Arauto Negro (Versão Alternativa): Capítulo 9

Garoto conhece Garota! (Parte 3 Final)

 

 

 

 

>>> V <<<

 

 

 

Embora sentisse uma dor quase insuportável, ele sorria. Utilizando toda a força de sua alma ele puxou a porta em direção ao mundo físico. Sua visão se tornou um borrão. Sentiu como estivesse em queda livre e quando retornou ao seu corpo, contemplou o tecido que separa as dimensões ser rasgado violentamente, seguido pelo som de um trovão.

 

A Porta do Apocalipse lacrado por correntes espirituais surgiu, espantando os alunos presentes.

 

Os rostos aflitos esculpidos na porta ora suplicavam por perdão, ora amaldiçoava, ora profetizava.

 

― Que diabos é essa porta?! ― exclamou a professora Mika, assustada.

 

Ao olhar para a porta maldita sentia como se sua vida estivesse sendo sugado pelos rostos horripilante.

 

Os lábios de Aur se curvaram em um sorriso.

 

― Um anjo ― disse Aur, retirando a varinha de seu dispositivo de armazenamento. ― Um anjo está trancado dentro dessa porta. Vou liberta-lo.

 

Aur ignorou o olhar incrédulo da professora Mika e agitou sua varinha, ativando a sequência rúnica ofensiva <Garra Demoníaca>.

 

Uma. Duas. Três vezes ele conjurou a garra demoníaca que tudo podia cortar, atingindo as correntes que soltaram um som agudo de atrito que poderia ser ouvido por toda academia.

 

Mas independente de seu esforço, não conseguiu fazer o menor arranhão nas correntes espirituais.

 

Aur soltou um suspiro melancólico.

 

― Para quebrar as correntes espirituais será necessário um encantamento superior.

 

Sua única chance era colocar todo seu poder mágico em um encantamento avançado e torcer para ser o suficiente para quebrar as correntes, caso contrário todo seu esforço terá sido para nada.

 

Ele guardou o Tomo dos Mistérios e retirou o Tomo da Revelação do dispositivo de armazenamento. Leu as páginas que continham encantamentos avançados em uma incrível velocidade, memorizando cada runa e fórmula de um determinado encantamento avançado.

 

― É tudo ou nada ― murmurou ele e apontou sua varinha para as correntes espirituais. ― Iniciar Sequência de Convergência de Partículas Escuras…

 

A luz ambiente se tornou mais fraca e convergia em uma espiral de partículas escuras para o círculo de runas com o símbolo de um sol eclipsado na ponta da varinha.

 

― Ativar Sequência Rúnica Ofensiva: Grito de Gehenna!

 

Aur agitou a varinha e o círculo de runas com símbolo de um sol eclipsado se expandiu, soltando um grito horripilante de gelar o sangue, como se fosse trombetas infernais, reverberando por toda academia.

 

As correntes espirituais que as garras demoníacas não conseguiram fazer menor dano, foi atingida por uma explosão de ar pútrido. As correntes chocalharam violentamente e em poucos segundos começou a perder seu brilho e foi enferrujando até se tornar uma pilha de ferrugem levada por uma brisa vinda do sul.

 

A porta do apocalipse que havia sido selada por incontáveis milênios, foi aberta.

 

Aur cambaleou para trás, rosto pálido, respirando profundamente. Havia usado quase todo seu poder mágico, deixando apenas o suficiente para projetar sua alma uma última vez e forjar o pacto com o anjo trancado na porta vermelha.

 

― Agora é minha chance!

 

Ele se sentou no chão e projetou sua alma para a porta vermelha, abrindo a porta que não devia ser aberta, sendo engolido por um aura ancestral e sangrenta.

 

O mundo dentro da porta era um mar de sangue, onde pilhas de esqueletos formavam montanhas e continentes. O céu era o mesmo cinza desbotado do reino das sombras de Sheol, dominado por um sol eclipsado.

 

A mesma voz sem vida que ouvia no reino das sombras de Sheol reverberava infinitamente naquele mundo infernal, atingindo sua alma com uma pressão sufocante.

 

Um minuto, não menos que isso é meu limite, pensou Aur suportando uma dor cruciante. Se eu não sair nesse tempo limite, minha alma vai ser destruída pela pressão espiritual desse mundo.

 

Não foi difícil encontrar o anjo da sétima taça.

 

― Eu nunca imaginei que uma garota tão bela pudesse existir ― Aur disse suavemente.

 

No topo de uma montanha de ossos, abraçando os próprios joelhos havia a coisa mais bela que Aur já viu em toda sua vida.

 

Ela vestia um longo vestido vermelho que se ajeitava perfeitamente em seu corpo delicado. Seus longos cabelos brancos não cobriam totalmente seu rosto e olhos dourados acompanhando por longos cílios da mesa cor de seu cabelo.

 

Por causa de suas características refinadas e bonitas, parecia ter 15 anos de idade ou menos, mas era mais velha do que sua aparência mostrava. Tão bela que faria princesas e rainhas se envergonhar perante ela.

 

Um olhar mais atento revelou um par de asas vermelhas – penas de cristal, como joias preciosas -, que se estendiam de suas costas até se perder no horizonte cinzento e flutuando sob sua cabeça havia uma auréola vermelha de cristal com inúmeros espinhos.

 

Pela primeira vez em toda sua vida corou como um garotinho inocente. Seu coração se moveu, batendo mais rápido e sentia um frio em seu estômago. Não conseguia tirar seus olhos dela, fascinado por sua beleza nobre.

 

Tudo isso durou um breve segundo.

 

Mas esse segundo foi o suficiente para mudar sua vida.

 

Aur havia se apaixonado pelo anjo da sétima taça do armagedom. Ele se aproximou calmamente do anjo e mesmo estando um palmo de distância dela, parecia que não havia notado sua presença.

 

Sem saber bem o que falar, disse a primeira coisa que passou por sua mente, mas logo se arrependeu.

 

― Ei, eu vim brincar!

 

A voz de Aur teve o efeito desejado e imediatamente chamou atenção do anjo da sétima taça. Ela moveu seu rosto inexpressivo para aur. Seus olhos dourado sem vida fixaram em Aur. E ao poucos ganharam vida refletindo uma miríade de intensas emoções: alegria dúvida, medo e esperança.

 

Suas fortes emoções agitaram o mundo, fazendo o mar de sangue se erguer, engolindo as montanhas de ossos.

 

Ela moveu seus lábios, mas som algum saiu de sua boca.

 

Uma voz madura e ao mesmo tempo jovial ecoou na mente de Aur, como a melodia do canto de um rouxinol.

 

Quem é você? Como conseguiu entrar nessa prisão? O que deseja?…

 

A mente de Aur foi recebida por uma enxurrada de perguntas.

 

― Para responder todas suas perguntas exigira um longo tempo, mas não disponho de todo esse tempo. Você pode me chamar apenas de Aur!

 

…A-u-r, ela soletrou mentalmente.

 

― Sim. Deixaremos as apresentações detalhadas para mais tarde. Usei quase todo meu poder mágico para destruir as correntes espirituais. E logo minha alma será esmagada pela pressão espiritual desse mundo. Enfim, resumindo, desejo que forje um pacto comigo!

 

Ela olhou de forma hesitante para Aur.

 

Aur aproximou-se dela e estendeu a mão, sorrindo.

 

― Venha comigo, aposto que está cansada de ficar trancada nesse mundo sem graça. Prometo que vamos nos divertir muito! Há um vasto mundo lá fora!

 

Ela parou de hesitar e segurou firme a mão de Aur. Em um piscar de olhos atravessou a porta vermelha, deixando sua prisão para trás.

 

A alma de Aur retornou para seu corpo. Pela porta vermelha viu a garota de cabelo branco caindo em sua direção. Ele estendeu seus braços e agarrou a garota que caia, em um abraço caloroso e alegre, rindo, por ver a garota sem expressão, sorrindo, um sorriso charmoso e encantador.

 

Imerso em uma alegria que nunca havia sentido antes, Aur deixou aqueles sentimentos dominarem sua vontade. E assim os dois giraram e giraram e giraram, abraçados como se estivessem dançando uma valsa.

 

 

― Rápido! Precisamos forjar o pacto!

 

Ao ouvir as palavras de Aur, seu sorriso morreu.

 

― Forjar um pacto comigo será o mesmo que entrelaçar nossas almas. Meu destino será o mesmo que o seu, e o seu o mesmo que o meu. Estou manchada por sangue de inúmeras almas inocentes, pecados terríveis que não há perdão…Após ouvir tudo isso ainda iria querer entrelaçar sua alma com a minha?

 

Nos olhos dourado dela, Aur teve um vislumbre dos pecados cometidos e as forças que caçariam aquela bela garota.

 

― E dai que sua alma está manchada por sangue inocente. E dai que seus pecados não tem perdão! ― disse ele suavemente. ― Não importa o seu passado ou o quão pesado sejam seus pecados. Me tornarei seu cúmplice e carregarei todos seus pecados por você!

 

Suas palavras foram doces demais, boas demais. Por que alguém que acabou de conhecer faria tudo isso por ela? Ele desejava tanto poder assim?

 

Esses pensamentos assolavam sua mente.

 

Ela se afastou e semicerrou os olhos.

 

― Por que faria algo assim por alguém que acabou de conhecer? ― perguntou ela. Seu rosto era uma mistura de medo e dúvida. ― Qual é seu verdadeiro motivo?

 

Aur desviou o olhar, envergonhado, e respondeu:

 

― Eu não sei bem como disser essas palavras. Como descrever toda essa miríade de sentimentos. Mas no primeiro momento em que te vi, isso aqui ― ele colocou uma mão sobre o coração. ― Se tornou barulhento. Embora o mundo ainda seja o mesmo, ele me parece diferente de alguma forma. Bem…Sabe é aquilo que chamam de amor a primeira vista.

 

Ele podia ser um gênio na magia e nos estudos. Era bom nas tramas e articular palavras. Mas naquele momento era apenas um simples garoto de quinze anos de idade.

 

Não sabia para onde olhar e queria esconder o rosto em algum lugar.

 

 

Ela olhou nos olhos dele e estudou seu rosto a procura do menor sinal de falsidade. Mas não encontrou nada. Nenhuma mentira. Nenhuma falsidade. Apenas a expressão de um tolo que havia acabado de cair no amor por ela.

 

Por todo esse tempo ela guardou em seu coração apenas tristeza e o desejo de vingança. Acreditava que não havia espaço em seu coração para outros sentimentos. Mas agora ela percebeu que estava enganada. Por alguma razão seu coração se tornou agitado e assim como o jovem de cabelo de prata e olhos vermelho, um novo sentimento havia nascido em seu coração.

 

― …Seu tolo, tolo, tolo, tolo, por um motivos desses! Que assim seja! Já estava na hora de me casar! ― disse ela em meios aos risos tímidos.

 

― Eh?!….Espera um pouco, acho que você está apresando as coisas falando em casamento….Alias anjos podem se casar?!

 

Como todo homem ao ouvir as palavras casamento, entrou em pânico, achando o desenvolvimento rápido demais.

 

Ela desenhou um sorriso gracioso e como o canto de um rouxinol falou:

 

― Assuma a responsabilidade!

 

― E-espere como assim….Mnn…

 

Ela envolveu seus braços finos em volta do pescoço dele e o beijou, um beijo suave e ao mesmo tempo cheio de vigor. Sentindo os lábios macios e cremosos dela e sua língua invadindo a sua boca, sugando todo ar de seus pulmões. Sua mente se tornou branco. Mas, em seguida, preenchido por aquela calorosa emoção abraçou ela, pressionando seu pequeno corpo contra o seu e de bom grado retribuiu o beijo, imergindo-se em seu beijo apaixonado.

 

Com o beijo trocado entre eles, o pacto foi forjado. Não iguais aos outros, mas sim um pacto entre amantes, entrelaçando suas almas de forma intima.

 

O corpo dela exalou uma energia vermelha e o corpo dele exalou uma energia escura, entrelaçando-se em um vórtice de energia e disparando ao céu com um grande estrondo, como se avisasse ao mundo sobre sua união.

 

O emblema mágico de um sol eclipsado envolto por asas surgiu nas costas da mão direita de ambos.

 

Em meio ao beijo que poderia ser chamado de um “pouco sem vergonha”, os dois caíram no chão.

Sobre ela, Aur podia sentir a macies e calor do corpo dela através do vestido, qual ele estava pressionando contra o chão frio. Ela o encarava com aquelas duas poças de ouro derretido, ofegante, fazendo suas pequenas colinas subir e descer.

 

Seus lábios vermelhos estavam curvados em um sorriso provocativo, sedutor.

 

― Vamos ter nossa primeira vez aqui? ― Perguntou ela, provocando-o.

 

― Não com esse público ao nosso redor…

 

Ela olhou em volta e viu vários rostos perplexos.

 

― Basta os ignorar, vamos continuar… ― disse ela voltando a agarrar o pescoço dele.

 

Era uma ideia tentadora demais para ele. Mas, não faria aquilo na frente de tantas pessoas.

 

Ele se ergueu e a puxou para cima, abraçando-a.

 

― Sei que é meio tarde, mas qual é seu nome?

 

Ela sorriu docemente e se separou dele ficando de costas.

 

Não havia sinal de suas asas e a coroa que flutuava sob sua cabeça no outro mundo. Quando ele olhava para ela daquela forma parecia uma garota normal – bem, não tão normal por causa de sua beleza arrebatadora.

 

― Me chamaram de diversos nomes para cada mundo que destruí. Eram mais títulos do que nomes pensando bem. Então não tenho algo como um nome. Apenas me chame como desejar.

 

Aur ficou em silêncio por um longo tempo, pensando em um nome que combinasse com ela. Olhando para o glorioso sol reluzente um nome veio em sua mente.

 

― Então te chamarei de Lucy!

 

Ela girou sobre seus calcanhares e fez beicinho ao falar:

 

― Que a partir de hoje meu nome seja Lucy!

 

 

>>> VI <<<

 

 

Uma multidão de alunos e professores olhavam atordoados para Aur e Lucy.

 

Devido a grande concentração de energia mágica que poderia ser sentido a vários quilômetros de distância, por causa da materialização da porta do apocalipse no plano físico. Acabou atraindo atenção de professores e alunos de todos anos. Para o espanto de todos, chegando no local que estava emitindo ondas energia mágica concentrada, acabaram se deparando com uma porta sinistra.

 

Temendo o que poderia sair por aquela porta, e ao mesmo tempo curiosos, ficaram no local preparados para intervir ao menor sinal de perigo. Mas os eventos que ocorreram a seguir e seu desfecho foram muito além do que poderiam ter imaginado – terminando em uma cena de amasso entre dois amantes idiotas envoltos por uma aura florida de amor.

 

A professora Mika olhava para aquela estranha situação sem saber o que fazer.

 

Uma pequena silhueta que poderia se confundida com uma criança, cabelo amarrado em duas caudas, andou até a multidão de alunos.

 

― Que confusão essa? ― indagou Megan.

 

― A-h é a vice-presidente do conselho estudantil!

 

Todos voltaram atenção para pequena figura loli e abriram caminho para ela.

 

― O que está acontecendo por aqui? ― voltou a perguntar, elevando seu tom de voz. ― Por que estão me olhando com caras de idiotas? Por acaso esquecerem como falar?

 

― Eu cheguei a pouco tempo ― disse um aluno próximo do 3º ano. ― Então não sei bem o que está acontecendo. Tudo que vi até agora foi dois alunos se pegando.

 

― Parece que eles estão um bom tempo nisso.

 

Megan arqueou uma sobrancelha e abriu caminho pela multidão. Chegando até a fonte da comoção, viu uma cena inaceitável: um garoto agarrando uma garota de vestido vermelho e se beijando.

 

― Uma completa falta de vergonha! ― gritou ela, andando furiosamente em frente. ― Eis vocês o que acham que estão fazendo?

 

O garoto que abraçava a jovem de vestido vermelho, olhou para o lado e assim que Megan viu aquele rosto familiar deu dois passos atordoados para trás.

 

― Eh?!!!

 

Ela soltou um grito surpresa, ao descobrir que o aluno indecente era seu adorável irmão.

 

Não conseguia aceitar o que seus olhos estavam vendo. Mas não importava quantas vezes ela olhou para cena, não mudava o fato de se tratar de ser seu irmão mais novo Aur.

 

― Impossível…Meu adorado Aur nunca faria um ato tão indecente! ― disse Megan para si mesma, numa tentativa de se convencer.

 

Os alunos ao redor se tornaram barulhentos.

 

― Quem é esse cara sortudo?

 

― Qual é o segredo para conquistar essa beldade? Aliás ela é uma aluna nova da academia?

 

― Ahhh esses dois são tão quentes, que inveja…

 

Aur recebeu centenas de olhares invejosos dos alunos ao redor. E das garotas recebeu olhares apaixonantes. A comoção o vez voltar a si e perceber que estava rodeado por uma multidão de alunos de todos anos.

 

― Aur o que isso significa?

 

Aur se virou em direção a sua irmã mais velha, piscando em surpresa.

 

― Ah, isso…Como posso explicar…

 

Aur ainda estava atordoado pelo acontecimento repentino. Não sabia como se referir a garota ao seu lado. Tecnicamente falando Lucy era uma entidade metafísica conhecida como Anjo da Sétima Taça do Armagedom. Porém, na pratica, ela era uma entidade que ele se apaixonou a primeira vista. E agora era sua namorada.

 

Sim. Não era uma situação que poderia ser explicada facilmente.

 

Enquanto Aur procurava as palavras certas para explicar a situação. Lucy agarrou o braço de Aur, pressionando-o contra seus peitos.

 

Ela avaliou Megan de cima para baixo com um olhar perigoso.

 

― Quem é ela? ― perguntou Lucy, secamente.

 

Ela estava emitindo uma aura perigosa.

 

Embora ele estivesse curtindo a sensação da elasticidade dos seios de Lucy contra seu braço. Soava frio devido a pressão sufocante que ela emanava.

 

― Ela é minha irmã mais velha…Megan Muggulis!

 

Após ouvir a palavra “irmã” o olhar de Lucy suavizou, substituído por um sorriso gracioso.

 

― Oh, então você é irmã dele. Entendo. Entendo. Prazer em conhecê-la, cunhada! Me chamo Lucy!

 

― Cunhada?!!!!

 

Megan soltou um grito que poderia se ouvido pelos quatro cantos da academia.

 

Ela olhou para Aur a procura de respostas.

 

― É uma história complicada…

 

Aur se encolheu ao perceber a aura perigosa que Megan estava emitindo.

 

Ele estava em uma situação perigosa onde uma palavra ou passo em falso poderia resultar em sua morte.

 

Qual o problema desse desenvolvimento? Pensou Aur melancolicamente. Mas quem teria imaginado que eu teria sucesso em forjar com sucesso um pacto com esse belo anjo!

 

Secretamente ele celebrou em seu coração, então, uma dúvida surgiu em sua mente.

 

Ela realmente um anjo? Perguntou-se, pois após ela sair daquele mundo selado, tinha se tornado uma garota humana normal sem asas ou auréola de cristal vermelho.

 

Somente seu deslumbrante vestido vermelho permaneceu.

 

Não encontrando uma resposta para sua dúvida, deixou esses pensamentos de lado.

 

O importante e que agora ela está ao meu lado, Pensou ele. Amor a primeira vista hein? O destino é uma coisa engraçada. Sempre acabamos sendo pegos de surpresa por esses acontecimentos. Me pergunto se podemos nos casar já que ela não é uma humana? Pensando bem será que as pessoas vão tentar intimidar ela só por ser de uma raça diferente?…Não, não, a questão não é essa! Mas se algo acontecer vou protegê-la!

 

Absorto em vários pensamentos, olhava suavemente para Lucy. Não sabia o que o destino lhe reservava. Tudo que desejava era que estivesse junto com ela.

 

Independente do que acontecesse.

 

Nesse dia Aur acabou se tornando uma figura famosa entre os alunos do 1º ano.

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