GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

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XXVIII – O pântano encantado [Quarta parte]!

XI – Derrotas …

o medo … – olhando para a fera em sua frente, August pensava; – minha única falha é o medo … claro, existe a displicência, mas, acima de tudo, é o medo. Aqueles olhos incitam a isso de uma forma que não compreendo … por que?

Correndo atrás de August, Strever’Ton se mostrava, junto com suas milhares de aberturas, com August apenas percebendo agora: seus golpes não eram de fato pesados, seu ser não se movia em vera rápido. Na verdade, ele era o exato ser do início que, no entanto, se mostrava um pouco cansado.

August percebia bem, naquele momento em que o medo não enevoava sua percepção, enquanto começava a limpar sua mente daqueles olhos avermelhados, que o perseguiam.

parece que uma gota de sangue caiu no mar azul … – ele continuou pensando, enquanto tentava ter de volta aquele corpo que a tanto treinara em todos os anos que pode ser possível; – acho que esse encontro deve ter sido planejado pelos deuses, pois, veja, tudo que me afligiu até agora fora trespassado por aquele que opera as máquinas, deste modo, acho que deve haver algo, caso senão, eu já teria vencido.

Com um golpe lateral, extremamente avulso, que vinha lhe cortar a cabeça, August rolou, num movimento covarde, no qual os fracos normalmente faziam pela sua vida. Tanto, que até o seu grupo se sentia meio decepcionado com aquilo, vendo os reflexos tão humanos de alguém que parecia desesperado.

Strever’Ton riu daquele, com um ar imponente, como se a batalha se encaminhasse para o amado final, onde ele venceria, retomando sua honra ao fim.

Pena que, da sua cocha, um pequeno revés lhe vinha a incomodá-lo, desmanchando seu sorriso para com aquele a sua frente, que via bem o sangue que caía por aquele lado.

o que é isso! — Strever’Ton gritou, vendo o carmesim fugir de sua cocha enquanto August estava lá, com sua espada manchada com sangue alheio, orgulhoso, fazendo-o se levantar, com toda a confiança possível, enquanto, outra vez, se colocava em guarda.

Todos que observavam demoraram para perceber que, no fim, era August que tinha toda a vantagem, pois apenas ele não tinha seu sangue manchando o solo naquele instante.

Quase que aplausos foram batidos com o fato, contidos apenas pelas fileiras inertes que acompanhavam o desenrolar.

ainda acho … – Ele continuava pensando; – que tem algo nesse ser além do que acontece. Pois, pelo que aprendi, todos os meus encontros parecem pré-determinado por algo … ou … não sei, podem ser apenas os delírios de alguém privilegiado … mas, é, não posso terminar as coisas dessa forma, não pelo menos sem saber o que acontece …

O ser correu outra vez em direção para August, tentando perfurar o seu coração com suas longas garras que, ao ver o nada, ficavam atordoadas.

August era rápido e, com toda a sua capacidade de luta, poderia se movimentar livremente, da forma que quisesse, deslizando em qualquer tipo de cenário, sem muito esforço. Era isso que o permitia sumir dos olhos daquele cuja sede de sangue transbordava, golpeando, facilmente, com o cabo de sua espada no focinho daquele.

O ser se movimentou para o lado, atônito com o golpe, enquanto um chute surgia em sua orelha, desorientando-o de vez. Em seguida, no seu peito, outro chute lhe veio, o fazendo dar longos passos para trás, do qual permitia August pegar impulso para uma joelhada, que o atingia naquele focinho, na forma que se quebrava.

Sangue fugiu das suas narinas e do canto da boca, com o ser caindo de costas. Seus olhos, avermelhados voltavam para o infinito azul e o seu pelo albino se sujava com a lama pertinente ao relvado.

Apontando sua espada para o peito do ser, August disse: — você morreu — e, com um sorriso encantado e satisfeito, Strever respondeu:

entendo … obrigado …

Com um movimento rápido, sem rodeios, a escuridão veio ao ser, trazendo, como um último pensamento, naquela chuva que parecia querer cessar, toda sua vida, vendo, no breu infinito, todas as suas glórias; da infância até a dura vida adulta, além das guerras perdidas, das vitórias ganhas, dos amores efêmeros e dos prazeres terrenos … toda sua vida, sendo sua última impressão, naquele instante, que, o que era infinito acabava ali, sendo o único e maior arrependimento aquele filhote morto, no qual parecia vir, para querer lhe levar a alma, descendo os céus ao seu encontro.

agora … — Uma voz cortou as belas imagens naquele momento. Ela era jovial, como o de uma criança que trazia uma adaga para magoar-lhe o peito; — você renascerá, como meu guardião absoluto e nada mais.

Strever abriu seus olhos: a espada estava fincada ao seu lado, encontrando no céu nublado a face daquele que deveria ter lhe matado.

O que fazes! — O ser gritou, envergonhado e furioso; — será que desejas me tirar a honra? Será!

August não respondeu, se reduzindo ao que fazia, que era marcar a pele do peito daquele com sua espada. Strever’Ton não sentiu a dor, no entanto sua face se contorcia com um enorme ódio. Sua majestade regredia a um escravo estigmatizado.

essa será a marca … — August disse, por fim, terminando um grande A onde o coração pulsava; — de nosso eterno contrato.

Cada ser que via aquilo não entendia, assim como nada entendiam desde o início, no entanto, entre as fileiras, uma figura parecia surgir.

Essa figura não era como os outros seres, que eram peludos, tendo a total aparência de um ser humano, tirando a espessa pelagem em mãos e as orelhas que se dobravam. Sua espessa barba branca parecia lhe dá mais idade, que seguia a sabedoria, mesmo tendo toda a vitalidade de um jovem.

o escolhido dos seres materiais! — O ser disse, com sua voz longa, que perfurava o ambiente silencioso, atingindo cada um daquele local, que tremia perante a presença; — a pouco eu encontrava meu irmão e ele me disse certas coisas. Não sei o que acontece agora, mas entendo que devemos parti daqui. Tenho coisas para lhe falar, coisas que tenho certeza que você gostaria de escutar.

O ser se aproximou de August, ignorando toda cena. A situação não parecia lhe importar, pelo menos não mediante a alguma emergência, do qual o fazia sequestrar August pelos braços, enquanto apontava e fazia sinal com as mãos para as fileiras inertes.

August não entendeu de imediato, mas o seguiu. A situação era estranha, mas tudo até ali também havia sido estranho. Seus colegas do qual formavam grupo, no entanto, pareciam vê outra coisa naquilo tudo, mesmo com August se virando, pedindo para que eles o acompanhasse.

apenas vamos … — Metvina disse, sem muitas emoções em seu rosto, com o grupo a acompanhando, não compreendendo completamente aquilo que acontecia.

Pelo menos a chuva cessava por completo, lavando tudo que lá havia, alguns pensavam …

Nota do Autor:

Capítulo curto e um pouco rushado, no entanto, é o último capítulo do ano, então desejo a todos um feliz ano novo!

Obrigado por acompanharem até aqui e que o ano que vem me permita escrever muitos capítulos!

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2 comentários em “GartenGüt (O Jardim Dos Deuses)!

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