udya!

No dia seguinte, antes do sol nascer, August se levantou da cama, finalmente, seguindo para fora de sua Yurt, para tomar algum ar fresco na sacada, do qual ele já não tinha gosto durante todo esse tempo.

Foi uma passagem rápida, sem muitos cálculos, para apenas tomar um banho de sol (por mais que naquele horário não houvesse sol) e respirar. No entanto, apenas de se aproximar da entrada, August via, com os seus olhos furtados, a mesma preenchida com o doce perfume das flores e das pétalas, como se tivessem às jogado ao final de m balé ou algum show de teatro.

Ele não entendeu, mas se pôs em alerta, retomando pela Yurt até a parte da cozinha, onde uma mesa se encontrava. Lá, a bela dama Fairy lia uma carta branca, enquanto sua sombra escrevia com um pedaço de carvão noutra.

você não tem medo que te encontrem, com essas coisas? – August perguntou, com um enorme sorriso, enquanto se encostava próximo de um biombo.

Fairy, que sentada lia, não respondeu de imediato, ela estava concentrada no que fazia, dando um silêncio para aquele que, encostado, não se importava.

aparentemente não, porém … – ele disse se aproximando da mesa – bem, ficar dessa forma, cheia de trabalho, não parece ser bom. O sol nem raiou e você aí, trabalhando sem aproveitar as coisas ao redor. Que vida péssima, até para uma espiã, digo …

qual o seu ponto? – Fairy perguntou, sem erguer a cabeça. August viu-a desse modo e riu. Era engraçado ver como as coisas se repetiam, independente do mundo.

eu não sei, apenas não tenho nada para fazer por enquanto, eu acho – August coçou o queixo, procurando palavras. Ele tinha um propósito para está ali, ele se lembrava, mas qual era mesmo? – ah, é mesmo! Que flores são aquelas na sacada de entrada? Sinceramente, isso me assustou bastante.

Fairy, surpresa com a pergunta, levantou o queixo com um sorriso, enquanto os olhos arcuados reduziam August em alguma criança curiosa. Ele não entendeu, embora não tenha desgostado de todo.

um herói que não tem noção de suas flores? Isso é tão bonitinho! – ela disse, com uma voz nasalada e sincopada.

então é isso? – August sentou numa cadeira puxada e pegou uma das cartas, enquanto lia de relance – é difícil acreditar que todo esse espetáculo seja feito por tão pouco …

você está corando, homenzinho – Fairy provocou – agir todo frio apenas te deixa mais bonitinho!

August não respondeu, mantendo o silêncio ante a provocação.

eu acho que vou fazer uma visita na família Bid-Udya, preciso vê o meu precioso amigo … – ele disse após um breve silêncio.

por que isso parece ser tão engraçado? – rindo, com a face corada, Fairy disse sem entender bem as próprias linhas do sarcasmo.

você vai entender, não hoje, mas vai – August respondeu – no entanto não sei se vai valer muito a pena …

gosto de piadas engraçadas … – Fair, guardando todo o amontoado de cartas em uma cesta, continuou.

essa é. No entanto, também é um pouco triste – e August finalizou, colocando um amontoado de roupas por cima das cartas do cesto.

Fairy acenou agradecendo com a cabeça, enquanto saía para entrada.

August também se levantava e saía, caminhando para fora da Yurt, com a alma bem leve para se dizer a verdade.

*

August caminhou por algumas trilhas entre o amontoado de yurts, tecendo o seu corpo entre os caminhos vazios de um sol que já chegava, bem frio e alaranjado, do qual não dispunha muita luz ante àquela escuridão que tomava os cantos da Dorf.

ei olhe! Aquele não é o menino, sabe, de FünderBae?

As poucas vozes ecoavam entre os caminhos sobre a figura que passava.

sim, sim. Escutei que ele conseguiu entrar em Agui’Us e terminar aquela questão. Me lembro de quando eu também era um Sorim e tentei fazer essa questão. Só de ter desviado o mínimo da rota já senti tonturas e desmaiei. Se não fosse alguns Khuroinis, eu teria sido morto por engasgo de emanação. Que divertido!

August que passava, prestava bem a atenção entre as vozes. Elas revelavam bastante sobre tantas coisas que ele se sentia bem deprimido.

ter desvalorizado o mundo que me rodeia pode ter sido um erro, em primeiro momento. Não ter prestado atenção em tudo pode ter sido outro de um dos meus maiores erros. Poucas lendas conheço bem e pouco também sei assimilar com a verdade, mas acho que, talvez, esta seja apenas uma faceta do mundo contra a minha arrogância.

August subiu por uma pequena trilha de terra socada até uma parte da Dorf conhecida como Fünder’Hülz (N.A: colina dos trovões), onde a grande maioria das grandes famílias se abrigavam.

parando para ver – August começou a pensar – FünderBae é um grande guerreiro e estrategista, no entanto ele não veio de uma grande família. Diz a lenda, segundo o que escutei em alguns lugares, que ele veio de um Agrótes que vivia na tenda 7 do quinto campo de trigo, e que não teve um treinamento apropriado como Sorim. Se não fosse as três campanhas contra Narny’tsöl, o que poderia ter acontecido?

Em Fünder’Hülz, as yurts eram enormes, com diversas outras yurts adjacentes com funções secundárias. Era um pouco parecido com a tenda de FünderBae, no entanto maiores, abrigando diversas pessoas e empregados.

August, em meio a todo aquele luxo, se dirigiu a tenda da família Bid-Udya sem muito esforço, parando em frente a entrada com um ar ligeiramente curioso. Os guardas, que na frente guardavam, no entanto nem mostraram sinais de surpresa, permitindo-o entrar sem nem mesmo dizer uma palavra sequer.

August passou pelos guardas vestidos com suas armaduras de placa de aço, cujo os elmos davam-nos um ar mecânico, frio, parecendo que cortariam a cabeça de qualquer um com suas alabardas sem muito pensar, com apenas uma ordem de viajem.

será que já me esperam? – August pensou, passando pelo ambiente dentro da Yurt, se encontrando com um senhor deitado num divã, que lia um pergaminho enquanto uma Halsher’drin passeava, limpando alguns móveis do canto.

Bae’Sorim? – a figura disse – me contaram que você tinha despertado, que curioso, no entanto não imaginava que o senhor viria até aqui tão cedo. Bidorim está adormecido em sua cama e não existem muitas previsões para ele despertar, assim como você o teve …

A Halsher’drin, que de costa limpava, cantarolava uma canção qualquer, enquanto o seu senhor continuava.

acho que é um pouco indelicado, mas me chamo Udya’Fan, e desejo, por favor, acima de tudo, que o meu filho desperte! Então, bem, poderia o fazer por mim? – Udya’Fan tinha um rosto estranho, com uma mistura bem extravagante entre a ironia e o sofrer, como um palhaço sorridente em plena crise existencial!

bem – August suspirou, toda a situação estava caminhando para algo bem estranho, cujo do qual não poderia sair caso se aproximasse mais. No entanto, alguma curiosidade ainda existia, principalmente pelo fato de August querer saber, dos olhos de Bid’Sorim, o que ele viu junto de Xenit naquela fuga injustificável no ápice de todas as coisas – eu posso te ajudar, porém o senhor terá que me ajudar primeiro.

Udya’Fan olhou um pouco surpreso, as palavras eram estranhas, já que: o que August poderia pedir? Entendem? Naquele exato momento, o que August poderia pedir?

Udya’Fan ficou observando o semblante de August, buscando alguma resolução, no entanto, nada disso se revelou, reduzindo tudo a uma impressão bem breve da verdadeira verdade.

*

August seguiu para uma yurt, acompanhado de Udya’Fan e a Halsher’drin, que aparentava está um pouco sufocada por todo o clima.

aqui está – disse Udya’Fan em frente a uma pequena Yurt, um pouco longe da principal – esse é o seu pequeno refúgio, Bid’Sorim, e é aqui onde ele jaz.

Entrando, August viu uma cama no centro, cercado de baús e móveis, além de um divã no canto, bem caro aparentava, além de um mostruário infantil, abrigando uma pequena armadura de cota de malha.

eu não sei exatamente quanto tempo fiquei adormecido, e nem sei quantos acordaram comigo. No entanto, sei que algo deve está bem errado … – August tocou na testa de Bid’Sorim, sentindo alguma emanação fugindo de seu corpo, analisando tudo de uma forma que ele nem mesmo sabia como podia saber – mas talvez ele possa ter sido amaldiçoado …

Udya’Fan tocou no ombro de August, de forma abrupta.

quer dizer que alguém o amaldiçoou? Mas quem?! – August se virou e viu os olhos claros de Udya, que pareciam perfurá-los com ódio. Na verdade, aquela era a primeira vez que August reparava nessa figura, vendo uma beleza tão comum, mais que normalmente são as mais louvadas.

um deus fez isso, ou melhor … acho que ele caiu numa armadilha – August começou a conceber hipóteses – quero dizer, eu não entendo como estão os outros, então não posso dizer algo. Mas veja, seu corpo está emanando energia natural, coisa que não deveria está acontecendo.

como você poderia saber sobre isso?

não sei …

Natiora’Buch, capítulo 1: Energia elemental.”

Udya’Fan olhou para o seu filho, com olhos ternos enquanto massageava os ombros de August com força.

me diga que você não tem certeza sobre …

se eu falasse isso … mentiria para você …

Com lágrimas caindo aos olhos, Udya’Fan se virou para entrada, tentando disfarçar, fazendo algum tempo passar ao seu favor.

se tem tanta certeza – Udya disse, após um minuto de silêncio – também deve saber como tirá-lo desse estado?

talvez, mais isso não depende de mim …

Como tudo na vida, August se sentia puxado por tantas certezas, que ele se via estranho. Era como se algo no universo estivesse conspirando para ele naquele momento, o que o fazia suspirar, com medo dos planos que talvez o deuses tinham para ele.

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