Arauto Negro (Versão alternativa): Capítulo 2

Cerimônia de abertura! (Parte 1)

 

 

 

>>> I <<<

 

 

No Mar Ocidental, seis quilômetro de distância da Costa do Reino de Enoque, está localizada a ilha artificial Hy-Brazil.

 

Hy-Brazil era um legado vivo da grandiosidade da civilização do povo antigo. Desde sua descoberta séculos atrás, pouco foi descoberto de seus segredos – pesquisadores de todo mundo não haviam decifrado nem 5% de toda tecnologia magica que fazia aquela ilha funcionar.

 

Essa megacidade no meio do mar não era de propriedade do Reino de Enoque, mas era regido por uma Coalização de Nações do Continente Sul – composto por sete nações na qual Enoque faz parte – e megacorporações mundiais.

 

Uma importante fonte de conhecimento e tecnologia para o mundo, e também palco de vários jogos de poderes e interesses no continente sul.

 

Nessa Megacidade está localizado a Academia de Bruxos Hesperus – criado pelo Departamento de Desenvolvimento Tecnológico Mágico do Reino de Enoque -, visando desenvolvimento de jovens bruxos e sua preparação para carreira militar.

 

É nesse local que Aur passara os próximos quatro anos estudando.

 

 

>>> II <<<

 

 

Segunda, 4 de Fevereiro de 4798. Localização: Mar Ocidental, Ilha Artificial Hy-Brazil.

 

 

Voando a mais de seis mil metros de altura, uma pequena aeronave militar classe Fragata – Arca New Paladin – diminuía lentamente sua altitude conforme se aproximava do destino. Sentando confortavelmente na poltrona da cabine privativa. O jovem de cabelos prateados e olhos vermelho contemplava através do visor a ilha artificial Hy-Brazil ficando cada vez maior com aproximação da aeronave.

 

A cena do sol nascendo no mar, iluminando os arranha-céus da Megacidade e as fragatas comerciais atracando, era um cenário que lhe provocava um arrepio de assombro pela espinha.

 

Toda Hy-Brazil parecia sob os primeiros raios de luz solar, arder e cintilar como uma bela joia do mar. Um monumento imponente de grandiosidade. Beleza. E poder.

 

Um espetáculo grandioso que o deixava maravilhado.

 

Sua mente fervilhava ao pensar de como os antigos foram capazes de criar algo tão avançado. Mágico. E atemporal.

 

Tirando de suas fantasias, o intercomunicador estalou, saindo a voz do piloto da Arca New Paladin.

 

― Recebemos permissão para atracar na Hy-Brazil. Porto A-5. Tempo estimado 5 minutos.

 

Minutos mais tarde. Arca New Paladin atracou no porto de embarque de Hy-Brazil. A porta pressurizada do portão de carga sibilou, abriu-se, a rampa de embarque desceu. O jovem Aur deixou a rampa de desembarque seguido pelos soldados da Casa Muggulis.

 

No porto de desembarque havia um homem bem vestido e uma equipe de seguranças da administração do Porto.

 

― Presumo que seja Jovem Aur da Casa Muggulis ― disse o homem bem vestido e sorriso fácil. ― Sou Túlio Ferris funcionário do departamento de administração do Porto A-5. Serei responsável por leva-lo até Academia de Bruxos Hesperus.

 

Posso imaginar que meu pai havia contatado de antemão a administração e feito todas as preparações necessárias. Pensou Aur. Mas era realmente necessário contratar toda uma equipe de segurança apenas para escoltar até a Academia?

 

O Porto A-5 era de uso exclusivo de nobres e autoridades importantes das sete nações do continente sul. Como único herdeiro da Casa Muggulis não era de estranhar o tratamento super-protetor que estava recebendo de seu pai. Apesar de que ele não podia deixar de pensar que ele estava exagerando.

 

Aur sorriu em resposta e despediu-se dos soldados que haviam o acompanhado por toda viagem. Após se despedir, acompanhou o funcionário Túlio até um carro blindado de designer moderno e arrojado.

 

Ao ver o carro que o levaria até a Academia não pode deixar de suspirar.

 

― Realmente. Meu pai está exagerando. Não acredito que tentariam me matar nesse lugar.

 

Seus inimigos não seriam tão ousados em tentar ataca-lo dentro de Hy-Brazil.

 

Aur embarcou relutantemente no carro blindado. Movendo a 90 quilômetros por hora, deixaram para trás o porto de desembarque. Através da janela Aur observava o cenário urbano dominar a paisagem com seus arranha-céus e bases de pesquisas. Uma multidão de trabalhadores, estudante e turistas andavam para todo lado, indo e vindo.

 

― Nunca vi tantas pessoas reunidas em um só lugar! ― exclamou Aur, boquiaberto pela grande massa de pessoas que enchiam sua visão.

 

― Todos que vem pela primeira vez para Hy-Brazil têm a mesma reação, não sou exceção ― disse Túlio. ― Diferente do continente, aqui não há o risco de ataque de monstros. É uma cidade de oportunidade e onde você pode realizar seus sonhos com as conexões certas, claro.

 

Aur não podia descordar das palavras de Túlio.

 

Pegando Reino de Enoque como exemplo, onde seu povo vivia em cidades estados cercado por muralhas de aço e concreto, mais de 60% de seu território eram terras selvagens dominados por monstros. Todas as nações do continente sul estavam na mesma situação. Nesse mundo a humanidade não era a raça dominante.

 

Mas nem sempre foi assim, pensou Aur recordando-se de um livro antigo que leu sobre a civilização do povo antigo. Antes, com sua tecnologia avançada a humanidade dominava todo planeta. Uma era de ouro da humanidade que infelizmente veio a ruir, tudo que sabemos hoje sobre eles vem de seus legados deixados para trás.

 

As estradas da Megacidade tinham relativamente pouco tráfico naquele horário, contribuindo para que chegassem em pouco tempo até seu destino.

 

A Academia era um complexo de edifícios, ginásios e instalações de pesquisas localizadas no distrito leste da ilha. Conforme chegavam perto dos portões da academia, o tráfico de veículos aumentava. Pela janela Aur podia ver um grande fluxo de alunos vestindo blazer azul-escuro andando em direção aos portões da academia.

 

Nem todos bruxos eram de casas nobres. Muitos viam de famílias normais, sem histórico de bruxos. Para Aur era fácil identificar pela postura, comportamento e vestes se era um bruxo vindo de uma casa nobre ou de uma família de pessoas normal.

 

Por mais que ele não se importasse muito com a questão de classe social. Por ser próximo herdeiro da Casa Muggulis, tinha que ter cuidado com seus relacionamentos interpessoais e não acabar causando problemas desnecessários.

 

― Como esperado de uma nação conhecida por ser o berço dos Bruxos ― disse Túlio, analisando os novos alunos. ― Entre as Sete Nações do Continente Sul, Enoque é a que possui a maior população de Bruxos. Enoque está destinada a ser uma supremacia no Continente Su.l

 

Adam limitou-se a sorrir ao ouvir as palavras de Túlio.

 

No Continente Sul os fatores que ditam o poder de uma nação eram: Economia. Tecnologia. Exército. E o mais importante de tudo, Bruxos.

 

Bruxos eram de vital importância para proteção e desenvolvimento de uma nação. Como foi provado muitas vezes ao longo da história: um país sem bruxo é uma presa fácil para os países que possuem bruxos.

 

Quanto maior for a população de Bruxos, maior será seu poder entre as sete nações. Por essa razão o governo das nações sempre incentivam seus bruxos casarem com outros bruxos e terem muitos filhos.

 

Pensando nisso minha noiva da Casa Barduck entrará na academia esse ano, pensou Aur. A última vez que nos vimos éramos apenas crianças, brincando inocentemente pelos jardinas da mansão.

 

Aur não tinha muita escolha sobre a questão do casamento político. A Casa Barduck era um aliado histórico da Casa Muggulis. Por gerações essas duas famílias vêm casando seus filhos, mantendo uma aliança tão antiga quanto a própria fundação do reino.

 

Minutos depois chegaram até o estacionamento da Academia. Ao deixar o carro via por todos lados bruxos de casas nobre tradicionais, andando orgulhosamente com seus peitos estufados e mantos coloridos com o brasão de suas casas.

 

Arrogância. Orgulho. Superioridade. Todos esses sentimentos estavam estampados nas expressões de cada bruxo de casas tradicionais.

 

Vendo por outro lado sou um ponto fora da curva, pensou Aur.

 

― Lhe desejo sorte, jovem mestre da Casa Muggulis.

 

A palavra de Túlio o tirou de seus devaneios.

 

― Obrigado por seu trabalho duro ― respondeu Aur, sorrindo de forma cortes. ― Vou falar como meu pai sobre como me tratou bem.

 

As Casas Tradicionais de Enoque tem muita influência dentro do reino. Uma palavra de um Bruxo de uma casa tradicional era o suficiente para ajudar na carreira de uma pessoa, ou destruí-la. Desde o começo Aur sabia que toda aquela cordialidade era apenas para ganhar alguns pontos com seu pai.

 

― Muito obrigado!

 

Deixando o estacionamento, Aur tentou seguir os bruxos que seguiam em frente, mas, uma vez que notava o brasão da Casa Muggulis paravam em seus lugares e abriam caminho para ele.

 

Aur soltou um longo suspiro.

 

Ele olhou para o bracelete em seu braço – dispositivo de armazenamento espacial – e retirou do inventário um tablet ultrafino chamado de TPDA (Terminal Personal Database Access). Era um dispositivo multifuncional usado principalmente para comunicação – como vídeos chamadas com outros TPDA – e acessar datalinks que disponibilizam informações ao público.

 

― Não tenho outra escolha a não ser procurar por mim mesmo ― Adam murmurou, tocando na tela do dispositivo, sincronizando com o datalinks da academia. Em poucos segundo baixou o mapa da academia e local onde vai ocorrer a cerimônia. ― Preciso ser rápido, logo começara a cerimônia de abertura.

 

Com pressa, Aur acelerou seu passo, seguindo o mapa em seu terminal. Mas por alguma razão acabou se perdendo ao longo do caminho.

 

― Estranho. Tenho certeza que segui o caminho correto…

 

Ele reviu o mapa no TPDA várias vezes, mesmo assim não conseguia chegar até o local de cerimônia de abertura.

 

Havia um segredo que poucos sabiam sobre Aur: ele tem uma péssima noção de direção.

 

Ou seja: ele se perde facilmente em lugares novos, mesmo com um mapa em mãos.

 

 

>III<

 

 

Enquanto Aur estava perdido pelo campus, alheio a tudo que acontecia ao seu redor, uma figura feminina aproximou-se com passos leves e silenciosos. Com suas mãos macias e magras cobriu os olhos dele, pressionando contra suas costas duas enormes protuberâncias macias.

 

O corpo de Aur ficou tenso ao ser pego desprevenido.

 

Uma voz alegre, musical, sussurrou em seu ouvido:

 

― Adivinha quem é?

 

Essas mãos macias e larga…Será que é Megan? N-não, não, é impossível que seja Megan. Ela é reta como uma tábua, pensou secretamente Aur.

 

Por um longo segundo ele repassou mentalmente todas pessoas que conhecia, mas não conseguiu pensar em ninguém que teria coragem de fazer uma brincadeira tão intima com ele.

 

Depois de um tempo a garota que cobria seus olhos, retirou a mão.

 

Quando olhou para trás Aur contemplou uma cena de tirar o fôlego.  O vento soprava forte, agitando a copa das árvores e gramado do campus. Seu cabelo rosa, sob as luzes do raio solar, ondulavam como chamas rosadas. Olhos cor de prata, de certo felinos, e um sorriso amplo. Amável. Ela era alta e bela. Muito bela. Vestia o uniforme da academia de tonalidade preta, mostrando que era uma aluna do ano superior. Na área do busto parecia que os botões explodiriam a qualquer o momento. Suas pernas eram longas e delgadas, envoltas em meias pretas que se estendiam por baixo de uma saia justa.

 

Suas orelhas pontudas haviam chamado sua atenção.

 

Uma Trans-humana? Pensou Adam chocado.

 

Trans-humanos, assim eram chamados humanos fruto da engenharia genética. Trans-humanos normalmente tem seus DNA misturado com algum animal, aumentando suas capacidades intelectuais, físicas e psicológicas.

 

Uma nova raça naturalmente bela e poderosa – considerado como o ideal da nova humanidade.

 

― Não sabe quem sou?

 

Por um segundo havia se esquecido de respirar e o porque estava ali. Mas voltou logo aos seus sentidos ao ouvir a voz encantadora da garota a sua frente.

 

― Sinto muito, mas não sei quem você é ― respondeu ele sinceramente. ― Talvez seja possível que você me confundiu com outra pessoa?

 

― Olhos vermelhos que parecem violar a alma quem os olha, sempre sorrido, mas é dono de uma boca afiada. Não é você o jovem Aur da Casa Muggulis?

 

Cada pessoa tem uma reação ao conhecê-lo. Muitos ficavam nervosos em sua presença, outros entravam em pânico e havia até aqueles que tinham alucinações simplesmente por olhar em seus olhos.

 

O funcionário Túlio que havia o levado até academia não era um caso diferente. Por mais que ele fosse hábil em manter uma fachada de aparente tranquilidade, Aur podia sentir seu nervosismo. Assim como toda equipe de segurança que o escoltava.

 

Era uma reação normal que estava acostumado desde de criança.

 

Mas ao contrário da reação normal que as pessoas têm ao o conhece-lo. A bela garota de cabelo branco se contorcia, corava levemente e em seu olhar felino parecia de certa forma lascivo – como se estivesse desfrutando daquela sensação.

 

Não sei quem é essa garota, mas com certeza é uma pervertida, esse rosto lascivo….Como diabos ela me conhece?

 

― Sim ― respondeu ele tentando acalmar seu coração. ― Sou Aur Muggulis e você é?

 

― Oh! Perdoe minha apresentação tardia! Sou Eileen…Uma estudante do 4º ano! ― ela respondeu de forma cortês, fazendo uma saudação formal segurando ambas as pontas da barra da saia.

 

― Essa com certeza é nosso primeiro encontro ― disse Aur depois da troca de cumprimentos formais. ― Então por que o da brincadeira “Adivinha quem é?”. Não é uma brincadeira usada apenas em pessoas intimas conhecida?

 

Eileen colocou um dedo em seus lábios vermelhos e fez uma expressão de dúvida.

 

― Humm…Realmente é o caso? ― Eileen perguntou com uma voz confusa e adorável ao mesmo tempo. ― Megan me instruiu a fazer isso com você como ”serviço especial” pela entrada na academia.

 

Não sei se devo ficar feliz ou irritado pelo “serviço especial”, pensou Aur. Então tudo isso era coisa da Megan?

 

― Então minha irmã pediu para você vim me buscar?

 

― Sim. A vice-presidente disse algo como: “meu adorável irmão mais novo tem péssimo senso de direção”. Que provavelmente você se perderia pelo campus, mesmo tendo um mapa em mãos. Ela teria vindo pessoalmente, mas está ocupada com os preparativos da cerimônia de abertura. Como tenho tempo livre, acabei me voluntariando para busca-lo e leva-lo até sua querida irmã.

 

― Como esperado de Megan ela me conhece muito bem ― disse Aur um pouco envergonhado. ― Espera um pouco, você a chamou de vice-presidente?

 

― Você não sabia? Megan é a vice-presidente do Conselho Estudantil. A Bruxa que está no top 10 do Ranking das Bruxas mais poderosas do 4º ano.

 

Além de estar surpreso pelo fato de sua irmã ser vice-presidente do Conselho Estudantil – uma posição de honra e prestigio -, estava mais impressionado pelo fato de sua irmã está no top 10 do ranking do 4º ano.

 

Através de notas, competições e missões. Os alunos eram avaliados e recebiam pontos por suas realizações. Quanto maior for sua pontuação maior será sua posição no ranking da academia. Os bruxos bem ranqueados recebem muitos benefícios da academia.

 

Megan é um gênio em Magia de fortalecimento, mas entrar no top 10 de uma academia que recebe bruxos poderosos de todo reino é uma surpresa. Tudo isso me faz pensar quem é o monstro que ocupa o primeiro lugar no ranking!

 

― Megan está no top 10 do ranking do 4º ano. Você pode me dizer quem ocupa o primeiro lugar do ranking? ― Aur perguntou. Sua voz estava cheio de curiosidade.

 

Naquele momento Eileen riu desdenhosamente com um *FUFUFUFU*.

 

― Tradicionalmente. Aquele que ocupa o primeiro lugar no ranking é automaticamente Presidente do Conselho Estudantil! ― ela estufou seu peito ao disser orgulhosamente cada palavra.

 

― Oh, por favor, fale logo!

 

Eileen apontou um dedo para sim mesma.

 

― Eu sou a Presidente do Conselho Estudantil. Aquela que ocupa o primeiro lugar do ranking do 4º ano.

 

Aur olhou duvidosamente para ela.

 

― Deixando de lado a piada. Quem é a pessoa mais forte dessa academia? ― Aur perguntou novamente.

 

― E-ehhh?! ― Eileen soltou um grito estúpido e seus olhos ficaram úmidos. ― N-não é uma piada! Sou euuuuuu!!!

 

Aur encarou novamente Eileen e aquela expressão de que estava a ponto de chorar. Não conseguia acreditar que aquela garota cabeça de vento – por mais que fosse uma Trans-humana -, fosse a bruxa mais forte da academia.

 

Não havia nenhuma possibilidade dele acreditar nessa história.

 

― Sei. Sei. Acredito em você ― Aur sorriu, enquanto se encantava com seu rosto de belos traços como se tivesse sido esculpido a partir de uma peça de mármore. Se ela fosse realmente Presidente do Conselho Estudantil o que ela estaria fazendo aqui? Aur descartou aquele pensamento acreditando que realmente fosse uma piada. ― Deixando de lado essa história. Logo começara cerimônia de abertura. Pode me levar até lá?

 

Eileen fez uma cara empurrada por estar sendo tratada como uma mentirosa.

 

― Eu sou a Presidente…

 

― Tudo bem, eu acredito em você! ― disse Aur interrompendo-a.

 

― Não. Não acredita em mim! Mas logo irá saber da minha grandiosidade! ― ela declarou e agarrou a mão dele e o guiou para frente. ― Vamos lá! Megan estará no ginásio!

.

Andando pelo campus de mãos dadas com uma garota mais velha, o deixou um pouco envergonhado. Mas não disse nada. Apenas aproveitou o calor corporal confortante de Eileen.

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